Amores e dores não são as melhores rimas
nem cores e sabores
e todas essas coisas afins ...
Sei lá o que são as melhores rimas!
Se me pegar embolado com estrofes aparta
e reboca pra fora do botequim.
Porque a ressaca é o castigo dos frascos
e a intenção é chegar vivo no fim...
Alberto Caieiro - Psicografado por JackO
terça-feira, 21 de outubro de 2008
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
SABENDO O CERTO POR VIDAS TORTAS
Recebi um texto - atribuído ao escritor baiano João Ubaldo Ribeiro - sobre a desonestidade do povo Brasileiro, como se todos sofressem de desvio de caráter e que - apesar da gritaria contra a roubalheira das instituições público/políticas – fossem capazes de passar a mão e levar pra casa alguma coisa do trabalho no melhor estilo “a ocasião faz o ladrão”. Muita gente entende que “o que é de todos não é de ninguém”... Eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também. Então você não tem compromisso porque o tudo é o nada, muito filosófico isso, explica, aliás, porque existem tantos pobres meninos e meninas ricos.
De certa maneira o escritor está certo, afinal, convivemos com pequenas malandragens em nosso cotidiano de maneira tão simplória que tem hora que a pernada passa despercebida e quem consegue premeditar o breque se sente mais esperto e até vai pra casa feliz. Em Bento Ferreira mesmo tem uma ótima padaria que reina absoluta num ponto privilegiado do bairro onde fazem uns pãezinhos doces muito gostosos que são arrumados nas prateleiras de maneira que os mais velhos fiquem na frente dos mais novos. Daí você pergunta, mas não deveria ser o contrário? Bom, não do ponto de vista do fabricante.
O dono da padaria – e isso é também muito comum também nos supermercados – provavelmente instruiu seus funcionários a colocar os pães mais antigos na frente simplesmente porque a maioria dos consumidores pega o produto sem verificar a data de fabricação. Não sei se podemos classificar isso como desonestidade se pensarmos que o consumidor vai chegar em casa e comer o pão, mas vender uma mercadoria de dois dias atrás pelo mesmo preço de uma que acabou de ser fabricada e ainda a colocar em evidência, praticamente escondendo a mais nova, não é um jogo dos mais leais.
E quem é que faz diferente dos padeiros? Daí que vem aquela famosa frase idiota: “o preço da liberdade é a eterna vigilância”. Ou seja: “em rio que tem piranha jacaré nada de camisinha”. Mas é muito chato viver dessa maneira não é? Como se fossemos uma nação de maníacos obsessivos, recontando, re-checando; testando a durabilidade, a validade, a fidelidade de tudo e de todos. Que liberdade é essa então? “De que me vale ser Edith Piaf se não posso fazer o que me der na telha”? Já pensou se para cada pessoa contratada tivéssemos que colocar uma outra pra tomar conta da primeira? Mas não abre o seu olho não japonês...
E se todo casal tivesse que contratar gente pra fiscalizar a fidelidade do parceiro? Porra meu, ou confia ou joga fora no lixo, não vale a pena viver assim. Daí alguém resolve provocar o maridão, galhudão - Diguvon Spoton da Bayer - desconfiadão:
De certa maneira o escritor está certo, afinal, convivemos com pequenas malandragens em nosso cotidiano de maneira tão simplória que tem hora que a pernada passa despercebida e quem consegue premeditar o breque se sente mais esperto e até vai pra casa feliz. Em Bento Ferreira mesmo tem uma ótima padaria que reina absoluta num ponto privilegiado do bairro onde fazem uns pãezinhos doces muito gostosos que são arrumados nas prateleiras de maneira que os mais velhos fiquem na frente dos mais novos. Daí você pergunta, mas não deveria ser o contrário? Bom, não do ponto de vista do fabricante.
O dono da padaria – e isso é também muito comum também nos supermercados – provavelmente instruiu seus funcionários a colocar os pães mais antigos na frente simplesmente porque a maioria dos consumidores pega o produto sem verificar a data de fabricação. Não sei se podemos classificar isso como desonestidade se pensarmos que o consumidor vai chegar em casa e comer o pão, mas vender uma mercadoria de dois dias atrás pelo mesmo preço de uma que acabou de ser fabricada e ainda a colocar em evidência, praticamente escondendo a mais nova, não é um jogo dos mais leais.
E quem é que faz diferente dos padeiros? Daí que vem aquela famosa frase idiota: “o preço da liberdade é a eterna vigilância”. Ou seja: “em rio que tem piranha jacaré nada de camisinha”. Mas é muito chato viver dessa maneira não é? Como se fossemos uma nação de maníacos obsessivos, recontando, re-checando; testando a durabilidade, a validade, a fidelidade de tudo e de todos. Que liberdade é essa então? “De que me vale ser Edith Piaf se não posso fazer o que me der na telha”? Já pensou se para cada pessoa contratada tivéssemos que colocar uma outra pra tomar conta da primeira? Mas não abre o seu olho não japonês...
E se todo casal tivesse que contratar gente pra fiscalizar a fidelidade do parceiro? Porra meu, ou confia ou joga fora no lixo, não vale a pena viver assim. Daí alguém resolve provocar o maridão, galhudão - Diguvon Spoton da Bayer - desconfiadão:
- Você num confia no seu taco não ômi, tem que botar gente pra tomar conta da vida de sua mulé?
- Olha maluco: no meu taco eu confio, o que eu num confio é na caçapa dela...
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terça-feira, 7 de outubro de 2008
MEU PRIMEIRO CAVALO FOI UMA ÉGUA!
A frase título parece muito doida, e é mesmo. Sabe onde foi que eu ouvi isso? Ontem a noite na novela A Favorita - Digo que ouvi, por que enquanto a patroa assiste a novela eu costumo ler - A personagem daquela menina bonitinha, loirinha de cabelo curto, enfim, a menina explicava isso pro namorado; Um cara que era cafajeste, pegador de puteiro, mas que agora é um empresário seríssimo e mau humorado, quase um monge.
Novela tem dessas coisas, as pessoas mudam de caráter como quem muda de roupa. Ora, mudar alguns hábitos e até sua atitude com relação ao mundo é uma coisa, mas mudar o seu próprio jeito de ser é complicado. Sabe como chamam isso? Teledramaturgia. Daí que me saem com essa pérola do non sense: “meu primeiro cavalo era uma égua”. Seria o equivalente a dizer: minha primeira esposa era um homem - o que, aliás, pode acontecer até nas melhores famílias, segundo ouvi dizer, não sei... - Mas e você, já pensou?
Bom, pelo menos serviu pra me divertir. Fiquei imaginando algumas outras situações engraçadas pra transpor essa frase, por exemplo:
O casal conversa enquanto caminha até a Lan House da periferia, ele displicentemente fala: “Você sabia que meu primeiro carro era uma bicicleta?”
Dois ambientalistas paqueram durante manifestação da Sociedade Protetora dos Animais, ele tenta sem muito sucesso convencer a companheira às práticas de acasalamento e murmura com emoção: “Podes ter certeza minha querida: o primeiro pinto que pia é a perereca!”
Batman e Robin lembravam a infância e o cara bat-rememora orgulhoso os carnavais de outrora: “A primeira vez que me vesti de super-homem foi com a roupa da mulher maravilha!”
Pra arrematar com uma piada local: dois percussionistas conversam sobre as variações harmônicas entre um tambor e um tamborete quando um deles me sai com essa: “Não cara, meu primeiro reco-reco era uma casaca!”
Novela tem dessas coisas, as pessoas mudam de caráter como quem muda de roupa. Ora, mudar alguns hábitos e até sua atitude com relação ao mundo é uma coisa, mas mudar o seu próprio jeito de ser é complicado. Sabe como chamam isso? Teledramaturgia. Daí que me saem com essa pérola do non sense: “meu primeiro cavalo era uma égua”. Seria o equivalente a dizer: minha primeira esposa era um homem - o que, aliás, pode acontecer até nas melhores famílias, segundo ouvi dizer, não sei... - Mas e você, já pensou?
Bom, pelo menos serviu pra me divertir. Fiquei imaginando algumas outras situações engraçadas pra transpor essa frase, por exemplo:
O casal conversa enquanto caminha até a Lan House da periferia, ele displicentemente fala: “Você sabia que meu primeiro carro era uma bicicleta?”
Dois ambientalistas paqueram durante manifestação da Sociedade Protetora dos Animais, ele tenta sem muito sucesso convencer a companheira às práticas de acasalamento e murmura com emoção: “Podes ter certeza minha querida: o primeiro pinto que pia é a perereca!”
Batman e Robin lembravam a infância e o cara bat-rememora orgulhoso os carnavais de outrora: “A primeira vez que me vesti de super-homem foi com a roupa da mulher maravilha!”
Pra arrematar com uma piada local: dois percussionistas conversam sobre as variações harmônicas entre um tambor e um tamborete quando um deles me sai com essa: “Não cara, meu primeiro reco-reco era uma casaca!”
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sexta-feira, 3 de outubro de 2008
ENSAIO É ENSAIO - FILME É FILME!
Sexta a noite. Parada estratégica na praça de alimentação do shopping para um jantarzinho barulhento, depois um cineminha. Por que não? Vejo poucas pessoas conhecidas quando vou a esses lugares e acho curioso isso. A maioria das vezes em que vou ao supermercado, por exemplo, encontro sempre de três a quatro amigos e conhecidos, minha geração parece mais prática e acomodada a lugares onde não se cobra pra estacionar... Ainda.
Uma das coisas que mais incomoda em shopping é o barulho, uma balbúrdia louca que - em face da quantidade de informação visual - passa despercebida a muitos. É um som reverberante comum aos lugares fechados e lotados e que irrita, desorienta, geralmente fico louco para ir embora. Conversando com um grupo de cegos eles me disseram que se sentem assim também, o som é uma de suas principais ferramentas de orientação. É uma merda, mas não vai mudar: não é pensado para os que têm ouvidos para escutar.
Diversão é observar as pessoas. Tantas, diferentes e únicas, a vaidade as torna engraçadas e inacreditáveis. Especialmente isso. Na mesa ao lado tem um casal que traz o filho por uma espécie de coleira, como um cão. O menino, curiosamente, se comporta como tal, tentando se soltar e correr em liberdade, só faltava latir. Alguns passam e comentam, os pais fingem indiferença e devoram enormes hamburguers com Coca e batata frita. Ali estava o link para o filme que iríamos assistir: Ensaio Sobre a Cegueira:
Fernando Meirelles é um diretor requisitado em Hollywood atualmente, talvez o único daqui que realmente tenha se tornado mainstream. Depois do sucesso mundial e do reconhecimento obtido com Cidade de Deus o diretor partiu de vez para produções de primeiro mundo. Assisti a uma longa entrevista dele no programa Roda Viva da TVE, comandado pela ex-global Lílian Wite Fibe – visivelmente deslumbrada com a presença do diretor -, cujo tema central era o lançamento de seu novo filme.
Meirelles tem um blog - há muito não atualizado - que nos dá uma grande panorâmica sobre o fazer cinematográfico, as difíceis decisões na busca por um produto íntegro e comercial ao mesmo tempo. O diretor rasga o verbo, comenta de situações constrangedoras que um artista tem que administrar para ser peão da indústria norte americana, tanto que quando ficou sabendo que estavam traduzindo o blog para inglês achou melhor parar de escrever. Algumas pessoas da Miramax mereciam ter lido.
Ensaio Sobre a Cegueira acabou se revelando uma história difícil de ser traduzida para a linguagem cinematográfica, Meirelles teve trabalho em encontrar uma edição que não chocasse tanto a platéia e esse foi talvez o problema. Se a idéia não era espantar (nos dois sentidos) o espectador, porque então escolher uma história que inclui, por exemplo, duas seqüências de estupro? Eis a questão. Não vou dizer que o filme é ruim, nem que é descartável como se exige do cinema pipoca americano, o problema é que tentando agradar troianos e conciliar abismos o diretor se perdeu e não conseguiu produzir um filme visceral daqueles para se guardar na prateleira de casa e rever de vez em quando.
Uma das coisas que mais incomoda em shopping é o barulho, uma balbúrdia louca que - em face da quantidade de informação visual - passa despercebida a muitos. É um som reverberante comum aos lugares fechados e lotados e que irrita, desorienta, geralmente fico louco para ir embora. Conversando com um grupo de cegos eles me disseram que se sentem assim também, o som é uma de suas principais ferramentas de orientação. É uma merda, mas não vai mudar: não é pensado para os que têm ouvidos para escutar.
Diversão é observar as pessoas. Tantas, diferentes e únicas, a vaidade as torna engraçadas e inacreditáveis. Especialmente isso. Na mesa ao lado tem um casal que traz o filho por uma espécie de coleira, como um cão. O menino, curiosamente, se comporta como tal, tentando se soltar e correr em liberdade, só faltava latir. Alguns passam e comentam, os pais fingem indiferença e devoram enormes hamburguers com Coca e batata frita. Ali estava o link para o filme que iríamos assistir: Ensaio Sobre a Cegueira:
Fernando Meirelles é um diretor requisitado em Hollywood atualmente, talvez o único daqui que realmente tenha se tornado mainstream. Depois do sucesso mundial e do reconhecimento obtido com Cidade de Deus o diretor partiu de vez para produções de primeiro mundo. Assisti a uma longa entrevista dele no programa Roda Viva da TVE, comandado pela ex-global Lílian Wite Fibe – visivelmente deslumbrada com a presença do diretor -, cujo tema central era o lançamento de seu novo filme.
Meirelles tem um blog - há muito não atualizado - que nos dá uma grande panorâmica sobre o fazer cinematográfico, as difíceis decisões na busca por um produto íntegro e comercial ao mesmo tempo. O diretor rasga o verbo, comenta de situações constrangedoras que um artista tem que administrar para ser peão da indústria norte americana, tanto que quando ficou sabendo que estavam traduzindo o blog para inglês achou melhor parar de escrever. Algumas pessoas da Miramax mereciam ter lido.
Ensaio Sobre a Cegueira acabou se revelando uma história difícil de ser traduzida para a linguagem cinematográfica, Meirelles teve trabalho em encontrar uma edição que não chocasse tanto a platéia e esse foi talvez o problema. Se a idéia não era espantar (nos dois sentidos) o espectador, porque então escolher uma história que inclui, por exemplo, duas seqüências de estupro? Eis a questão. Não vou dizer que o filme é ruim, nem que é descartável como se exige do cinema pipoca americano, o problema é que tentando agradar troianos e conciliar abismos o diretor se perdeu e não conseguiu produzir um filme visceral daqueles para se guardar na prateleira de casa e rever de vez em quando.
O curioso é que – entre tantas concessões - um das cenas que Meirelles não aceitou mudar foi a dos cães, porque estava no livro de Saramago e - mesmo com rejeição do público em test screens - o diretor bateu o pé pra cachorrada ficar. Volto então minhas lembranças para o menino cão na praça de alimentação e o barulho que desorienta aqueles que não enxergam. Essa é a luta do dia a dia: perceber-se vivo, manter-se desejado (comercial) e íntegro ao mesmo tempo. Parece fácil não é? Então vai lá fazer sabichão!
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
ISSO AQUI NÃO É A ÚLTIMA COCA-COLA DO DESERTO NÃO
Eleições chegando para Prefeitos e Vereadores pelo Brasil afora, daí rola ênfase na tentativa de conscientizar o eleitor para o fato de que perigamos ficar quatro anos suportando algumas malas sem alça que pleiteiam vagas em todo o país. O problema é que existem coisas para as quais a propaganda simplesmente não funciona, vide as campanhas anti-tabagismo e, segundo me disseram outro dia, o marketing ambiental das empresas ecologicamente responsáveis.
Será que não está na hora de se debater a questão do voto obrigatório? Colocar todo mundo pra votar não seria dar margem ao voto de protesto? Quando o voto era escrito até dava pra zonear, votar no Macaco Simão, no mosquito e em outras paradas fictícias, mas hoje não, daí que o eleitor revolts resolve jogar contra o próprio patrimônio, votando de sacanagem nas figuras mais histriônicas e ridículas. Sem falar no voto de cabresto do eleitor que se vende, trazendo o desgoverno como aconteceu em nosso Estado na era Gratz.
Então você não acredita em política meu irmão? Não quer votar em ninguém não? Vota nulo. Pense nos engarrafamentos, nos impostos, considere até a própria imposição de votar; mas não ajude a eleger um desses Zé Ruelas que vai realmente tomar posse felizão da vida e danar a inventar formas de piorar ainda mais aquilo que já não é a última Coca-cola do deserto.
Bom, mas chega de lição de moral e papo cabeça por hoje. Quero compartilhar com os amigos algumas piadas verídicas, que aconteceram de verdade e eu, testemunha ocular, estava lá para conferir in loco, porém não muito louco, aliás, essas coisas me deixam de careta... E você?
Será que não está na hora de se debater a questão do voto obrigatório? Colocar todo mundo pra votar não seria dar margem ao voto de protesto? Quando o voto era escrito até dava pra zonear, votar no Macaco Simão, no mosquito e em outras paradas fictícias, mas hoje não, daí que o eleitor revolts resolve jogar contra o próprio patrimônio, votando de sacanagem nas figuras mais histriônicas e ridículas. Sem falar no voto de cabresto do eleitor que se vende, trazendo o desgoverno como aconteceu em nosso Estado na era Gratz.
Então você não acredita em política meu irmão? Não quer votar em ninguém não? Vota nulo. Pense nos engarrafamentos, nos impostos, considere até a própria imposição de votar; mas não ajude a eleger um desses Zé Ruelas que vai realmente tomar posse felizão da vida e danar a inventar formas de piorar ainda mais aquilo que já não é a última Coca-cola do deserto.
Bom, mas chega de lição de moral e papo cabeça por hoje. Quero compartilhar com os amigos algumas piadas verídicas, que aconteceram de verdade e eu, testemunha ocular, estava lá para conferir in loco, porém não muito louco, aliás, essas coisas me deixam de careta... E você?
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MISTÉRIOS DA TAUTOLOGIA - O CORAJOSO ENCARA DE FRENTE:
Dizem que uma conhecida vereadora estava no palanque do então Prefeito de sua cidade, brindando o público com suas pérolas do non sense quando apareceu essa:
- Seu Prefeitchú! – Falava e olhava à sua volta – Eu sei que tem muita gente por aí que não gosta do meu trabalho e que vive falando mal de mim! Mas fala meu chefe é por trás! Vem por trás e mete o pau nim mim! (aplausos, muitos aplausos) Mete o pau por trás das costas... É verdade. Agora eu quero ver o dia seu Prefeitchú, que-ro-ver-o-dia, que vai aparecer um homê di verdade (ênfase, muita ênfase), mas um macho mesmo! Que vai ter coragem de meter o pau é pela frente!!!
- Seu Prefeitchú! – Falava e olhava à sua volta – Eu sei que tem muita gente por aí que não gosta do meu trabalho e que vive falando mal de mim! Mas fala meu chefe é por trás! Vem por trás e mete o pau nim mim! (aplausos, muitos aplausos) Mete o pau por trás das costas... É verdade. Agora eu quero ver o dia seu Prefeitchú, que-ro-ver-o-dia, que vai aparecer um homê di verdade (ênfase, muita ênfase), mas um macho mesmo! Que vai ter coragem de meter o pau é pela frente!!!
ÁI EU ADORO GERÚNDIO GENTE, EU ACHO CHIQUE, ACHO DIGNO!*
Teve também a célebre ocasião em que um magistrado jovem e muito bonitão compareceu a uma solenidade oficial deixando a mulherada em polvorosa com sua imponente presença. Só o cargo já era razão pra ouriçar a tietagem, mas o cara, ainda por cima, era realmente boa pinta. Lá pelas tantas foi passada a palavra ao senhor juiz que, arrancando suspiros da platéia, se saiu com essa:
- ... Então blá, blá, blá... E eu queria agradecer a oportunidade de estar me dirigindo a todos nesta ocasião e aproveitar para convidar os presentes a estar conhecendo a minha vara. - as mais afoitas entreolhavam-se sem acreditar no que ouviam - É uma vara humilde, sabe? Pequena (ênfase, muita ênfase), mas ela funciona!!!
- ... Então blá, blá, blá... E eu queria agradecer a oportunidade de estar me dirigindo a todos nesta ocasião e aproveitar para convidar os presentes a estar conhecendo a minha vara. - as mais afoitas entreolhavam-se sem acreditar no que ouviam - É uma vara humilde, sabe? Pequena (ênfase, muita ênfase), mas ela funciona!!!
* (Fala da candidata a reeleeição Betina Botox que, logo após o pronunciamento do magistrado, cai dura pra trás no fundo do salão).
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