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terça-feira, 22 de novembro de 2016

GRANDE CONCERTO EM HOMENAGEM AO DIA DA MÚSICA


Algazarra Coral no lendário Teatro Paiol em Curitiba

O Algazarra Coral vai realizar um de seus concertos tradicionais no próximo dia 23 de novembro, desta vez em comemoração o dia da música. A data é dedicada à Santa Cecília, uma moça que gostava de cantar, se recusou firmemente a abandonar a fé cristã e por isto foi martirizada pelo imperador romano Marco Aurélio em meados do século II. Padroeira dos músicos, a história de Cecília Metelo guarda um paralelo interessante com a condição dos jovens que querem abraçar a profissão, porque são aconselhados (quando não obrigados) pela família a “professar alguma outra fé”.

O Instituto Todos os Cantos é o responsável pelo projeto do Algazarra Coral, um grupo criado em 2011 que recentemente esteve levando seu talento à cidade de Curitiba com uma performance que deixou surpresa a comunidade do sul do país. Um dos pontos mais elogiados do Algazarra Coral é o repertório, considerado ousado para cantores jovens não profissionais; outro ponto é o visível comprometimento e a alegria dos integrantes, numa faixa etária adolescente que dificilmente  se dispõe a abraçar a rotina exigente de dois a três ensaios semanais e apresentações.

O repertório vai do clássico ao popular com obras de Haydn, Gabriel Fauré e Mendellsohn e algumas exclusividades como o arranjo para a canção Na Sua Estante de Pitty, a estreia de uma canção autoral da integrante do coro Taynara Mendonça (16 anos), um poema da também corista Ana Clara e outras surpresas. O concerto tem direção musical e regência da maestrina Alice Nascimento e participação dos músicos Juca Magalhães (piano e violão), Vinícius Finco (Violino), Monalista Toledo (Violoncelo) Rodrigo Casoto (percussão) e Thamyris Finco (Violino).

GRANDE CONCERTO ALGAZARRA CORAL
Dia: 23 de novembro de 2016
Clube Ítalo Brasileiro, Ilha do Boi.
Horário: 20 horas

ENTRADA FRANCA
Maiores informações: 27 9 9942 9087



sábado, 21 de maio de 2016

CARTA ABERTA À MILITÂNCIA ESQUERDISTA

Eu nunca tive nada contra a pessoa Dilma Rousseff não, sabe? Fora seu catastrófico governo, coisa que até alguns de seus defensores passaram a admitir depois dela ser afastada, vide declarações de Gregório Duviver e Tico Santa Cruz. Mas pra mim a gota d’água foi ver o Gabeira detonando Lula, Dilma e companhia. Disse, entre outras, que os intelectuais têm culpa no que aconteceu, porque quando o Lula dizia uma das suas besteiras iam lá defender e deu no que deu.

Como militante bissexto do preconceito contra a mulher - bandeira que abracei por causa do assassinato de minha mãe - é para mim inadmissível chamarem uma mulher de vaca ou mandarem-na em coro tomar naquele lugar. Então, me pareceu haver um bocado de misoginia nos ataques à primeira mulher a ocupar o cargo de presidente do Brasil. O preconceito de gênero, especialmente de radicais de direita machos pra caceta, grassou na certeza de fazer Dilma a primeira e também a última.

Fora essa questão de gênero, há que se entender a revolta de boa parcela do povo brasileiro. Quem mora no Brasil não tem como achar que a economia estava indo bem - a não ser na propaganda do governo - e torceu para ver esse inferno acabar mesmo que na mão do Temer ou do Tiririca que fosse... Ainda assim, muitos defensores da presidente evocaram teorias de conspiração, de empresários que propositadamente faliram o Brasil para tomar o poder. Enquanto isso o Gabeira afirmava: “repare que naqueles cartazes eles nunca disseram: nós não roubamos”.

Ora, ou a presidente cometeu crime e por isso foi afastada ou é uma pessoa séria, inocente coração valente, deposta por um golpe de estado da direita esperta. Os dois não dá...

Ainda assim, no auge da bagunça eu nunca bati panela, não fui pra rua, nem demonizei os integrantes do Petê. Portanto, fiquei ofendido quando fui chamado de coxinha - agora estou começando a achar que é elogio - por gente que não faz trabalho social, não conhece a realidade da própria cidade que vive e que, pior de tudo, não enxerga o quanto de pretensão tem em querer discutir a política do país. Repetem afirmações que ouviram e se identificaram, como é o caso da teoria golpista à qual tenho reservas, embora alguns bons advogados que conheço apontem indícios consistentes.


Agora as pessoas estão pelo Facebook agindo como fanáticos religiosos. Absortos por uma paixão que não precisa de razão, sentido ou explicação. Provocam embates em que buscam uma vitória mesmo que imaginária. Não percebem que nessa história todos saímos derrotados como povo e como nação. Deveríamos nos unir e não destratar todo mundo a torto e a direita como estão fazendo - especialmente no meu caso que nem falo de política - os “militantes da esquerda”. Com isso, a única coisa que estão conseguindo fazer é aumentar a sensação de que o que aconteceu foi o melhor para o país e levando a ser contra até quem estava quieto no seu canto.

sábado, 7 de maio de 2016

MARIA NILCE MAGALHÃES POR MARCOS TAVARES

Para lembrar o Dia das Mães, com carinho e saudades.
Texto publicado em “capítulos” no Facebook no início de maio de 2016.

“A vida se perpetua
mesmo nos putrefatos restos
quando o ser se anula.
Entre odores e microorganismos,
noutra forma de existir,
a vida se reorganiza”.

(in Gemagem, pg.52. Datado de 17-01-1978)

Nona filha de Tertuliano Tauribio dos Santos e Ana Cleta dos Santos, nasce na fazenda Fundão dos Índios, no Distrito de Timbuí (Fundão, ES), em 23 de Julho de 1941.

Então moça simples, mas bela sempre, aí a conhece o já renomado jornalista [ Djalma Juarez Magalhães ], com quem casa em 1961, logo indo para Vitória(ES), berço dos filhos Fernanda, Milla, “Juca” e Paloma.

Nomeia-se apenas “Maria”. Em 1967, precursora, no jornal A Tribuna passa a redigir coluna social intitulada MSM.

Sua forte personalidade exerce magnetismo, fascínio, admiração, até em ícones da então vigente inteligentsia: Amylton de Almeida, Rogério Medeiros, Glecy Coutinho, Carmélia M. de Souza, Xerxes Gusmão, Mariângela Pellerano, Fernando Tatagiba, Marien Calixte, Marcos Alencar, Milson Henriques.

Muitos desses são revistos na peça teatral Inven7ário – o fim de uma época, que, realizada por alunos do Curso de Teatro (FAFI, 2014), traz à cena a efervescente década de 70. Maria Nilce é, assim, com justeza, encarnada pela atriz Lilian Casotti.

Mesmo avessa a churrasco e cerveja, é bem sucedida em filantropia: festas beneficentes quebram marasmo da então pacata Ilha, fosse almoço para guardas de trânsito, fosse para arrecadar fundos a asilo ou orfanato.

Também detestando futebol, vai a estádios, a ginásios esportivos, ocasiões de festival de música, plateia de pé a gritar o seu nome, empunhando faixas, a jogar confetes.

Promove desfile de modas e deles participa como jurada (até de concurso de Miss Espírito Santo). Em evento no Ginásio do SESC (Parque Moscoso), multidão entoou-lhe o clássico “Ave Maria”. Apoteose já em vida.

Versátil, na TV Vitória produz e apresenta o programa “Coisas e Gente Muito Importantes”. Primeira jornalista a surgir, em nível nacional, na “telinha”, integra júri do “Hora da Buzina” (TV Globo) apresentado por “Chacrinha”.

Feminista em boa dose, Dia Internacional da Mulher jamais lhe passa em branco: para mulheres pobres promove suculento almoço.

Rebelando-se contra um colunismo só bajulador das elites, em sua coluna inicia Maria Nilce uma espécie de vertente “informativa”, propositiva até, na qual a seguem outros notáveis quais Jorginho Santos, Nirlan Coelho, Tao Mendes, Carlos Vaccari, Geraldo Bulau, Cesar Viola.

Espírito irônico, irreverente, é endeusada e, também, satanizada. Atrai leitores ávidos em saber vícios, virtudes e vicissitudes das personalidades capixabas de maior relevância.

Em 1986, crianças de Dores do Rio Preto (ES) remetem-lhe um abaixo-assinado contra matança de cães e gatos, por misterioso envenenador, e sua coluna [ no Jornal da Cidade ], com nota solidária, brada indignação.

Com predicativos para ser mais uma “dondoca” colunável, renuncia às facilidades e futilidades cotidianas e, por crença quase cega, idealista, opta pelo mais difícil trajeto, em que tanto espinhos quanto rosas colhe.

Assim encerra sua vida terrena: tomba atingida por cinco projéteis plúmbeos. Pistoleiros cumprem empreitada de gente poderosa e influente, alvo de sérias denúncias: de escusos negócios, de contrabando até.

Fato deu-se na manhã de 5 de Julho de 1989. Reafirma relatório da Polícia Federal a CPI do Narcotráfico, que aponta autores e mandantes.

No Newseum, memorial nova-iorquino a jornalistas que, mortos por retaliação ao ofício de noticiar, acabaram por virar triste notícia, nome de Maria Nilce consta.

Marcos Tavares é um capixaba da gema do ovo. Teimoso como muitos destes ilhéus, insiste (felizmente) em escrever contos e poemas que vêm sendo publicados desde 1987. Segundo “justificativa” de seu livro Gemagem “a preocupação com a linguagem formal é uma de suas características, é considerado um dos mais representativos poetas capixabas a despontar nos anos 1980”.´

Marcos Tavares (na ponta esquerda) com Elpídio Sant'anna e Juca Magalhães

quarta-feira, 4 de maio de 2016

XII ANIVERSÁRIO DO PARQUE BOTÂNICO VALE RECEBE O ESPETÁCULO RUSSO POÉTICO

ADVERTÊNCIA: Este texto nasceu de cócoras. Então, no final tudo (quase tudo) vai se explicar...

Foi há tanto tempo que nem me lembro mais... que a Elisa apareceu, estreou, sei-lá, na minha vida. Veio indicada pelo José Benedito, flautista de ouro e ébano, diamante no pano da noite. Indicação do amigo “Bené” porque, como a Legião Urbana, eram todos de Brasília; terra do nunca e do lago Paranoá. Fui lembrado por causa de meu trabalho com o Manuel Bandeira que nunca me dei ao trabalho de apresentar. Um dia, quem sabe? No meu caso tinha o piano e a poesia, o Bené lembrou de mim e a Elisa apareceu... Isso faz uns dez anos, ou mais.

Nem lembro a primeira vez que apresentamos o Russo Poético, talvez 2004. A Odara, filha da Elisa, era pequenininha e hoje é já mocinha. Logo eu que hoje vivo pesquisando e reconstruindo trajetórias, santo de casa e do pau oco. O primeiro a ocupar o posto de violonista foi Cello Alves, depois vieram outros como o Léo Carvalho, João Paulo, o violão virou coringa. Cada um com uma pegada diferente, mais rock, mais MPB e até clássica. Mas o importante sempre foi a voz de Elisa Alves, sua emoção, seu timbre, seu tempo. Agora chegou a vez do mestre Fabio Calazans, professor da Faculdade de Música, trazer sua pegada jazzística que era o que faltava.

O show é assim: um trio formado por uma base de teclado e violão dando suporte a voz da cantora Elisa Alvez que declama poemas e interpreta canções da Legião Urbana e de momentos solo de Renato Russo. O clima é intimista e despojado, é uma abordagem bastante alternativa - e talvez por isso mesmo - sedutora dessa música. O detalhe dos poemas catalisa de forma inusitada uma poética que geralmente é dissociada do musical, sobretudo pela maneira como Elisa Alves declama. Só depois de muito tempo fui ver Elisa solo num encontro de poetas e quase cai para trás.    

Ficamos muito tempo sem apresentar o Russo Poético, vários anos. - Não estou dizendo? A Odara cresceu e eu nem vi. - Agora você que ficou curioso e está a fim de um programa Classe A, convido formalmente a curtir a programação comemorativa do XII aniversário do Parque Botânico Vale. Vai ter o espetáculo Russo Poético com Elisa Alves, acompanhada por Juca Magalhães e Fabio Calazans, interpretando canções da Legião e do Renato Russo e declamando poemas de Cecília Meireles, Mario Quintana, Carlos Drummond de Andrade e Fernando Pessoa.

Além do deleite para alma, olhos e ouvidos; vai ter também um encontro de FoodTrucks com algumas opções gastronômicas para atender ao nosso paladar. Porque, honey, ninguém é de ferro e ainda ocorre que "todo descuido pode ser fatal"...

Russo Poético
Elisa Alves – Voz
Juca Magalhães – Piano
Fábio Calazans – Violão

Parque Botânico Vale
Sexta-feira, 6/5/2016
20:00 Horas
Entrada Franca!!!

sábado, 9 de abril de 2016

E NÃO É QUE TEM GOLPE?

Fazia um tempo que a conta de meu celular andava encarecendo, fiquei encafifado e aborrecido, afinal, os tempos andam financeiramente bicudos. Inicialmente numa onda de inércia e preocupações da vida não dei muita atenção para o fato, talvez porque estamos numa espécie de revivial perverso dos anos 1990: tudo subindo de preço, lojas do Shopping fechando e amigos debandando pras gringas.

Comecei a desconfiar que tinha “truta” (sarava Didi Mocó!) porque um dia recebi um SMS dizendo que a assinatura de-sei-lá-o-quê tinha sido renovada. Ora carambolas, eu não havia assinado nada. Que diabo seria aquilo, um capeta renovado? Mas corre daqui, pega de lá, não lembrei de ligar pra operadora pra reclamar. Enquanto isso o tempo foi passando e a conta, diferente da pipa do vovô, tá que sobe.

Foi só no início deste mês que lembrei de conferir a fatura do celular e descobri lá embaixo um negócio assim: Serviços de Terceiros Telefônica Data (Ex. SMS e Loja de Serviços Vivo). Só esses eram trinta e sete paus e uns centavos. Fui reclamar e descobri o seguinte: a Vivo tem um “serviço” chamado “mensagem de interatividade” que, sem você pedir, começa a encher seu telefone de bobagem: dicas de beleza, resultado de futebol e até sexo sei-lá-do-quê.

Como faço na minha caixa de entrada do email, eu via que tinha chegado uma mensagem com título idiota (Spam) e nem lia, imediatamente apagava. Afinal, o perigo do vírus existe também para no universo dos smartphones. Acontece que – foi o que logo descobri – todo mundo que não reclamou e cancelou o tal do “serviço” teve uma cobrança embutida que, no meu caso, andou passando batida. Simples e inacreditavelmente assim.

Fiquei tão surpreso e desnorteado que balbuciei para a moça que me atendeu como se falasse aos companheiros do governo: eu não acredito que vocês podem ser tão desonestos assim! Ela manteve a tranquilidade e me perguntou: o senhor não se lembra de ter pedido esse serviço? Respondi escalafobético: Eu tenho absoluta certeza de que nunca pedi para receber SMS nenhum! Daí explicou como o golpe funciona:

O cliente vê que chegou uma mensagem no telefone dizendo Vivo Beleza, por exemplo, então deleta e não pensa mais no assunto. Porém, no corpo daquela mensagem tinha uma pergunta do tipo “você quer continuar recebendo esse SMS? Se não, mande um SMS cancelando”. Como eu não mandei, aliás, nem havia lido, começaram a me cobrar “pelo serviço”. Cara: é o equivalente a você pagar por toda porcaria que recebe na caixa de entrada do seu email! Já pensou?

E sabe qual é a maior raiva que dá, além da sensação horrível de ser feito de babaca? É o tempo que a gente perde do trabalho e da vida pra se livrar dessas jogadas de gente esperta que insiste em lesar o nosso bolso! Liga e espera, espera e depois espera mais um bocadinho... Lembrei até do meu amigo Marcos Dessaune, advogado defensor do consumidor que sacou essa onda do chamado desvio produtivo.

Depois que eu chamei todo mundo de “bunito”, a moça cancelou os serviços que eu não tinha contratado e que ainda nem sei quanto paguei por eles nos meses passados, mas vou descobrir. Peguei o número do protocolo de atendimento para entrar em contato com a Anatel a fim de denunciar essa “pequena malandragem” perpetrada por quem? Uma empresa enorme que está aí liderando (sei lá) o mercado e, pelo que eu entendi depois do que me aconteceu, dando golpe no país inteiro.  

Será que aqui no Brasil quanto mais você reza, mais ladrão aparece? Há suspeitas!

domingo, 3 de abril de 2016

SACIANDO A LARICA JUVENIL

É difícil falar de um filme sem estragar o prazer de quem ainda não viu e confesso que tenho dificuldade de segurar essa onda, porque me encaixo num pequeno grupo que não liga pra esse tipo de coisa. Quer dizer, eu ligo, mas não vou deixar de ver um filme que tô a fim porque me contaram o final. Então se você ainda não viu o recém-lançado Batman Versus Superman, vou logo avisando: esse texto tem spoilers!


Como todo eterno fã maluco por gibis, quando apareceu o “Superman: O Filme” eu dei a doida. Estudava de tarde e disse que não ia à escola porque queria assistir à primeira sessão, naquela época nem sei se havia estreia de filme. Foi um catupê dos diabos! Tomei uns cascudos, fiquei de castigo e me acabei de berrar. A confa infernizou a soneca que mamãe costumava dar depois do almoço. Lá pelas tantas arrumaram alguém para me levar “naquela porcaria”.

Depois disso não me emendei mais, toda vez que aparece alguma coisa sobre o homem de aço eu fico logo de orelhas em pé. E eis que agora estreia o tão esperado e marqueteado Batman Versus Superman. Então fui lá assistir, ora se não. Exclusive, fiquei impressionado com a velocidade da modernidade, as lojas do Shopping já exibiam um monte de produtos do filme: camisetas, bonecos, máscaras, siri recheado e o cacete.


Quantos anos será que eu tinha, na época do velho Superman? Resolvi pesquisar e um nome me veio à mente: Hans Donner! Joguei no Google impressionado com minha memória de elefante, pois não é que me apareceu o marido da Globeleza? Sai fora capeta! O nome certo do diretor do filme era Richard Donner! Morri de sunga branca, mas descobri o ano do lançamento oficial da película: 1977. Só não sei quando chegou aqui, mais precisamente no saudoso (pero no mucho) Cine Paz.

Lembro no final de 1976 quando o Cid Moreira chamou a reportagem do Fantástico: “Um ano com dois setes: veja o que dizem os especialistas”... Ora, pois, pois... Se hoje nem os meteorologistas acertam uma previsão, imagina naquela época. Se bem que tinha o matemático Oswald de Souza... E também aquela ridícula zebrinha da loteca (loteca?). Putz! Depois dizem que a televisão piorou...

Senão vejamos: eu havia completado dez anos em 1975, então só faria doze anos no finalzinho de 77. Era, portanto, quase um pré-aborrescente. Tá achando que eu era veio pra dar piti por causa de super-herói? Fique sabendo que lá no “Suvaco da Perua” bem que tinha um cara que de vez em quando saia correndo pela Avenida Rio Branco vestido de Super-Homem com capa vermelha, siri recheado e o cacete (bisei!).


Ah, sei lá, mil coisas... Não gostei muito desse filme novo não. É escuro, o roteiro é confuso e me parece redundância dizer que o melhor é a Mulher Maravilha. Aliás, a atriz se chama Gal Gadot, uma modelo judia, israelense, sei-lá-das-quantas, mas o nome Gal é bacana, a Bahia é um barato. Na contra mão, achei chato e caricato o Lex Luthor de Jesse Eisenberg, por sinal, outro judeu... Já estava vendo a hora em que alguém ia circuncidar o bilau do super-homem com kriptonita.

A impressão que o filme dá é aquela quando a gente tá com muita fome e pede um sanduba-super-monstro (hoje chamam sanduba de lanche) daqueles que o Dionízio fazia no trailer do Dionicão (essa semana circulou a triste notícia de seu falecimento, aos 59 anos) e depois não consegue nem mastigar direito. O Bacon, saca? Pra quê o bacon, cara? Então, acho que foi excesso desse tipo de coisa.


E olha que eu nem falei ainda do Batman Afleck, porque o mais esquisito foi ver aquele cara do filme M-Buterfly (como é o nome dele?) no papel do Alfred! Vou te contar... Os cegos já não podem ver! Enfim, por ser um fã de carteirinha acho que acabei relevando algumas bolas fora do filme, mas com reservas Até porque o Super-homem morre no final pra ressuscitar no ano que vem. Se é que vão dar conta de lançar o próximo filme em um ano, duvi-dê-ô-dó.

Santa mancada, Batman! Contei o final!


Descanse em paz mestre-cuca Dionízio. Imagino o céu se enchendo do cheiro juvenil de seus Brandenburgues, saciando a larica noturna dos eternos adolescentes...