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sexta-feira, 31 de agosto de 2012

DOBRADINHA MUSICAL NO PROJETO CONCERTOS NA VILA

Esta foi uma semana de grandes apresentações nas quais tomaram parte três grupos dos principais projetos do Instituto Todos os Cantos. Na terça-feira passada (dia 28 de agosto) o coral formado por mais de quarenta meninos e meninas de Novo Horizonte, todos estudantes do projeto Canto na Escola, participaram de uma linda festa na Casa de Congo Mestre Antônio Rosa, Serra-ES. Oportunidade ideal para promover a interação dos jovens com as manifestações mais tradicionais de nossa cultura.

Vários grupos folclóricos marcaram presença nesta que foi a abertura oficial do calendário de eventos da Casa de Congo. O espaço proporciona uma mostra de artefatos de várias expressões artístico/folclóricas de nossa cultura: casacas, tambores, trajes típicos, antiguidades, exibição de videos e muito mais. A festa foi animada por bandas de congo, concertinas e a apresentação do coral Canto na escola que desta vez contou com a regência da professora Monalisa Toledo.



O Coral ArcelorMittal Tubarão e o grupo Algazarra Arte&Coral também se apresentaram nesta quinta feira (30 de agosto), dentro do encontro de corais promovido pelo projeto Concertos na Vila. Uma iniciativa que já emplaca mais de dez anos e uma das poucas do gênero na Grande Vitória, o projeto é uma iniciativa da Secretaria de Cultura e Turismo da Prefeitura de Vila Velha.


A turminha do Algazarra esperando a hora de entrar em ação
 
Os dois grupos foram escolhidos para abrir o encontro, dentro deste projeto que desde o seu início acontece na Igreja do Rosário, tida como a mais antiga do país e que possuiu uma acústica bastante elogiada por maestros. Desta vez a regência dos coros Arcelor e Algazarra ficou a cargo da maestrina Alice Nascimento e ambos realizaram apresentações muito elogiadas que emocionaram aos presentes, sobretudo os jovens do grupo Algazarra que estão dando os primeiros passos neste tipo de evento.

 
Participaram desta edição do Concertos na Vila, além dos grupos já mencionados, o Coral da Ufes, Coral de Contas e Os Santos Cantores da Casa. Também houveram participações especiais como a da poetisa e atriz Jandyra Abranches que recitou poemas de sua autoria e o artista plástico Guilherme Merçon que contemplou o público com telas que versam sobre temáticas diversas. A direção geral e a produção artística do Concertos na Vila é da Cia Capixaba de Ópera e Musicais, Elaine Rowena, a direção musical do maestro Cláudio Modesto.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

RAPIDINHAS CULTURAIS MUSICO LITERÁRIAS

NÃO PERCA! PORTFÓLIO: DA ÓPERA À BROADWAY

No próximo dia 23 de agosto, quinta feira, às 20h no Theatro Carlos Gomes, a revista Portfólio, em homenagem aos seus 25 anos e aos 25 anos de colunismo do jornalista Luiz Alberto Barcellos, brinda o Espírito Santo com um concerto de gala onde o mundo lírico e os grandes musicais da Broadway se encontrarão em um espetáculo de sonho e magia. À frente do espetáculo está a Cia Capixaba de Ópera e Musicais, grandes cantores líricos e bailarinos.

A Cia tem como proposta a divulgação da música lírica e dos grandes musicais que fizeram a história da Broadway. A direção artística é da cantora lírica e produtora Elaine Rowena, a direção musical do maestro Cláudio Modesto, as coreografias da premiada bailarina Lígia Araújo e a iluminação e direção geral de Wlad Castiglione.

Neste concerto especial, a Cia Capixaba de Ópera e Musicais apresentará as mais belas e conhecidas obras do cancioneiro operístico, além de trechos de peças musicadas como Cats, O Fantasma da Ópera e Jesus Cristo Super Star, entre outros.  A entrada do evento é franca.

GOVERNO ESTADUAL E INSTITUTO SINCADES CONVIDAM




PALESTRA INTERNACIONAL NA UFES

O Departamento de Biblioteconomia - CCJE – UFES, por intermédio da professora Alzinete Maria Roccon Biancardi, convida para a palestra da Diretora Geral de Recursos de Informação na Embaixada dos EUA em Brasília, Karol Brey-Casiano, que tem como tema a "Apresentação da Biblioteca Virtual e-libraryUSA".

A Palestra será no dia 28 de agosto de 2012 (terça-feira), 19 horas, no Auditório Manoel Vereza - CCJE-UFES (Campus de Goiabeiras).

A srª Brey-Casiano trabalhou em bibliotecas Públicas por mais de 30 anos e tornou-se diretora de muitas delas, entre as quais destacamos a de El Paso, Texas. Frequentou curso de Doutorado pela Universidade do Texas em Austin. Possui mestrado em Biblioteconomia pela Universidadde de Illinois e Bacharelado em Música pela Universidade Estadual de Illinois. Desde julho de 2011 reside em Brasília, onde ocupa o cargo de Oficial do Centro de Informação e Pesquisa da Embaixada dos Estados Unidos da America.

KÁTIA BOBBIO LANÇA NOVO "LIVRETO" DE CORDEL






terça-feira, 24 de julho de 2012

RAPIDINHAS CULTURAIS IMPERDÍVEIS!


Na próxima quinta feira, dia 26 de julho às 19:30h a Cia Capixaba de Ópera e Musicais estará apresentando mais um concerto da série " Concertos na Vila". O evento, de arte integrada, apresenta ao grande público, além de obras dos grandes compositores eruditos e sacros, peças dos mais belos musicais da Broadway.

A participação especial do mês de julho é dos corais da Ufes e o Recordar é Viver, e do talentoso grupo de teatro Geta.

O competente coral da Ufes, um dos mais tradicionais do Espírito Santo, apresentará vasto repertório recheado de peças que vão do erudito ao popular internacional.

O coral Recordar é Viver é uma atração à parte: formado por coralistas essencialmente da terceira idade, tem suas apresentações marcadas pela alegria e descontração, com um repertório leve e marcado pela cênica.

Esta edição especial também trará a cantora lírica Elaine Rowena e o Maestro e contratenor Cláudio Modesto interpretando pérolas do cancioneiro lírico, em diversas concepções estilísticas, de Bach à Puccini. O piano é de Angela Volpato, o violino de  Evandro Marendaz, as coreografias de Lígia Araújo, a apresentação de Maryza Barbosa, a direção musical de Cláudio Modesto, a direção geral de Elaine Rowena e a produção executiva de Hudson Lyra.

 
E continua a Série Concertos Internacionais 2012, no dia 27 de julho às 20:00 horas no Theatro Carlos Gomes; com a apresentação do grupo Vokalzeit, criado por quatro membros do Coro da Rádio de Berlim: Hans-Christian Braun, Joachim Vogt (tenores), Michael Timm e Oliver Gawlik (baixos).

Além do repertório tradicional, como o lied alemão e obras de compositores clássicos – Schumann, Brahms, Mendelssohn e Mozart –, o grupo canta canções folclóricas alemãs e divertidas paródias de músicas clássicas, com arranjos feitos especialmente para o quarteto de vozes masculinas. Assim, o Vokalzeit cruza fronteiras entre o erudito e o popular, passeando por diversos gêneros e épocas.

O grupo tem se apresentado em vários festivais de música na Europa e gravou, em 2006, um CD pelo selo Coviello Classics. Nesta temporada, os quatro são acompanhados pelo pianista Philip Mayers. É a segunda vez que visitam o Brasil.


quarta-feira, 27 de junho de 2012

CORAL CANTO NA ESCOLA NO CONCERTOS NA VILA!

O Coral formado por alunos do projeto Canto na Escola está com agenda cheia: amanhã - dia 28 de junho - o grupo vai participar do projeto Concertos na Vila. A iniciativa tem coordenação da Companhia de Ópera e Musicais que conta com a participação de grandes vozes do Espírito Santo como Elaine Rowena, Claudio Modesto e da regente de corais e pianista Angela Volpato. 

Coral Canto na Escola na abertura do Projeto Canto em Todos os Cantos domingo passado em Bela Vista na Serra.

Sob coordenação da maestrina Alice Nascimento a apresentação do Canto na Escola reúne meninos e meninas dos bairros Novo Horizonte, Feu Rosa e Barro Branco da Serra e nesta quinta-feira, na Igrejinha do Rosário - Prainha de Vila Velha - terá regência de Elias Salvador. O repertório do grupo mescla música folclórica e popular com adaptações eruditas como é o caso da canção "Alfabeto", cujo tema vem de uma melodia muito tradicional de Wolfgang Amadeus Mozart.


No sábado - dia 30 de junho - será a vez da comunidade do bairro Eldorado receber o Coral Canto na Escola desta vez como parte do projeto "Canto em Todos os Cantos" que teve início na manhã do domingo passado - dia de São João - com participação expressiva da comunidade do bairro Boa Vista. A apresentação acontecerá na Igreja Católica de Eldorado, às sete horas da noite e o endereço é Avenida Martins Pecador em frente à Praça do bairro. A entrada é franca e sua participação sempre bem vinda.

Maiores informações Instituto Todos os Cantos: 27 3033 9010
  
 

quarta-feira, 30 de maio de 2012

RAPIDINHAS CULTURAIS ERUDITAS

Mandando duas repostagens (reportagens?) rapidinhas culturais. São apresentações muito bacanas que acontecerão amanhã (31 de maio) no apagar das luzes do mês das noivas, mas deste susto eu não morro. Destaco especialmente o Concerto em Sol de Ravel para Piano e Orquestra, uma obra que é linda do início ao fim, mas o segundo movimento ... Bom, simplesmente imperdível. Seguem as repostagens, não percam!

Ofes apresenta "Choros 10" de Villa-Lobos da Série Sinfônica

A Orquestra Filarmônica do Espírito Santo (Ofes), sob a regência do maestro convidado, Roberto Duarte, realizará na quinta-feira (31), o terceiro concerto da Série Concertos Sinfônicos, da Temporada 2012. A apresentação será realizada no Theatro Carlos Gomes, em Vitória, às 20 horas. Os ingressos custam R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia) e podem ser adquiridos a partir das 14horas do dia 25 de maio, na bilheteria do Teatro (3132-8396).

O repertório será composto por obras dos compositores franceses Debussy e Ravel e do compositor brasileiro Heitor Villa-Lobos, três nomes de peso da música clássica do Século XX. Destaque para aprimeira apresentação pela Ofes da obra Choros 10, de Villa-Lobos.  Esta composição é de 1926 etraz elementos de percussão brasileiros que conferem à obra, essencialmente modernista,cadências semelhantes às do baião e do samba. É uma das obras de Villa Lobos mais reconhecidas eaplaudidas no mundo inteiro.

Além da Ofes, participarão dessa apresentação o Coro Sinfônico da Faculdade de Música do EspíritoSanto (Fames) e o Coral do Instituto Federal do Espírito Santo (IFES ).

Para apresentar o concerto em Sol, de Ravel, foi convidado o pianista francês Hugues Leclère. Nascido na França em 1968, Hugues Leclère se aperfeiçoou sob a orientação de Catherine Collard antes de entrar para o renomado Conservatório Nacional Superior de Música de Paris, onde maistarde obteve três primeiros prêmios, em piano, análise musical e música de câmera.

Paralelamente à sua carreira de concertista, Hugues Leclère atua como diretor do FestivalInternacional Nancyphonies e como professor de piano no Conservatório Real de Bruxelas.

Destaque ainda para o maestro convidado, Roberto Duarte. Natural do Rio de Janeiro, Duartedesenvolve suas atividades como regente no Brasil, Europa e Estados Unidos. Seu interesse pela música brasileira o coloca em posição de destaque no cenário musical, com a apresentação de maisde uma centena de obras em primeira audição mundial e a revisão das obras para orquestra de Villa-Lobos. Teve o privilégio de ter sido discípulo e assistente de dois dos maiores mestres brasileiros: Francisco Mignone e Eleazar de Carvalho. Mais tarde aperfeiçoou-se, ainda, na Itália e na Alemanha.

É membro, entre outras, da Academia Brasileira de Música. Em novembro de 1996 recebeu doGoverno Brasileiro, através da Funarte, o mais alto prêmio da Música no Brasil: o Prêmio Nacional da Música, como regente. Foi Em 2001 recebeu o Prêmio Carlos Gomes por sua atuação no campo daópera, como regente e revisor. Em Paris, em abril de 2002, participou como membro do comitê dehonra e palestrante no I Congresso Internacional Villa-Lobos.

Roberto Duarte foi Regente Titular e Diretor Artístico da Orquestra Sinfônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (1981-1994), da Orquestra Sinfônica do Paraná (1998-1999) da Orquestra Unisinos, no Rio Grande do Sul (2003-2005).

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Na próxima quinta feira, dia 31 de maio às 19:30h a Cia Capixaba de Ópera e Musicais estará apresentando mais um concerto da série " Concertos na Vila". O evento, de arte integrada, apresenta ao grande público, além de obras dos grandes compositores eruditos e sacros, peças dos mais belos musicais da Broadway.

A participação especial do mês de maio é do coral Arcelormittal Tubarão, e os artistas convidados são Ingrid Mendonça, que relançará seu livro " Além do Gesto", o poeta Marcos de Castro e a artista plástica Erminda Breda com sua exposição  "Ludicidades".
O grupo de teatro Geta e o Ballet Ludmila Machado completam o quadro de atrações dessa edição.
Os cantores do elenco  são Patrick du Val, Cláudio Modesto, Elaine Rowena, Symara Feitosa, Marcos Rosa, Marcos Antônio Cypreste e Julimar Amorim e os bailarinos Rebeca Freitas, Thaís Salomão, Lara Cremasco, Bruno Correa e Julia Mariano. O piano é de Angela Volpato, o violino de  Evandro Marendaz, as coreografias de Lígia Araújo, a apresentação de Maryza Barbosa, a direção musical de Cláudio Modesto e a direção geral de Elaine Rowena.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

HOJE TEM TROPICÁLIA NO THEATRO CHARLES GHOMES!

Ó queridos companheiros como pulas tão ligeiro.
Se és covarde saia do palco que essa galera é de valor!
Segunda bateria: pula, pula, pula. Pulou!!!

Como diria Juca Chaves, vocês sabem como é difícil para um homem na minha idade bisar, mas vou bisar: hoje a noite (19 de JANEIRO de 2012 - 20 horas) tem repeteco do espetáculo Um Canto Solidário em homenagem à Tropicália e aos caracóis dos cabelos do Caetano, da Betânia, da Gal e do Sidney Magal...

Minha primeira participação já valeu um ótimo texto na Letra Elektrônica que acabou até sendo publicado no prestigioso Caderno Pensar de A Gazeta. Em meio a tantos escritos rebuscados e competentes, essa nossa participação estrambótica deve ter dado mesmo o que Pensar aos leitores de tão renomado jornal.

Estou apenas convidando, ninguém é obrigado a ir, mas você não vai cometer o tremendo baixo astral de faltar, vai? Pessoas que não usam mais sacolas plásticas vão; pessoas que não dirigem doidarássas devem ir; e aqueles que não fazem sexo com pessoas adormecidas, então..? Vão ocupar a primeira fila do Theatro!

Falando em Tropicália, vou ali dar uma corridinha no calçadão pra ver se paro de lembrar do Chacrinha toda vez que me olho no espelho. Bora lá de noite galera. Qualé? Vai ficar em casa assistindo Big Brother pra poder falar mal no Efebê? No Way Hôsêy!


terça-feira, 6 de dezembro de 2011

MOVIMENTO PELO PERDÃO DO GRILO FALANTE

Pra te falar a verdade eu nunca soube dizer direito onde e quando nasceu a minha implicância com Tom Zé, que, coitado, nem deve saber da minha gloriosa existência, aliás, melhor assim, porque não gosto da música do cara e pronto. Nunca ouvi nada dele que eu gostasse e não tenho a menor esperança que um dia ainda vá ouvir. O meu amigo Danny Boy é radical assim também, só que a implicância dele é muito pior do que a minha: ele odeia Milton Nascimento, tema muito mais robusto pra se arrumar confusão...

Lembrando agora, a minha implicância com o Tom Zé - que me fez ressalvar que ele era bem mais Zé do que Tom - pintou depois que vi o filme “Desconstruindo Tom Zé”, um exercício canhestro para tentar comprovar a genialidade do músico baiano. Fui ver o filme curioso para conhecer “seu trabalho” e contrariando qualquer expectativa óbvia o filme quase não tem música, a não ser uma sucessão de intervenções pseudo-intelectuais. Classifiquei o cara como “Zé” (ponto) e não pensei mais no assunto...    

Quando convidado por Elaine Rowena para participar novamente do projeto Canto Solidário – que este ano homenageou a Tropicália – aceitei com a natural satisfação dos artistas revisitados, nem imaginei que o destino irônico ia justamente me brindar com a missão impossível de interpretar em pleno no Charles Ghomes uma música do “gênio de Irará”. O título era “São, São Paulo”. Pela cidade eu nem achei ruim (Saravá Jura Fernandes!), se eu tivesse que eleger uma segunda cidade no Brasil a terra da garoa seria a minha escolha, mas a música...

Comecei a ouvir e parei pela metade, fulo da vida!  De cara percebi que o refrão baladinha era praticamente idêntico a um trecho da principal canção do musical A Noviça Rebelde (!) e que, para piorar, logo descambava para um ritmo nordestino cujo acento se entranhava em três longas estrofes carregadas de versos intencionalmente intrincados, um porre de se decorar. Joguei a toalha e comuniquei que não ia cantar “aquela porcaria”, mas Elaine e Aguilar me convenceram, alegando que as outras músicas eram tão difíceis quanto (ruins?) e que eu poderia transformar em hardcore (?).


 A sugestão era até engraçada, mas eu sabia que não ia funcionar, entre outras razões, porque a banda de acompanhamento não era o Silence Means Death e eu não sou da família Cavalera. Numa espécie de Síndrome de Estocolmo, aprendi a música para, pelo menos, me preparar psicologicamente pros ensaios e acabei até quase gostando. Compartilhando de meu gosto musical e fãzona de Julie Andrews, aonde eu fosse cantando com o violão por dentro de casa minha mulher vinha atrás fechando as portas para não escutar. Sim, no dia do ensaio desabou um pé d’água medonho e o estúdio do Xuxinha fica pra lá de Itaparica em Vila Velha, região conhecida como “A Veneza Brasileira”. Dessa vez nadei e não morri na praia.

Chegou a hora do Show e eu naquela adrenalina típica, o cantor Marcos William me sacaneou dizendo que eu não precisava ficar tão tenso, mas também não era ele quem ia cantar Tom Zé, enquanto Jace Theodoro, no espírito do canto solidário, disse que quando ele não fica nervoso as coisas não rolam direito. Vinguei a galera do mal invertendo o refrão do Zé Irará para o da Noviça Rebelde, mas suspeito que o público nem percebeu. Ninguém conhecia a música, então só pra complementar o tanque, após os educados aplausos, saí do palco marchando e cantando: dó é pena de alguém, ré quem anda para trás...

Ah sim: e isso tudo fantasiado de Tropicália, tá? Peguei emprestada uma camisa estampada com o Grilo Falante que, aliás, está até agora sem falar comigo por conta de meu desrespeitoso artigo sobre sua incógnita pessoa. Preciso me desculpar, mas nem sei como, não é coisa fácil: a palavra é que nem pedra lançada, não volta. Ajudem amigos e leitores da Lektra, vamos fazer uma corrente positiva para o Grilo Falante me perdoar? Completei o “visual” com um velho chapéu de praia e enormes óculos de plástico azul que as crianças usam pra cantar “O Bom” nas apresentações do Coral.



Só fiquei mais tranqüilo quando, depois do espetáculo, encontrei meu amigo Antonio Ramos Barboza, Secretário de Cultura de Vila Velha, que tinha assistido tudo e ficou surpreso de saber que eu tinha feito parte da apresentação. Se ele não me reconheceu, corre o risco de ter passado batido pro resto do universo também, né? Até agora não vi nada no Youtube, não que eu tenha procurado, obviamente. Resumindo meu povo: quem viu, viu e quem não viu vai poder ver no dia 19 de janeiro quando o espetáculo será repetido. Chora Fender Stratocaster!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

ESSA NOITE EU VOU CANTAR TOM ZÉ! MANIFESTO MUSICAL AUTÓCTONE N°01

Olha bicho cara, como diria Mark Harris “People on Streets”, dira dirahê! É verdade, aqui se faz aqui se vende. Por falar nisso, lembrei de cobranças antigas dessa minha relação torta com a música, esse casa e separa interminável. Minha mãe deve ter sido a primeira, mesmo porque ela tinha essa prerrogativa. Queria me colocar para tocar em festas e casórios. Putz! Fiquei indignado como o quê. Ela não entendeu e tachou (vejam bem: com ch) minha atitude de preguiça de existência. Talvez fosse, mas a música para mim sempre teve uma finalidade mais, digamos assim: íntima.

Outra que me cobrou disso foi a minha primeira esposa, quando ocupava a privilegiada posição de abordar esse tipo de assunto, o que eu – pardon pelo francês – sempre achei uma merda. Perguntou por que eu não fazia alguma coisa com a música para “ganhar dinheiro”, obviamente não imaginava, supunha ou conjecturava que com isso eu fosse ficar rico, talvez apenas quisesse me ver mais feliz e menos reclamão da vida. Respondi com uma de minhas metáforas favoritas daquelas que geralmente não querem dizer nada, servem só pra desviar a atenção, mas dessa vez tinha a ver:

- Querida você já se imaginou fazendo sexo por grana? Saindo com um cara qualquer, um desconhecido completo e transar com ele, só pra faturar um trocado?

- Claro que não. De onde é que você tirou isso agora?

- É assim que me sinto quando me imagino tocando por tocar sem estar envolvido de uma forma que eu tenha amor... Para mim é exatamente como prostituição.

Acho até que ela nem entendeu muito bem a dimensão da coisa que eu queria colocar, mas percebeu que eu falava sério e nunca mais tocou no assunto, mesmo porque nossas vidas seguiram rumos muito diferentes desde então. Porém, durante muito tempo fui assim, preferi quebrar pedra em mil e um empregos diferentes do que fazer música para agradar um certo público ou puramente com intenção de ganhar uma grana. Não condeno quem o faz, longe disso, eu apenas tentei fazer diferente.

De uns tempos para cá resolvi quebrar esses paradigmas impostos por limitações burguesas em minha criação ou pela caretice conservadora do meio em que cresci que pregava – e muitos ainda acreditam – que trabalhar com música é sinônimo de vagabundagem ou idealismo de gente que não tem medo de enfrentar dificuldades financeiras. Hoje não me nego a tocar com algum grupo ou cantar quando convidado por alguma banda ou artista. É o caso do show “Canto Solidário” em homenagem à Tropicália que acontece hoje à noite (01/12). Segue o flyer do evento. Contribuam com a causa e não gritem histericamente quando minha escribática figura adentrar o palco do Theatro Charles Ghomes...

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

RAPIDINHAS CULTURAIS - HISTÓRICAS

Faz tempo que não rola uma edição das tradicionais Rapidinhas Culturais aqui na Letra Elektrônica, mas é que amanhã é dia da Música (!) e mais abaixo eu quero compartilhar com os amigos algumas paradinhas imperdíveis que vão rolar aqui na "pacatolândia" de Vitória. Antes deixa postar uma imagem (porque a oralidade está no DNA de minha escrita - Pandini sic) de Santa Cecília, padroeira da música, pra gente começar a semana no acorde certo e na harmonia perfeita.


Hoje a noite (21/11 - 19h) acontecerá a solenidade de abertura do seminário "Espírito Santo um Painel da Nossa História II". Uma promoção da Biblioteca Pública do Estado do Espírito Santo. Na quarta-feira (23/11) estarei (Juca Magalhães) participando do painel "Identidade e Expressão Cultural", falando sobre - e divulgando - o tema de meu último livro: a história de fundação da Orquestra Filarmônica do Espírito Santo. Segue abaixo a programação, a entrada é franca.


Nesse mesmo dia, infelizmente para mim - porque não vou poder estar lá - sobe ao palco do Carlos Gomes a Orquestra de Câmara de Frankfurt. Último evento da temporada 2011 da Série de Concertos Internacionais que tantas boas atrações nos trouxe ao longo do ano. A entrada é franca, segue o flyer:


Até o final da semana a Lektra volta com mais rapidinhas culturais: tem o último concerto da OFES da temporada 2011 apresentando o Requiem de Brahms, o projeto Canto Solidário - capitaneado por Elaine Rowena - que vai homenagear a Tropicália e tem muito mais... 

terça-feira, 29 de março de 2011

RAPIDINHAS CULTURAIS - SÓCIO/EDUCACIONAIS (URGENTES)!


Enquanto não é publicada a segunda parte do tutorial sobre como baixar, legendar e gravar filmes, para você finalmente decretar a sua independência cinematográfica ou a extinção dos camelôs, bóra dar umas rapidinhas culturais?

Primeiro que a patroa aparece logo de cara no flyer da apresentação que segue e para a qual convido-lhos. Seria caso de jogar contra o patrimônio não divulgar mais essa produção da querida Elaine Rowena... Vamos nós de novo pro Theatro Charles Gohmes, mas dessa vez vou ficar só na platéia. 

Segue então o convite:


FAMOSO QUEM?

Essa semana teve um furdúncio na rua Constante Sodré, antigamente um lugar tão tranquilinho, em épocas remotas era ideal para dar umas “boltas” pela night. Uma pessoa - a reportagem do Gazeta Online não disse quem - parou o carro na frente da garagem de um edifício – acho que é onde moram os pais do Cello – e prendeu todo mundo dentro de casa. A prefeitura não conseguiu tirar o carro e ele só foi retirado quando “o proprietário” - Mas... Quem? - apareceu... Pois é: alguém.

NÃO TÁ A FIM? REALAXA...

Pegando carona no texto sobre o bem e o mal: você pode até não saber, mas tem um simpático museu na Serra sede, onde morava a família Castelo. A Letra Elektrônica esteve visitando e fotografando as coisas por lá. Em alguns dos ambientes têm textos explicativos e num deste pincei um errinho bobo que vai de encontro (vai contra) ao nosso português. Aliás, uma vez ouvi uma banda de rock gospel cantando que queria ir “de encontro a Jesus”, de brincadeira perguntei se eles eram um grupo satânico... Quase tomei porrada, mas é o que - sem saber - estavam dizendo... Então veja essa foto:


O errinho é bobo, mas para explicar condignamente pedi ajuda aos universitários do site Mundo Educação:

A fim de (separado) é uma locução prepositiva que indica uma finalidade e equivale a “para”, “com o propósito de” e “com a intenção de”. E pode ter ainda sinônimo de “para que” quando associada com o pronome relativo “que”. Por exemplo: ela marcou um horário com o médico, a fim de verificar seus exames. Ou: treinou bastante, a fim de que conquistasse o primeiro lugar no pódio.

Afim (Junto), quando substantivo masculino que indica afinidade, parentesco, amigos íntimos, adeptos. Exemplos: Irei convidar todos os amigos de faculdade e afins. Comprarei livros e afins. Etc...

Então, vai por aí... E eu não estou mais a fins de entrar numas, falou?