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quinta-feira, 24 de março de 2011

SÉRIE SESI DE CONCERTOS INTERNACIONAIS

Vitória tá querendo deixar de ser rastaquerinha. Outro dia li um texto no site do Século Diário - um dos poucos onde se consegue entender a política do Estado - falando mal da construção do Cais das Artes, dizendo que era obra para a elite e coisas do gênero. Deixei uma mensagem muito da mal (contrário de bem) criada, porque pensava que a "inteligenzia" local já havia superado essa "visão" antiquada de que música de concerto, ópera e balé seriam para o bico da "gente fina", coisa de bacana.

Só afirma que concerto é coisa de elite quem não vai a concerto. Hoje as apresentações da Orquestra Filarmônica estão sempre lotadas, o Theatro Carlos Gomes há muito que não comporta mais o público que é formado por amantes da música, meninos da terceira idade moradores do centro, estudantes de música e muita gente “humilde” que estudou ou tem filhos em projetos sociais que na última década ganharam força na Grande Vitória e são responsáveis pela formação de todo um novo público. A elite mesmo, os ricos e famosos, ninguém vê lá não.

Essa elite, tanto política quanto financeira, está pouco se lixando pra cultura em geral e especialmente para a nossa. Não percebe sua importância, não lê literatura, não cuida do passado e não conhece as óperas de Chopin ou as sonatas de Berlioz (quem conhece vai entender a piada). Para a elite interessa o que dá grana ou o que dá voto: simples assim. Os endinheirados entendem de vinho e também de cachaça, conhecem os bons charutos e as roupas de marca. Ponto. Duvido que em seus momentos de relax algum deles vá escutar Brahms (só se for a cerveja sendo despejada no copo).

Os leitores da Letra Elektrônica não, são pessoas de um nível cultural diferenciado, afinal ler textos grandes não é tarefa fácil e popular hoje em dia, vide a força do Twitter. Já teve quem se queixasse do tamanho dos meus textos, educadamente como uma porteira, respondi que ninguém é obrigado a ler: achou grande vai fazer o que estiver a fim. Então convido-lhos cabeçones, para assistir a próxima apresentação da Série de Concertos Internacionais da Camerata do SESI, um grupo que tem à frente o maestro Leonardo Davi e está ganhando muita força e popularidade. 

Toca o bonde e segue o flyer...  

7 comentários:

Anônimo disse...

A propósito do que vc escreveu, caro Juca, comprei um livro - O TRIUNFO DA MÚSICA, de Tim Blamnning - em que se demonstra, historicamente, que os CONCERTOS como os conhecemos hoje surgiram no século XIX exatamente para atender ao "povo", não à "elite", que não os frequentava. (Entenda-se como elite, na época, a aristocracia e a alta burguesia).
abrs.

Adolfo Alves

Anônimo disse...

Oi Juca
Taí gostei do seu "meninos da terceira idade", vou usar a expressão para se referir a mim mesmo. Vc está chegando lá devagarinho.
Mas vc tem razão no que fala em seu texto, a macacada quer o povinho burrinho, para servir de massa de manoba polítiqueira suja.

Valeu. Um abraço.

Odilson.

Ricardo disse...

Olá meu caro, Juca...
É com grande satisfação que leio mais um dos seus escritos. Nada melhor do que ler um bom livro, ouvir uma boa música, assistir um bom filme ou ler uma boa crítica. Gosto quando algo da realidade me instiga... Gostei da frase: "Para a elite interessa o que dá grana ou o que dá voto" Infelizmente é verdade!!! Devemos lutar e pontuar sempre essas questões para que esse "atraso cultural" seja afastado do Espírito Santo, Amém"...
Lembrei até de uma música do Porrada!!! (Banda de Grindcore) que tem a letra bem assim "Corja, corja, elite de M..." rsrss...

Abraços

Anônimo disse...

UHhuauha! Porrada era a banda do Ozzy e do Carrasco não é? Eu curtia...

Anônimo disse...

oi jucaa

tenho adorado ler seus textos

e lembro da nossa querida maria nilce......

o seu texto me faz lembrar um pouco da irreverencia dela....com sua personalidade forte

é isso aíiii..... manda q nem porteiraa.....hahahahahah

abracao pra vc juca

bela monjardim

Ricardo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ricardo disse...

Olá Anônimo...
Sim, sim... era a banda do Ozzy... como eu curti essa banda na época. As vezes ainda coloco o "bolação" na vitrola para relembrar os velhos tempo da glória do rock n roll... tudo tinha uma magia...
Mas é isso...
Abraços