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terça-feira, 16 de agosto de 2011

AURORA GORDON - NÃO FICOU SÓ NISSO NÃO

Eu não sou alienado nem nada, pelo menos gosto de me considerar um sujeito antenado que nem o Chapolim Colorado, mas, ainda assim – diferente de algumas personas – eu não sei de tudo. Antes que eu me esqueça: graças a Deus. Não passeio pelo Shopping para ficar por dentro das novas tendências e até desconfio que aquele não seja o local mais adequado para se fazer esse tipo de pesquisa. Sou um admirador do passado, das memórias, de conversar com pessoas sobre coisas antigas e de escrever sobre elas.

Daí que fiquei muito surpreso, dessa vez a surpresa foi agradável, quando fiquei sabendo do projeto do Murilo Abreu sobre a música capixaba dos anos setenta. Na época eu era guri, até achei um texto do Afonso naquele ótimo livro Escritos de Vitória falando que a banda dele, Os Mamíferos talvez, ensaiava na rua Madeira de Freitas na Praia do Canto, pedaço, aliás, que era antigamente conhecido como Praia Comprida, yeah, a nossa Long Beach.

Eu estava já enguitarrado quando ouvi o som da banda ensaiando numa casa de esquina ali na Rua da Igreja com a Madeira de Freitas, mas não sei se era a banda do Afonso Abreu - embora muita gente já me chame de “senhor”, não acho que eu estivesse tão consciente das coisas naquela época. Mais pra baixo daquela rua (Eugênio Neto?) morava o baterista escovão e acho que era ele, Paulinho Embratel (porque vivia no ar) e mais sei lá quem fazendo um som pesadão.  



O projeto reúne uma galera de peso e se chama Aurora Gordon, referência a uma figura mítica lá das grimpas do passado e de quem, infelizmente, pouco me lembro, acho que era um mulher “da vida”, sei lá. Tinha cada figura naquela época, lembro da Salomé, por exemplo, cujo (cujo?) nome real era Demócrito, ou algo assim. Como pode um cara com esse nome virar simplesmente Salomé? Mas podia. Com Ph exclusive...

Murilo mandou então um convite aqui pra Lektra e repasso pra vocês recomendando a parada com força e com vontade: é um show amanhã (17 de agosto) no Carlos Gomes, oito e meia da night e o ingresso é vinte real (sic). Só pra não ficar pra trás mando junto uma imagem que encontrei dessa rapaziada roqueira das antigas que “transava música” e terá amanhã esse resgate justo e maneiro.  Mario Rui: demorou cara, mas não ficou só nisso não...


Clique na imagem para aumentar e constatar o porque da Rita Lee dizer que roqueiro brasileiro sempre teve cara de bandido...

3 comentários:

Anônimo disse...

Oi Juca!
Grata pelo convite! Adoraria participar do evento para me deliciar e saborear esse momento de memória compartilhada. Entretanto, estarei na sala-de-aula, ainda bem que, dialogando e permitindo a reflexão sobre o modo de sentir a memória em movimento na contemporaneidade.
Forte abraço!

Alzinete

coimbra disse...

Caro Juca,
Aqui estou com retribuições blogueiras.
A casa de ensaio, de Afonso, era sim na Madeira de Freitas, ao lado da clínica homeopática onde funciona(va) um restaurante, não o Deboni´s.
Acasa de Escovão era sim na Eugênio Neto, que se chama Marcos Andrade, filho de um irmã minha e, quanto ao Paulo, o Embratel era pela altura e depois por viver no ar, sim. Aliás, hoje, ele é Paulo da Embratel.
O show ontem foi energizante. Para mim, uma viagem no tempo.
Um abraço.

Juca Magalhães disse...

Tive um imprevisto e acabei não indo no show, que pena. Sua visita ilustre vai acabar com a má reputação desse blog. Um abraço mestre.