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terça-feira, 1 de junho de 2010

TRANSFORMANDO FALTA DE ASSUNTO EM TEXTO: ESTUDO, OPUS 1 N°2

Eu não tenho bloqueio para escrever, porque (essa matutação esquisita) nunca foi para mim uma obrigação (batendo dentro do peito). Escrevo quando estou com vontade e geralmente, olhe lá, só sobre o que me dá na telha. Confesso, porém, que me acontece – de tempos em tempos – ficar sem a menor vontade de escrivinhar e daí passar dias, semanas, sem nem pensar em condensar idéias. Se, por acaso, elas – as idéias – aparecem deixo-as soltas, à vontade, fora da tela fosforescente, longe do papel. Espero, negligente e teimoso, que sumam espontaneamente, que evaporem no tédio...

As vezes tenho preguiça de meus pensamentos e muitas vezes me ocorre pensar que a recíproca pode ser verdadeira! O mundo nos obriga a fazer um monte de coisas, mesmo quando não estamos fazendo nada de acordo com o resto da sociedade. Temos que nos manter razoavelmente limpos e alimentados, só isso já consome uma cara de tempo que passamos despertos. Logo nos deitamos novamente e dormimos, vai embalando assim...

Sono, vigília, noite e dia.

Chuva, família, mente vazia.

Tevê ligada, noite em vigília.

Sono de dia, volta ao início...

Acho que vou compor uma canção... Falando nisso, ontem ouvi num disco de música “para crianças” uma frase assim: “Criança não trabalha. Criança dá trabalho”. E é assim com a gente também, tudo dá trabalho, inclusive nós quando não estamos fazendo nada. Já eu acho que criança é uma coisa que relaxa a gente! (Irmã Selma sic) Tirar prazer da trabalheira do dia a dia é que define a nossa capacidade de sermos felizes e plenos. Falácias? Falácias felizes, plenas falácias, bom título para uma história bem cabeça. Mas não contem comigo para escrever. Eu estou com bloqueio criativo, lembra?

***

Mas não paro de escrever pela falta de assunto propriamente dita, é que outras coisas me capturam e abduzem a atenção. Projetos de trabalho, projetos de amigos, notícias ruins, dias bons, piano - FORTE, pés no chão e a cabeça nas nuvens. Passam as horas, passam pessoas. Corre, corre, corre. Hurry, hurry, hurry... Uma coisa que tem me tomado tempo dentro dos meandros cerebrais é o lançamento oficial do Livro do Pó. Acontecerá agora no final de junho, já com data e local definidos, mas que só serão oficialmente divulgados com duas semanas de antecedência para termos tempo de combinar a bagunça. Alea Jacta Est!

***

Quem viu, viu. Quem não viu, corre pra ver o filme Soul Kitchen. É uma das melhores histórias dos últimos tempos, daquelas que tinha tudo para ser igual a duzentas outras, mas que surpreende pelo bom humor do roteiro e ótima atuação engajada do elenco. Outro imperdível é “Os homens que não amavam as mulheres”, um suspense nada convencional contado com sutileza e distanciamento. É passado em algum um lugar frio lá da Escandinávia, mas a mensagem é quente como as lembranças boas que guardamos do passado. A Lektra fica por aqui desejando dias melhores e, sobretudo, mais inspiração e menos piração pra todo mundo, inclusive nós que não somos mãos bobas nem nada...

4 comentários:

Juca Magalhães disse...

Ei Magalhães,blz?

Vamos fazer uma campanha para que volte as telas capixabas Soul Kitchen,porra quando consegui um tempo para ir ao cine ele saiu de cartaz.
Vamos fazer um manifesto,todo mundo q viu o filme falou q é D+++++.

abraços

Fabinho Carvalho

Ricardo disse...

Ei meu caro Juca,
Sempre bom os seus textos, até mesmo quando parece que não há assunto. Tão filosofico ficou. Afinal todos acham que filosofia é coisa de outro mundo ou de um outro idioma, mas filosofia é perceber ou criar aquilo que muitas vezes achamos que não existe (coisa simples mesmo. Do cotidiano). Quanso se acha que não têm assuntos, é que eles surgem... AfinaL se pegarmos um dicionário de filosofia e consultarmos o verbete NADA é quase três páginas falando sobre o NADA... Imagine se fosse o verbete TUDO? rsrsrssss...
Legal ler um texto que não há bloqueios. É o florescer do inconsciete... nasda de resistencia ou repressão!!! Flui, flui... só isso!!!
Agora estou só na expectativa do lançamento do Livro do Pó.
Mas é isso...
Abraços, sucesso sempre!!!
Ricochagas

Ricardo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Juca Magalhães disse...

Filosofia é com nóis mesmo: eu, Vavá, Pelé e Cafuringa correndo pela ponta esquerda. O negócio agora é torcer pelo Zé, Maria, porque a copa do mundo é nossa...