Daí que estou pesquisando a história da criação da Orquestra, hoje Filarmônica do Espírito Santo e acabei descobrindo um monte de curiosidades sobre os anos setenta e oitenta. Degavarzinho vou socializar com os companheiros, porque o tempo anda curto e bicudo ultimamente.
Uma das diferenças mais gritantes daquela época era a maneira como os jornalistas escreviam, havia um grande espaço, hoje impensável, para coloquialismos e textos autorais. A crítica era exercida de uma maneira que agora só vemos na Internet. Costumeiramente encontrávamos o que minha mãe (Maria Nilce) chamava de “linha maldita” e não só na coluna dela não...
Mas vou resgatar aqui um episódio que seria cômico se não fosse trágico. Começa com a imperdível vinda do grupo Ars Antiqua para se apresentar em Vitória em 13 de maio de 1977:
Algum participante do evento ficou tão encantado com a apresentação do flautista que resolveu levar o instrumento para casa, talvez imaginando que tivesse alguma espécie de poder mágico ou algo Mozartiano que o valha. O jornal A Gazeta publicou o fato, dando ainda uma referência do valor para o gatuno da ocasião que, certamente, não devia fazer idéia do que tinha em mãos:
Estaria tudo certo como dois e dois são cindo, como se dizia na época, se não morasse em Vitória a jornalista Annie Cicatelli de origem francesa. Depois de até ganhar o Prêmio Esso em 1986, Annie voltou para a frança e se dedicou à fotografia e também ao artesanato. A moça não se conteve com um pequeno erro grosseiro na nota publicada em A Gazeta e puxou a orelha do colega em praça pública.
Encontrei Annie Cicatelli no Facebook - bendita seja a Internet e aldeia global – e comentei da nota, mesmo porque ela era jornalista da época e eu queria fazer perguntas com relação a outros assuntos, mas a resposta foi a seguinte:
Hahahaha! Muito engraçada essa nota!!!!! Nem lembrava!!!! Com relação à Orquestra, total amnésia!!! Nao lembro nada disso (É a idade!!! Rsrsrs)