terça-feira, 18 de setembro de 2012
CULTURA E TERRITÓRIO CAPIXABAS: DIVERSIDADE, BELEZA e FUTURO
sexta-feira, 3 de junho de 2011
E PENSAR QUE PARA CÁ VIERAM OS DEGRADADOS...
terça-feira, 30 de novembro de 2010
VOCÊ JÁ TEM O SEU NOVO CÓDIGO GEOMÉTRICO DE LUZ?
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Em Terra de Cego Quem Tem Olho é o Forévis.
Comentário ao texto anterior, sobre pessoas que - no caso - olham para o próprio rabo:
"Também tem gente que adora ver o rabo dos outros, Juca!
É mole?!"
Como diria o Zé Simão, meu amigo Batalha: é mole mas sobe! Aliás, dependendo do problema da pessoa a ser - digamos assim: consultada - a coisa pode se tornar assaz problemática. Máscaras de gás exclusive (sic)!
Aqui no Brasil isso ia ser uma festa não é não? Imagine você - que não é um cara descolado e antenado como o Chapolim Colorado - ou mesmo eu - que não sou mão boba nem nada - se não ia montar logo uma tenda de consultas gratuitas ali na Praia da Bacutia. Eita diabo!
Post scriptum: esse é o tipo de profissão em que "malandro que é malandro" escolhe a clientela a dedo... Ou, como diria Bolão, "Há bares que vêm pra bem".
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
VOX POPULI VOX MERDEM
Texto é bom quando cria polêmica não é não? Imagina fazer um texto insosso, limpinho, com o qual ninguém vai se indignar ou, pelo menos, ser sacudido da cadeira. Recebo tantas coisas escritas assim, certinhas, prontas para serem publicadas em alguma dessas colunas de leitor dos jornais locais. Não acho perda de tempo de quem o faz, nem de quem o lê. Só acho que o esforço poderia ser melhor aproveitado, parece que o capixaba não gosta, ou tem medo de rir de si mesmo, dessas babaquices que todo povo tem, e acho que enquanto não começarmos a o fazer não vamos evoluir enquanto cultura e sociedade. Vou nos dar um exemplo:
Nas minhas andanças por São Paulo agora nos feriados de fim de ano, rodei os sebos de praxe e voltei com mais de quatzentos (sic) livros na bagagem. Falando nisso o avião pegou muita turbulência na volta, nos jogou e sacolejou a ponto de lembrar uma montanha russa. As senhoras começaram a gritar e os homens a rir. Conhece aquela musiquinha? A festa da Dona Aurora começa a zero hora/ piroca dentro piroca fora/ os velhos jogam baralho as velhas chupam o tapete. Enfim, nem sei porque fui lembrar disso. Quando o bicho finalmente pousou em nosso mal afamado aeroporto as pessoas aplaudiram... Foi patético.
Dentre a caralhada de livros que comprei teve um que li ainda lá em Sampa mesmo, o título é “Suíte Gargalhadas – Contos e histórias engraçadas sobre música e músicos”. Obra nada séria, aliás, escrita pelo também músico Henrique Cazes.
Lembrei desse livro porque a Carlinha deixou um post meio que defendendo o “Rei” Roberto Carlos, lembrou o perigo dessa onda de impor vontades musicais em detrimento do gosto da maioria, sapecou até a seguinte frase: “Muitos totalitarismos sociais são reflexos de totalitarismos privados.” Na hora eu lembrei duma história que li no livro que falei acima e aqui a reproduzo:
MÚSICOS POLITIZADOS
Radamés Gnattali foi um ativo simpatizante do Partido Comunista Brasileiro. Nos períodos em que o partidos esteve na clandestinidade, chegou a oferecer sua casa para a realização de reuniões do comitê central. Mesmo tendo sido amigo de Prestes até o final, Radamés tinha uma queixa dos comunistas. Lá pelo oitavo chope ele lembrava:
- Toda vez que eu queria ajudar, eles diziam: “Radamés, faz tua música e deixa que nós fazemos a revolução.” Eu fiz um monte de música e os caras não fizeram droga nenhuma.
Outro músico politizado era o cantor e compositor Tayguara. No início dos anos 1980, quando vivia o auge do seu esquerdismo, só queria gravar compactos pois, estes sendo mais baratos, fariam com que a música chegasse até o povo. E foi para um compacto, na (gravadora) Continental, que Tayguara requisitou arranjos de Radamés.
O maestro caprichou e, quando as cordas acabaram de gravar, o resultado foi de fato impressionante. Tayguara estava tão feliz ao ouvir a música Sol de Tanganica, que não se conteve:
- Radamés, esse arranjo é uma vitória do povo brasileiro! Rada olhou pra ele por cima dos óculos e retificou:
- Esse arranjo é meu! O povo não entende merda nenhuma de música.
Então meninos e meninas: tenho que concordar com o maestro Radamés, por sinal um grande músico de nossa terra brasilis hoje relegado a um mais do que injusto esquecimento. Se deixar o povo arbitrar o que a gente vai ouvir, fudeu! Por outro lado, eu também concordo com vocês, digo com a Carlinha, em parte e quero até desejar uma vida longa ao “Rei RC”, afinal, se esse cara morre ninguém ia agüentar a encheção de saco né honey! Perahê que eu vou ali ouvir Amada Amante cantada em espanhol. Bejas!
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
CORRESPONDÊNCIA ELEKTRÔNICA ZIG-ZAG
Estava procurando umas coisas aqui em casa e me deparei com um texto que fiz em 2003 para a jornalista Veruska Seibel - que na época assinava a coluna Zig-zag – puto da vida que fiquei com uma foto que ela tinha publicado afirmando que homem ligava pra moda, porque a sunga tradicional havia desaparecido nos últimos verões. Resolvi contar pra ela a historinha bacana que segue:
SERÁ A MODA UMA FORMA DE DITADURA?
Não foi com muita alegria que eu e meus colegas da época (a maioria tirados a surfistas) saudamos a chegada da sunga em nossas praias, falo - por quê qui-lo - das sungas anos oitenta e não daquelas geringonças de super-homem que usavam as pessoas mais velhas. Nosso descontentamento vinha - como acontece com adolescentes - carregado de preconceito, porque no início daquela década o Fernando Gabeira apareceu com a famigerada tanguinha considerada trés indecente e, guri, você sabe como é: cheio de paranóia, quer chamar atenção só que sem pagar mico. A maioria da galera compartilhava a opinião de que sunga era coisa de gay e ponto final, o mais indicado para a categoria era o então chamado “calção de surf”.
Foi só pro final dos anos oitenta que acabei aderindo à sunga, por sinal, graças a uma sacação meio sexual que tive. Estava em plena onda de saltar de para-quedas e naquele outono fazia um calor dos diabos. Em dias assim, a piscina do aeroclube da Barra do Jucu virava o “point” onde a galera se reunia. Nos dias de saltos e atividades da equipe rolava também muito churrasco e cerveja, dependendo do estado do motorista era bem mais perigoso voltar dirigindo pra casa (a terceira ponte ainda não havia sido inaugurada) do que efetivamente se jogar de cabeça de um teco-teco em movimento.
Em um desses dias carcomidos pelo tempo, enquanto rolava a maior atividade na piscina do aeroclube, eu estava de fora porque não tinha lembrado de levar o meu calção. Os amigos insistiam pra que eu participasse da bagunça de qualquer jeito.
- Pega um calção ahê emprestado com alguém! - Procurei, mas ninguém tinha. Até que um dos colegas, que estava com a perna engessada, falou:
- Cara, eu sempre trago minha sunga pra dar um mergulho, mas com a perna desse jeito não vai dar mesmo... Se você quiser usar...
- É muito pequena? – Perguntei desconfiado.
- Que nada... - Não pintou outra alternativa, fui no banheiro e vesti a sunga que acabou servindo; porém fiquei que nem menino arteiro depois de aprontar: todo escabreado. Fui chegando junto da galera me sentindo “à vontade” como se estivesse peladão de tudo. Sentei na borda da piscina, perto de uma garota que estava tomando sol estendida em uma canga. Fiquei batendo os pés na água até que falei.
- Cara, tô morrendo de vergonha com essa sunga. – Sem nem mudar a posição da cabeça ela falou.
- Eu achei que você ficou um gato. - Não bastasse o elogio disparado à queima roupa, percebi na fala dela uma onda sexy que nunca tinha me passado pela cabeça de mulher ter, ainda mais pra cima de mim e que reparar e desejar o corpo das pessoas não era bem uma exclusividade da homarada. Obviamente, daí pra frente adotei oficialmente a sunga como “roupa de praia”.
Deixando essas memórias bizarras de lado, vamos dar um salto até o momento em que pintou o tal do sungão.
Quando chegou dezembro de 2002, eu não agüentava mais a encheção de saco de minha mulher contra a minha velha e valente sunginha. Seus argumentos entravam por um ouvido e saíam pelo outro sem a mínima cerimônia. Só resolvi tomar uma atitude mesmo quando outras pessoas começaram a perguntar se aquela sunga não era a mesma de outros anos, etc... Eu, que nunca reparo neste tipo de coisa, achava muito ingênuo que ninguém reparava também. Como estava errado, dei a mão à palmatória e, por mais que a missão não me agradasse, fui às compras em busca de uma substituta à altura da minha velha sunguinha.
Procurando evitar a muvuca do Shopping Vitória, ainda mais em tempos desesperados e aflitos de final de ano, rodei o Centro da Praia, onde, aliás, tinha adquirido a tal da sunga. Fui, inclusive, na mesma loja e o que encontrei? Um tal de Sungão. Uma enorme e colorida coleção de sungas largas e esquisitas que estavam sendo lançadas com estardalhaço. Tomado pelo pânico falei pra vendedora.
- Não tem mais aquelas sungas normais? - Ela pareceu surpresa com minha pergunta, e com um certo ar professoral de indiferença respondeu:
- Não moço. A moda agora é este tipo de sunga. – Atordoado ainda respondi, que nem uma criança em frente a um prato de buchada.
- Mas eu não gosto desses sungão. – Desdenhosamente a moça me lançou uma maldição.
- É moço, você vai ter dificuldades neste verão.
Daí pra frente rodei mais umas dez lojas (boutiques?) atrás de uma sunga pelo menos semelhante à que eu estava acostumado a usar e nada. Só encontrava o diabo do sungão e explicações idem: - Agora a moda é essa. - Fiquei puto. Então é assim? Lançam uma nova moda e o resto que se dane? Aquilo era extremamente grave, quase a volta da ditadura. Já pensou se, por exemplo, aquela moda de homem usar saia tivesse pegado e, de repente, ninguém mais conseguisse comprar calças? O pior era a expressão incrédula estampada na face dos jovens vendedores das lojas que visitei, como se eles não conseguissem me classificar como incrivelmente antiquado, ou simplesmente gay. Não sabiam se o que eu queria era a tanguinha do Gabeira, ou o calção do super-homem. E eu não queria nenhuma das duas coisas.
Finalmente cansei. Já tinha rodado a rua Aleixo Neto toda e não estava mais com saco de procurar nada, estava resolvido a mandar todo mundo cuidar da vida e continuar usando minha boa e velha sunguinha. Foi só com muita insistência de minha mulher (que resolvera fiscalizar a minha “via crucis”) que entrei na última loja, já desenganado, pra fazer a derradeira tentativa. E não é que lá achei uma sunga que me atendeu? Não era tão legal como a outra, mas dava pro gasto. Acho que comprei aquela só pra acabar com o sofrimento, fui vencido pelo cansaço, o que é uma merda para um consumidor nada consumista.
Portanto e mais um pouco, cara jornalista, não se apresse tanto a alardear a volúpia do macho com relação à moda, porque, na verdade, quase todos os que conheço acham comprar roupa um saco! Deveria era se denunciar essa ditadura infeliz, que nos obriga a vestir o que dá na cabeça dos outros como se isso fosse uma coisa muito natural. Espero não ter tomado seu tempo tanto assim (se é que você leu até aqui este textículo), desculpe o desabafo. Quem sabe não nos vemos algum dia destes em Manguinhos? Mas, seguramente, sem sungão!
No dia 24 de fevereiro ela me respondeu com a mensagem acima agradecendo o email, disse que tinha morrido de rir com o texto e que meu comentário ia virar uma nota de resposta... Que eu saiba isso nunca aconteceu. Então para sanar essa injustiça publico aqui na Lektra para deleite de vocês que estão entediados em casa com tanta chuva nesse feriadão desinfeliz.
Beijo do coiso!
terça-feira, 20 de outubro de 2009
VOVÓ VOLÚPIA VOLTA A ATACAR!
Nos gloriosos e misteriosos anos oitenta apareceu em Vitória a figura da Vovó Volúpia, uma coluna sobre cultura pop, talvez a primeira daqui a ser publicada em um jornal de circulação diária. A autora era Fernanda Magalhães, que – como sugere o nome de seu espaço - exibia um estilo todo próprio e bem humorado para veicular suas notícias, a Vovó Volúpia era uma delícia. Com a morte trágica de nossa mãe - o Magalhães vem de nossa ligação cartorial - a escritora não só abandonou as letras, mas também a fortificada ilhota dos irmãos “roça de milho” e foi apaulistanizar a vida. Ganhei eu um posto de observação avançado dentro da maior megalópole cultural latina, porém a nação botocuda saiu perdendo e ainda faz de conta que não sente a sua falta.
Fico besta com o descaso que tratamos nossos potenciais escritores e poetas, a grande maioria aqui hoje dá a notícia, mas não filosofa os fatos, fosse assim teria necessariamente que criticar o Status Quo – não confunda com a banda britânica de hard rock anos 60 – e comprar uma briga contra gente poderosa que não aceita, e muito menos, perdoa críticas. Uma aluna me contou, por exemplo, do falecimento do poeta Miguel Marvilla, agora no último dia 10 de outubro... Não me lembro de ter visto nada na imprensa local – falo especialmente da Internet, porque não leio mais os jornais de papel – lembro do livro “Os Mortos Estão No Living” que Miguel publicou em 1988 com sucesso – hoje em sua terceira edição - e que foi adotado nos vestibulares em 2007 e 2009. Em seu blog que tem o mesmo nome de seu livro mais famoso, o autor se apresenta assim:
“Poeta usado, safra 1959, ainda em razoável estado de conservação. Proprietário de quase nada, a não ser uma penca de cedês, devedês e livros, todos lidos, vistos, ouvidos, não necessariamente nessa ordem, e de uma alma ampla e arejada, com vista apenas para coisas boas. Mestre em História Antiga pela Ufes, por puro prazer. Autor de um bocado de livros de poesia: “Dédalo”, “Sonetos da despaixão”, “Tanto amar”, “Lição de labirinto”, por exemplo. Não se culpe por não conhecê-los: foram publicados quando vc ainda era criança — se bem que Shakespeare foi publicado bem antes e vc conhece... “Os mortos estão no living”, é meu único, até agora, livro de contos e foi adotado pela Ufes para os vestibulares de 2007-2009, razão por que estamos aqui, você e eu. Em 2007, publiquei “O Império Romano e o Reino dos Céus” — a criação da imagem sagrada do imperador em “De laudibus Constantini”, de Eusébio de Cesaréia (século IV d.C.), em que discuto a formação da “basileia” em termos cristãos (parece grego? É grego — o inglês do século IV). Para 2008, “Beleléu e adjacências” (romance), "Estranhos companheiros" (poesia) e “Zoo-ilógico”, poesia para crianças (inclusive as que já cresceram).”
Recomendo conhecer o blog deste nosso poeta, antes que nos esqueçamos de sua presença, ora, se tantas vezes esquecemos de nós mesmos! http://mortosnoliving.blogspot.com/
Mas voltando a falar da Vovó Volúpia quero compartilhar com vocês uma historinha lisboeta que ela me mandou, estudiosa e admiradora que é das prosopopéias do colonizador lusitano, esse ser paracoisado que nos antecedeu e que até hoje nos permeia... Boa leitura. Volta Vovó Volúpia! Cria um blog pra você!
Gentemmm,
Acontece cada história em Portugal! O relato da reportagem tá meio confuso, mas a história toda é inacreditável! Mário Gomes, coitado, fez escola. Beijos! (aqui a Vovó faz referência a um fato escabroso dos anos oitenta quando o ator deu entrada em um pronto-socorro do Rio com uma cenoura entalada... Bem, lá onde vocês estão aí pensando com suas mentes poluídas. Conta a lenda que o incidente teria se originado na vingança de um marido traído que contratou uns capangas para colocar o cara nessa situação, a intenção era humilhar publicamente seu desafeto e deu certo pra chuchu, ou melhor, pra cenoura).
"
Covilhã: Pastor sodomizado por patrões relata 48 horas de sofrimento
“Abusaram de mim porque sabia demais”
"Nunca assediei a patroa. Fui despedido e eles abusaram de mim porque sabia demais sobre ela." É desta forma que Luís Pereira, o pastor de 56 anos sodomizado com uma cenoura pelos patrões, começa o relato das piores 48 horas da sua vida. Nu e ensanguentado, dormiu em palheiros e, sem se aperceber, fez quase 100 quilómetros a pé.
'Fui despedido pela Olga a 12 de Maio, terça-feira. Na quinta-feira o Tó [patrão] ligou-me a pedir para regressar. No sábado apanhei o comboio de Lisboa e, pelas 19h00, estava em Castelo Branco, onde o Tó me esperava. Como era noite, nem me apercebi que não estávamos a ir para Rebelhos [Sabugal]. A dada altura parou para urinar. Quando voltou abriu a porta do meu lado e deu-me dois socos', recorda o pastor. 'Atirou--me para o chão e sentou-se em cima de mim a bater-me. Depois gritou ‘Olga, traz as cordas e a mordaça.' Foi nesta altura que a patroa saiu da parte de trás da carrinha.
Atado e amordaçado, Luís Pereira conta que viu a sua roupa ser 'cortada à navalhada' e só pensou 'na Nossa Senhora de Fátima' quando ouviu o patrão a dizer para a mulher: 'Olga, traz a cenoura.'
Quase inconsciente, foi abandonado na serra, a cinco quilómetros da aldeia mais próxima, Foz do Cobrão. 'Andei até lá e bati às portas a pedir ajuda, mas ninguém me abriu. Acabei por encontrar um palheiro e estendi-me lá, mas não dormi com medo. Só de manhã é que um casal de agricultores se dispôs a ajudar-me com roupa e comida. Só não tinham como me levar a Castelo Branco. Por isso, fui a pé.' Caminhou pelo IC2 até chegar, 'quase noite', à cidade.
'Fui à PSP e disseram que o caso seria da GNR. Andei até ao posto e o praça disse que nada podia fazer por estar sozinho. Fui até Rebelhos, único sítio onde conhecia alguém. Grande parte fiz a pé e dormi outra vez num palheiro, tive a sorte de apanhar duas boleias.'
Chegou à terra onde trabalhara quatro anos pelas 20h30 de segunda-feira e foi ajudado pelos donos de um café, 'por acaso são familiares do Tó e da Olga. Aí, comi e dormi. Deram-me uns sapatos, que os outros já não serviam.' No dia seguinte, 19 de Maio, voltou a casa, no Seixal. Um juiz soltou o casal, detido na última semana pela PJ.
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
CORRESPONDÊNCIA POÉTICA E INTERAKTIVA
Juca, tenho andado tão acostumado com "o estado de coisas" que nem me dei conta de que ainda é possível interagir. Fiquei meio pê mesmo quando li, porque afinal você extrapolou né?! Então lá vão as minhas humildes considerações:
VOCÊ NÃO PODE ESQUECER O PAPEL SOCIAL QUE DESEMPENHA!!!!!!!!!!!! NÃO PODE ESCREVER TUDO QUE DÁ NA TELHA NÃÃÃÕOO!!!!!!!!!!!!!!! SEU AMIGO ALTER EGO É UM BÊBADO INCONSEQÜENTE AO VOLANTE!!!!!!!!!!!!! OLHA O SINAL DE TRÂNSITO!!!!!!!!!!!!!! CUIDAAAAAADO!!!!!!!!!! K-BLAM!!!!! CRASH!!! BUM!!!! PÔU!!!! BLÊI!!!! TÓIM!!! TUM!!!! KRAK!!!! FÚ-FLASSSSSS......
Alex Pandini
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Ô Pandini, não é “alter ego” não (do latim: outro eu), você conhece o cara e esse cara não é “um amigo íntimo, no qual se pode confiar tanto quanto em si mesmo” (Dicionário Aurélio). Mas também não conto quem é, segredo de profissão, tá ligado? Tenho que preservas as minhas fontes... Uauhuhauha. Afinal ele pediu né? Mas tô achando interessante o rebuliço que a coisa deu. Me manda um poema seu preu publicar. Tô dando aula na UFES e sem tempo pra escrever.
Um abração.
Juca Magalhães
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Ok! Lá vai!
"Quando fechou os olhos buscando, encontrou apenas uma grande nuvem, longas paragens de solidão, fugidias percepções de ter perdido algo importante; uma rosa no deserto esmagada dançou pura e cálida em sua frente bailando exuberante feito dedos ao piano. Uma rosa ou um nome de mulher, um esquecimento... nuvens de poeira grossa trazendo de volta seu antigo sempre. Quando fechou os olhos buscando, quis ver as coisas como Deus, quis absolver o juízo dos versos comidos pelos hirtos de fome; quis morrer, quis ser o vento e soprar para longe. Quando fechou os olhos no escuro túnel dentro dele, viu a vida brincar violências num canto de estrada finito. Quis ser o Supremo Grande Vivo, acolher a humanidade num gesto divino e altivo. Mas, humano, voltou pro seu canto; semimorto, e redivivo."
Alex Pandini:
Nasceu no município de Colatina, no Estado do Espírito Santo, filho de humildes descendentes de italianos. Foi com muita dificuldade que se formou em jornalismo na Universidade Federal do Espírito Santo - UFES. Fez "bicos" em rádio, jornal, revista, teatro, música, publicidade, até que em 1995, tornou-se repórter de TV, área em que atua até hoje.
Fonte: Site Poetas Capixabas. Que “esqueceu” de dar destaque à gloriosa passagem de nosso Pandini pela banda Lordose pra Leão em sua melhor fase nos áureos anos noventa. Esqueceu de dizer também que ele é um dos nossos maiores poetas em todos os tempos, vide a qualidade do texto acima...



