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quarta-feira, 7 de março de 2012

ABERTURA DA TEMPORADA CAMERATA SESI

Com direção artística do maestro Leonardo Davi tem início no próximo sábado a temporada 2012 da Orquestra Camerata SESI. O grupo é formado por jovens músicos e vem amadurecendo tanto em seu repertório, quanto musicalmente. A Letra Elektrônica vai estar lá...

quarta-feira, 20 de julho de 2011

RAPIDINHAS CULTURAIS - ALCOÓLICAS


Daí que hoje de noite tem concerto da nossa querida Orquestra Filarmônica do Espírito Santo, regida por Helder Trefzger e com participação especial do pianista Wagner Tiso, é o chamado “crossover” que mistura música de concerto com popular. Eu particularmente gosto ma non tropo, porque nessas eu já vi a nossa orquestra tocando até com ... Enfim, deixa pra lá.

E tem outra coisa, nem vou indicar esse concerto para os leitores da Letra Elektrônica não porque certamente o Theatro Charles Ghomes não vai comportar mesmo, como tem acontecido ultimamente e daí a gente é obrigado a ficar ali no boteco da esquina tomando uma cerveja, ouvindo Nelson Gonçalves ou Nazareth - ao invés de Van Gogh - e reclamando do atraso cultural da ilha. Espero que o tão esperado Cais das Artes fique pronto logo, um abraço Frei Paulão.

Vou, isso sim, convidar vocês para uma parada muito mais bacana no sentido musicológico da coisa. São algumas palestras gratuitas que acontecerão hoje a noite na Faculdade de Música, uma delas aborda a “interpretação do concerto italiano de Bach por Glenn Gould”. Sou fã de carteirinha desse pianista canadense que foi o mais biruta de todos os tempos, tenho todos os discos do cara - uns oitenta – além de uns três ou quatro filmes. Segue abaixo o convite do pessoal da FAMES.



domingo, 8 de maio de 2011

O TRIUNFO DA MÚSICA - PARTE I


Andou me despencando pela cabeça o livro “O Triunfo da Música: a ascensão dos compositores, dos músicos e de sua arte.” De Tim Blanning. Editora Cia. Das Letras. São Paulo, 2011. Antes de ler e devolver ao emprestante, como reza a boa educação, tomei o cuidado de fazer anotações do que achei de mais interessante e vou compartilhar, quiçá (issa!) para difundir o desejo de leitura pelo simples prazer de ler...

Capítulo 1. Prestígio.

Pag. 27. Claudio Monteverdi (1567-1643), compositor pouco conhecido nos dias de hoje é, entre outras coisas, considerado o maior autor italiano de sua geração. Sua ópera Orfeu (1607) é encenada até hoje e é geralmente considerada a primeira obra prima do gênero. Em 1612, foi despedido pelo duque de Mântua. No verão seguinte mudou-se para Veneza, para ser diretor musical da Basílica de São Marcos. Sete anos depois os mantuanos tentaram atraí-lo de volta. O compositor teve então o maior prazer em recusar o convite numa carta famosa que revelou o que um músico queria (e ainda quer).

Primeiro: dinheiro. Em Veneza ganhava-se bem melhor e não havia as tradicionais humilhações e calotes na hora de receber. Segundo: Estabilidade. Não corria o risco de ser mandado embora em função da morte súbita de um nobre ou algo que o valha. Terceiro: controle. Monteverdi tinha liberdade para contratar e despedir músicos (não tinha que acomodar as famosas indicações de protegidos), fora outras decisões importantes sobre sua própria arte. Quarto: reconhecimento de seu trabalho. Segue trecho da carta do próprio autor:

“Não existe nenhum cavalheiro que não me estime e respeite, e quando vou tocar, seja música de igreja ou de câmara, juro a vossa excelência que a cidade inteira vem correndo ouvir.”

Curioso como até hoje essas são coisas fundamentais, não só para os músicos, mas para os artistas em geral e falando ainda mais amplamente, para todas as pessoas que vendem sua “força de trabalho”. Muitos abrem mão de um emprego só para ter em outro alguns desses itens. Até que ponto nossa sociedade “evoluiu” de lá para cá? Pense bem: no ano que vem o episódio que originou essa carta está fazendo quatrocentos anos (!)

Recentemente fiquei sabendo de um triste episódio que envolve artistas e empresários daqui do Espírito Santo, mas tão vergonhoso e vexatório que me amarrei com corda para não comentá-lo por escrito como, aliás, estou fazendo agora. Não é uma briga minha, não foi comigo que aconteceu, cabe aos lesados colocarem a boca no trombone, a imprensa formal noticiar o acontecido e as autoridades competentes fazerem valer a justiça. Vou prosseguir depois, o texto ficou grande e complexo, resolvi o dividir em três partes para poupar o domingão da galera. Um feliz dia das Mães para as gatinhas carinhosas do Brasil!

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Coral ArcelorMittal Tubarão & Coro italiano Monti Pallidi em apresentação gratuita no Carlos Gomes

No ano que vem o Coral ArcelorMittal Tubarão (foto abaixo) completa 25 anos de muita música em terras capixabas. Regido pelo maestro Adolfo Alves desde sua fundação o coro conta hoje com aproximadamente cinqüenta integrantes e o trabalho de preparação vocal de Alice Nascimento. Na noite de hoje (24 de agosto, 20 horas) o grupo vai abrir a apresentação gratuita do Coro Monti Pallidi no Theatro Carlos Gomes.



Criado em 1967 na região de Bolzano, o coro Monti Pallidi (foto abaixo) é formado apenas por homens especializados em música dos Alpes Italianos. É a terceira vez que o grupo visita o Espírito Santo trazendo a força dessas tradicionais canções. O grupo foi criado por Sergio Maccagnan e hoje a regência fica por conta de seu filho Paolo.



São mais de mil apresentações em concertos, festivais e turnês pelo mundo, todas sempre visando à máxima interação com o público ouvinte. O coral possui seis álbuns gravados e cada um mostra um pouco de sua evolução artística, inspirada principalmente no resgate da cultura popular.


segunda-feira, 7 de junho de 2010

O VELHO BACH EM DOSE TRIPLA!

Não será um, nem serão dois, mas três concertos de Bach dentro da Série "Sesi Música Sacra", que acontece amanhã na Igreja São Gonçalo no Centro de Vitória, lugar vulgarmente conhecido como Cidade Alta, perto do, por enquanto abandonado, "palácio" Domingos Martins. A entrada é franca e o repertório imperdível. Clique no convite para aumentar e boa viagem musical...

sábado, 5 de junho de 2010

NUNCA É POR ACASO CIDADÃO! DESCONFIE...

O vídeo do gatinho. Quem viu o vídeo daquele gatinho? Um dos seus tinha morrido e ele ficou por perto tentando reanimar o companheiro, demonstrou tristeza, solidariedade, inconformismo e isso é (ou deveria ser) coisa de humano. Logo os que exibiam as imagens comentaram que os grupos de defensores dos animais adotaram o vídeo na Internet como uma bandeira, querendo que as pessoas se conscientizem das maldades contra com os animais. Não entendi, pareceu que criticavam. Ou será que foi só um comentário? Nunca é.

Acabei de ler uma reportagem do ano passado em que o pianista Krystian Zimerman, após tocar na Disney anunciou que não mais se apresentaria nos EUA por discordar da política militarista gringa que invade o país dos outros, esculhamba a vida de uma nação e ainda posa de defensor dos frascos e dos comprimidos. Na platéia teve quem vaiasse e uns três ou quatro levantaram para se retirar, Zimerman apoiou a medida e ainda completou: tem gente que não pode ouvir falar de militarismo que já começa a marchar...

A vida do pianeiro profissional, o chamado concertista não é nada fácil. A maioria dos músicos carrega seus instrumentos pelo mundo afora, para o pianista isso não é tão simples assim. Imagine que você toque violão, por exemplo, e que em cada lugar tivesse que se apresentar com um instrumento diferente, qualquer um que jogarem na sua mão, no melhor estilo “Se vira ahê. Você não é o bâm bâm bâm”? Os mais famosos e abastados adotaram a prática de carregar o seu instrumento junto, aquele amado e procurado ao longo de toda uma vida, o que também pode ser perigoso.

Depois do “11 de Setembro” a nóia gringa chegou ao ápice e o Zimerman, numa dessas em que foi tocar na terra do Tio Sam, levava com cuidado na bagagem o seu caríssimo e delicado piano de cauda. O pessoal muito gente boa da alfândega encucou com o cheiro da cola do instrumento e, sim, destroçaram o bicho todo atrás de alguma bomba. Fico imaginando o barraco que o cara armou, um artista consagrado internacionalmente (tudo bem que polonês), se com ele foi assim, imagine com o Zé ninguém que baixou lá da casa do chapéu, como diria papai...

Então, nossa sociedade tem dessas coisas: mata, desmonta e devora; às vezes é por “acidente”, às vezes porque é assim mesmo que as coisas são. A maioria não protesta talvez porque se sintam afortunados, porque desta vez não foi a sua casa que caiu e porque infelizmente, vemos o escárnio ser muito mais comum do que a solidariedade. Vemos vidas serem desmontadas todos os dias impunemente, pode ser por inveja do sucesso, por mudanças “macro” nas políticas do país. Uma coisa hoje eu sei: nunca é “por acaso” cidadão.

Talvez por isso essas imagens do gatinho perturbaram o mundo (veja o video ), porque são cada vez mais raras as demonstrações de solidariedade, inconformismo e compaixão. Os atos perpetrados pelo ódio e pelo desejo de vingança, que destroem vidas e que passam impunes, são mais comuns do que a indignação e o respeito ao outro. É isso mesmo que você está aí pensando, eu também já senti essa dor na pele e, confesso, até hoje procuro um meio de poder a expressar, muitas vezes ela já esteve para além das palavras. De vez em quando ressurgem, como dessa vez em que eu vi um gatinho. Parece coisa de desenho: Eu acho que vi um gatinho...

quarta-feira, 19 de maio de 2010

COLUNISMO CULTURAL ELEKTRÔNICO

Aconteceu ontem a inauguração da reforma do Theatro Carlos Gomes com direito à estréia do novo piano Steinway & Sons num fantástico recital do russo Vadim Rudenko. Como não rolou um programinha com as peças tocadas, a maioria dos presentes socializava informação, porque, óbvio, tinha um bocado de pianistas lá. Alguns de nós sabíamos o autor das peças, mas não especificamente o título completo, resolvi divulgar por conta própria, pelo menos, as principais:

Mozart – Sonata para piano KV 311 (284c) em Ré Maior.

Chopin - Sonata Para Piano (Marcha Fúnebre) N° 2. Op.35.

Tchaikovsky – Suite Quebra Nozes (Provavelmente arranjo de Mikhail Pletnev).

Só o “Pas de Deux” dessa última obra já valeu ter ido ao Teatro, simplesmente de cair o queixo. Rudenko é um dos maiores pianistas que já passaram por aqui, o seu controle da dinâmica é de uma precisão fantástica, seu pianíssimo e a forma como caracteriza peças de períodos diferentes é admirável. Seria muito bom termos espetáculos desse nível por aqui com maior frequência. Estava por lá a maioria da nova geração de pianistas do Espírito Santo: Claudio Thompson, Cleida Lourenço, Patrícia Souza, Alice Nascimento etc...

***

Quem está na maior satisfa é o ator e autor Alvarito Mendes Filho que escreve para a Lektra informando que sua peça Os Gatos do Beco está em cartaz em Belo Horizonte numa montagem da Sport Play Produções e direção de Claudio Castanheira. O texto capixaba está conquistando o público infantil por lá, basta ver o que diz a crítica local:

“Baseado em história do escritor capixaba Alvarito Mendes Filho, o espetáculo parodia a trajetória dos Beatles: em uma grande cidade, quatro gatos sonham ser músicos e salvar o mundo cada um à sua maneira, apesar da hostilidade dos conservadores contra sua barulhenta música, e da dificuldade em agir em relação a seus sonhos. A solução que os gatos do beco enfrentam para a dificuldade em conduzir seus projetos também passa pela ideia do encontro: é em sua música que eles vão ser bem-sucedidos na luta política ou existencial. Enquanto houver cores, gatos músicos ou crianças capazes de um olhar poético sobre a realidade, ainda temos um futuro diante de nós.” Fonte: http://www.divirta-se.uai.com.br

Aconteceu no último dia 16 de maio a terceira edição da tradicional festa “Polentino e Minestrina” que celebra, entre outras coisas, a cultura italiana no município de Cariacica. O evento contou com várias atrações, envolvendo em sua programação cultural o Sétimo Festival de Danças Folclóricas e o Nono Encontro de Corais de Cariacica. Participando do encontro de Corais esteve o tradicional Coral ArcelorMittal Tubarão, regido pelo maestro Adolfo Alves desde 1986, que em seu repertório traz canções eruditas e populares, inclusive do folclore capixaba, resgatando e divulgando as raízes musicais de nossa terra.


Sorry periferia de excluídos informacionais, mas na atual sociedade elektrônica da informação tudo se sabe de cultura. E ademan que quem fica parado é poste de propaganda. Hein?