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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

ENCONTRO COM A SÉTIMA ARTE

O cinema é uma arte muito amada e popular desde a sua criação. Inventado pelos irmãos Lumière em Paris, o cinema hoje tem mais de um século de história e nesse período passou por inúmeras transformações: de mudo para falado, de preto e branco para colorido, da película para o digital e o atualmente popular 3D. O nome veio do “cinematógrafo”, o primeiro equipamento usado para filmar e fazer projeções.

Com a peculiar necessidade humana de classificar as coisas e o costume de escritores e jornalistas tomarem mão de eufemismos para enriquecer seus textos, tornou-se muito comum denominar o cinema de “a sétima arte”. Segundo consta na Wikipédia: “O termo foi estabelecido por Ricciotto Canudo no ‘Manifesto das Sete Artes’, em 1912 (publicado apenas em 1923)”. E, ainda segundo a Wikipédia, as demais artes estariam classificadas da seguinte forma:

    1ª  Música (som);
    2ª  Dança/Coreografia (movimento);
    3ª  Pintura (cor);
    4ª  Escultura (volume);
    5ª  Teatro (representação);
    6ª  Literatura (palavra);
     Cinema (integra os elementos das artes anteriores mais a 8ª e no cinema de animação a 9ª).

Outras formas expressivas também consideradas artes foram posteriores adicionadas à numeração proposta pelo manifesto:

    8ª  Fotografia (imagem)
    9ª  Desenho Animado (cor, palavra, imagem)
    10ª  Jogos de Computador e de Vídeo;
  11ª Arte digital (artes gráficas computorizadas 2D, 3D e programação).

Existem outras listas que incluem, por exemplo, a arquitetura e também a televisão, mas o cinema segue realmente soberano influenciando gerações e até mesmo contribuindo para ciências como a antropologia ou a própria história. Existem documentários que nos permitem até hoje ter uma ideia bastante exata do fascínio das massas, num só exemplo, por Adolf Hitler, como foi registrado por Leni Riefenstahl.

A formação de um artista é algo subjetiva e pressupõe o ensino adequado, específico e competente de sua arte. Porém, a maioria dos grandes e consagrados ícones da área afirma ser fundamental que o aluno tenha também uma boa ideia, ao menos introdutória, sobre todas as outras formas de expressão artísticas. Os exemplos dessa prática são inúmeros, vide o belíssimo filme francês “Todas as Manhãs do Mundo” em que o professor Sainte Colombe leva seu aluno de viola Marin Marais a conhecer o atelier de pintura de um amigo. Lá inúmeras comparações são feitas e paralelos traçados entre a arcada da viola da gamba e a pincelada do óleo sobre a tela.

 
Dentro desse espírito de introdução à sétima arte e de acesso democrático à cultura, o projeto Canto na Escola promoveu esta semana o último passeio de 2012 levando seus alunos a uma divertida sessão de cinema. São crianças e adolescentes da Serra-ES que raramente têm a oportunidade – se é que muitos já a tiveram – de assistir a um filme numa sala de exibição cinematográfica. O passeio aconteceu no Shopping Laranjeiras e, como nem tudo é perfeito, a “película” escolhida por todos foi o capítulo final da saga “Crepúsculo”. Entretanto, a diversão - objetivo básico da iniciativa - foi garantida, com direito a refrigerante e pipoca para todos.

 
O projeto Canto na Escola atualmente atravessa um período crítico em sua história - por ironia, tão elogiada pela mídia neste ano de 2012. Em dezembro tem fim o apoio de seu principal parceiro, a ArcelorMittal Tubarão. Toda a comunidade está apreensiva perante a probabilidade desse retrocesso, simplesmente porque, não havendo mais o Canto na Escola no ano que vem, em torno de 300 jovens ficarão novamente excluídos do ensino da música com qualidade. Nesse momento acontece a tentativa de sensibilizar a futura gestão da Prefeitura da Serra no sentido de viabilizar o mínimo para manutenção do projeto, afinal um interesse do poder público.

Não é nossa intenção fazer comparações sensacionalistas ou seguir o raciocínio lugar comum relativo a esse tipo de ação cultural. Porém, no amor à música e na guerra à ignorância vale tudo. Sabemos muito bem, e a mídia eventualmente retorna ao assunto, que um apenado custa muito mais ao Estado (aproximadamente o triplo) do que um aluno na escola normal; dentro do projeto Canto na Escola custa ainda bem menos. Meditemos então no efeito e na importância dessa ação através do depoimento publicado em nosso blog por Lucas Pereira de Queirós:

“Parabéns por esse lindo projeto, que tive a honra de participar por nove anos desde quando não tinha o nome de Canto na Escola ainda. Tenho certeza que grande parte do meu caráter, cultura e conhecimento de mundo foi formado por vocês. Se o Canto na Escola abrangesse muito mais escolas, principalmente em bairros periféricos o custo que o Estado tem para manter centro de recuperação para menores infratores seria bem reduzido”.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

PROJETO CANTO EM TODOS OS CANTOS ENCERRA TEMPORADA

 
O próximo dia 28 de agosto (terça-feira) marca o encerramento do Projeto Canto em Todos os Cantos. Aprovado pela Lei Chico Prego e com apoio cultural das empresas ArcelorMittal Tubarão e Mangesita, o projeto é uma iniciativa do Instituto Todos os Cantos com o objetivo de difundir a prática de canto coral nas comunidades. Foram contempladas com apresentações gratuitas as comunidades de Boa Vista, Eldorado, Serra Sede, Castelândia, Jacaraípe, Novo Porto Canoa, Novo Horizonte, Feu Rosa e a última será na Casa do Congo, Serra-ES.  

Coral ArcelorMittal Tubarão na Igreja Matriz, Serra Sede.

O resultado deste projeto pode ser sentido com o despertar do interesse nas comunidades pelo ensino de música e com novos convites para apresentações. O antigo vínculo que alia o canto coral e a religiosidade proporcionou uma integração perfeita entre os corais e a platéia. Muitos não se atentam para certos detalhes, mas a acústica dos templos religiosos é milenarmente preparada para essa forma musical e fazem suavemente ecoar as doces vozes pela nave da igreja até suas abóbadas elevando o espírito e alegrando o coração.

Elias Salvador regendo o Coral Canto na Escola na igreja do bairro Eldorado

Outra importante conquista do projeto foi o de abrir espaço para os jovens cantores em sua própria cidade. É o caso desta última apresentação do projeto Canto em Todos os Cantos que traz o coral formado pelos alunos do projeto Canto na Escola, Novo Horizonte, com regência da professora Monalisa Toledo. O grupo vai se apresentar durante a 12ª Exposição Tradição e Folclore que marca a abertura oficial do calendário da Casa do Congo Mestre Antônio Rosa em comemoração ao mês do Folclore e aos 12 anos deste importante espaço cultural na Serra-ES.

Adolfo Alves regendo o Coral ArcelorMittal Tubarão na Igreja São Pedro em Jacarípe.

Concerto de Encerramento do projeto Canto em Todos os Cantos
Apresentando o Coral Canto na Escola
Lugar: Casa de Congo Mestre Antônio Rosa
Dia 28 de Agosto de 2012, às 19 horas.
Endereço: Rua Cassiano Castelo, 22, Serra Centro.
Email. museuhistorico@serra.es.gov.br
Telefones: 27 3251 6636 ou 3251 4850


quinta-feira, 26 de julho de 2012

GABRIELA MOREIRA: PAIXÃO PELA DANÇA

Entrevista com a bailarina Gabriela Moreira, 19 anos, em 26 de julho de 2012. Professora da turma de Balé do projeto Canto na Escola no bairro Barro Branco, Serra-ES. O projeto tem apoio da empresa ArcelorMittal Tubarão e é coordenado pela maestrina Alice Nascimento. 

O depoimento de Gabriela demonstra, de maneira tocante, vívida e emocionante, a importância das ações desenvolvidas pelo Instituto Todos Os Cantos e outras instituições voltadas para os projetos culturais.

ITC: Gabriela você começou a participar de projetos sociais desde pequena não é?

Gabriela: Sim, desde os nove anos que foi no Arco Íris (atual Instituto João XXIII), aqui no Itararé mesmo (Vitória-ES).

ITC: E como é que isso começou? Sua mãe que ficou sabendo, você nem lembra não é?

Gabriela: Não, eu lembro! Eu é que fiquei sabendo na escola, mas não me interessei; não dei meu nome, nem nada. Aí de tarde eu fui na casa de uma amiga que falou que ia e me chamou pra ir junto e eu fui. Inclusive eu fui de intrusa, meu nome nem tava lá. Minha primeira aula foi com Alice (Nascimento), eu lembro até hoje. E nisso eu fiquei lá até tarde, quando voltei levei o maior esbregue da minha mãe porque não tinha avisado. Depois eu pedi pra ela ir lá, que eu tinha gostado e tal, aí sim ela foi.

ITC: Quando você soube do projeto na escola, por que você não se interessou em participar?

Gabriela: Porque eu nunca tinha feito, não tinha conhecimento de nada, para mim aquilo era alguma brincadeira. Quando fui no primeiro dia e vi que era aula mesmo de coral, aula de flauta e de violão é que eu me interessei.

ITC: Você já tinha vontade de aprender música ou algo assim?

Gabriela: Não, nunca tive vontade.

ITC: Mas aí, quando conheceu você quis...

Gabriela: Sim, aí eu falei que queria. E entrei pras três oficinas oferecidas na época, isso foi em 2003.

ITC: E a dança?

Gabriela: Meu primeiro contato com a dança também foi lá dentro do Instituto (Arco-Íris). No ano de 2004 anunciaram que ia ter uma oficina nova, de balé, com a professora Liviane Pimenta e eu me inscrevi. Eu sempre achei bonita a dança, mas nunca tinha tido nenhuma convivência, então comecei as aulas de balé e gostei. Não era aquele balé assim tão rígido e cobrado como as aulas que tenho hoje, mas era balé, a gente ensaiava e fazia apresentações. E eu me interessei mais do que as outras oficinas, mesmo gostando, porque depois vieram de percussão, teatro, e eu entrava em todas, mas a que eu mais gostei foi a dança mesmo, o balé. E aí eu fui ganhando destaque, fui descobrindo que tinha jeito praquilo. Eu me destacava porque queria fazer aquilo, eu sempre me empenhava, não estava ali porque não queria ficar em casa, eu queria mesmo dançar e continuei. 

Gabriela e sua turma de dança.
ITC: Você disse que “naquela época o balé não era tão rígido quanto o que eu faço hoje”. O que você faz hoje?

Gabriela: A história toda foi assim: teve um ano em que eles cortaram o balé do projeto Arco-Íris e eu senti muita falta, mas então entrou a oficina de vivências corporais que também era dança, só que popular e contemporânea (Com a professora Danubia Aires). E eu gostei também, conheci esse outro lado, descobri que gosto da dança no geral, mas falei pra Danubia que gostaria de continuar estudando balé e ela me falou das aulas que tinham na Fafi (Escola FAFI da Prefeitura, fica no centro de Vitória), mas que tinha prova, audição pra entrar e que era muito difícil. E minha mãe não ligava muito pra esse tipo de coisa não, tanto que minha inscrição na Fafi foi a primeira vez que eu andei de ônibus, sozinha, na minha vida - eu tinha doze pra treze anos – porque era uma coisa que eu queria muito. Liguei pra Fafi pra descobrir quando abriam as inscrições, fiquei ligando durante o final do ano, e a Danubia também estava me ajudando, descobriu o dia e me avisou. Fui eu e mais duas amigas lá na Fafi e ficamos meio perdidas, aí a Bianca (Corteletti, na época a coordenadora da Fafi) veio e me perguntou: “Tá, mas você quer fazer balé pra quê? Porque aqui a gente tem o balé pra quem quer fazer por hobby e temos o que é de formação mesmo”. Aí falei com a maior determinação que queria o de formação, que eu queria ser bailarina.

ITC: Quantos anos você tinha mesmo?

Gabriela: Doze! Aí ela falou “Então tá Gabriela” e me deu uma ficha de inscrição e foi a maior confusão nesse dia porque eu não tinha levado foto nem nada, a minha sorte é que meu pai trabalha perto da Fafi e peguei dinheiro com ele, rodei o centro, tirei foto e foi essa correria. Aí fiz minha inscrição, marcaram o dia do teste, eu fui e quando voltei pra pegar o resultado tinha passado. Foi uma pena que minhas amigas não conseguiram, mas eu fiquei muito feliz que passei.

ITC: Suas amigas estudavam também com você no Arco-Íris?

Gabriela: Sim, eram a Denise e a Ana Carolina. Só eu passei. E eu também continuei no Arco-Íris, ia pra lá quando não tinha aula de balé e nos espetáculos, nas apresentações eu sempre estava presente porque era um lugar que eu gostava muito de estar. E foi assim até 2009, tive aula de música, história da dança, balé contemporâneo, ponta, tudo, mas não cheguei a me formar pela Fafi. Eu recebi uma proposta, ganhei uma bolsa do Balé da Ilha e resolvi ir porque é uma escola muito boa, vamos dizer que os melhores bailarinos do Estado estão ali e eu não poderia deixar passar uma oportunidade dessas, fui graças a professora Patrícia Miranda que me dá aula até hoje.

Gabriela em ação com a turma do Balé da Ilha
ITC: E você nunca pagou por nada disso?

Gabriela: Não, nunca paguei para ter aulas.

ITC: E se você tivesse que pagar você acha que sua família teria condição?

Gabriela: Não, não teria não. Imagina se eu tivesse que pagar por figurinos, viagem. Porque eu sempre tenho que estar comprando meia calça, sapatilha, collant que é uniforme, coisas que gastam muito fácil para quem faz aulas todos os dias. Se, além disso tudo, eu ainda tivesse que pagar pelas aulas eu já teria desistido há muito tempo.  

ITC: Alice Nascimento te convidou no início do ano para dar aulas de balé no projeto Canto na Escola e como é isso pra você, a Gabriela agora estar ensinando para crianças que não têm condições como foi a sua própria história?

Gabriela: Eu nunca imaginei de estar dando aulas, o meu objetivo era dançar e daqui a pouco estar fora... Mas a gente vai vendo que essas coisas não são bem assim. Dar aula é para mim uma experiência nova, mas muito boa, estou gostando muito de passar o que eu aprendi e da forma como eu aprendi. Uma forma boa sabe? Não foi uma coisa mais ou menos. Eu ensino da mesma maneira que aprendi na Fafi e no Balé da Ilha e eu vejo que as crianças do projeto se interessam muito, eu me vejo no lugar delas. Se na época que eu comecei igual elas, no projeto, eu tivesse tido um ensino de mostrar o que é certo e de mostrar a realidade... Porque o balé exige muito, aquela coisa da técnica e da seriedade; e eu fico feliz porque elas se interessam.

Turma de Balé do Canto na Escola na apresentação de encerramento do ano passado.
ITC: Você acha então que você faz um trabalho mais sério do que o que você teve quando começou?

Gabriela: Sim.

ITC: Talvez porque você tem uma experiência de vida que aquelas pessoas que te iniciaram não tiveram.

Gabriela: É verdade. E hoje, assim, em festivais, em apresentações eu sempre encontro com a professora que começou me dando aula e fico muito feliz, porque ela não imaginava onde eu ia chegar.

ITC: Como saber não é? Quantas crianças você dá aula hoje no Canto na Escola?

Gabriela: Em torno de sessenta. É isso, são quatro turmas de quinze. Quem sabe no futuro eu também não me surpreenda e possa estar esbarrando com alguma destas minhas alunas. O que vai ser muito gratificante pra mim, por ter conseguido passar à frente o que eu aprendi.   

ITC: Se você não tivesse essa oportunidade o que você acha que teria sido da sua vida?

Gabriela: Sinceramente não sei, porque não me vejo fazendo outra coisa. Hoje em dia eu quero muito começar uma faculdade, quero dar continuidade ao estudo, mas não sei o que fazer (no Espírito Santo ainda não há ensino superior de dança). Eu não me vejo fazendo outra coisa, eu quero continuar dançando. Não adiante escolher um curso qualquer e empurrar com a barriga...

ITC: Quando você olha para sua comunidade, o lugar de onde você veio, aquelas suas amigas, por exemplo, que tentaram a prova junto com você e não passaram: o que aconteceu com elas? Elas se tornaram dançarinas?

Gabriela: Não, não... Hoje eu não convivo muito mais com elas, eu sei que trabalham no projeto Menor Aprendiz e estudam, eu acho, uma delas ainda estuda. Seguiram um caminho totalmente diferente do que eu faço.

ITC: A gente vê então que a oportunidade é dada, mas ela não é tudo. Tem que fazer igual você falou “Eu estou aqui porque eu quero e não porque cansei de ficar em casa olhando pra televisão. Eu quero dançar e vou perseguir o sonho.”

Gabriela: Sim.

ITC: E essa é a qualidade do verdadeiro artista, o artista tem que saber o que quer. Não dá pra ser mais ou menos artista, ou você é ou você não é.

Gabriela: É verdade.

ITC: Obrigado pela entrevista Gabriela.

terça-feira, 19 de junho de 2012

CANTO EM TODOS OS CANTOS TEMPORADA 2012!


ABERTURA DA TEMPORADA 2012 DO PROJETO CANTO EM TODOS OS CANTOS

No próximo dia 24 de junho (domingo) O Instituto Todos os Cantos - ITC dá início a uma série de apresentações de canto coral, o nome da iniciativa resume a idéia: “Canto Em Todos Os Cantos”. Serão dez concertos gratuitos ao longo dos meses junho e julho acontecendo em diversos bairros no município da Serra-ES, com apoio da Lei Chico Prego.

O maestro Adolfo Alves, superintendente do Instituto Todos os Cantos, explica que o projeto é importante porque o canto coral está na origem das formas musicais e ainda hoje, mais do que ontem, é uma maneira direta de envolver pessoas na criação e no prazer de fazer música. O objetivo é aproximar e despertar o interesse do público para essa prática transformadora que proporciona enriquecimento cultural, realização pessoal e inclusão social aos jovens de oito a oitenta anos.

Coros Participantes


Coral ArcelorMittal Tubarão, fundado e comandado há mais de vinte cinco anos pelo maestro Adolfo Alves. Grupo que já participou de festivais, encontros de coros e concertos com a Orquestra Filarmônica do Espírito Santo, apresentando obras de Haydn, Rossini, Mozart e Beethoven (Nona Sinfonia). Participou também por 16 anos dos tradicionais Concertos de Natal na praia de Camburi com astros da música nacional e levou sua arte a vários Estados do Brasil e em suas apresentações internacionais constam passagens por países como Argentina e Peru.

O Coral Canto na Escola é formado por alunos de uma iniciativa educacional que desde o início de 2011 proporciona ensino de música, violino, banda marcial e balé a mais de 300 alunos de escola municipais dos bairros Novo Horizonte, Barro Branco e Feu Rosa Na cidade de Serra. Participam da regência os professores Elias Salvador, Monalisa Toledo e Kyssila Teles Santana.

O grupo Algazarra foi formado no início de 2011 pela maestrina Alice Nascimento e agrega jovens talentos de toda a Região da Grande Vitória. O grupo desenvolve repertório que vai do popular ao erudito com coreografia e outras intervenções. Já se apresentou em grandes concertos com a Banda da Polícia Militar do Espírito Santo e estrelou a iniciativa que levou música natalina aos terminais do Transcol no final do ano passado.     


O primeiro a se apresentar é o grupo da casa, o Coral Canto na Escola será regido pelo maestro Elias Salvador abrindo a temporada, como já dito, no próximo dia 24 de junho (DOMINGO), às nove horas da manhã na Comunidade Eclesial de Base Santa Rita no bairro Boa Vista, na Serra.

SERVIÇO
Projeto Canto em Todos os Cantos
Concerto com o Coral Canto na Escola
Dia: 24 de junho de 2012 – 9h
Local: Igreja Católica de Boa Vista. Serra-ES
Rua São Jorge S/N
ENTRADA FRANCA
Informações: 27 9942 9087 & 3033 9010

domingo, 4 de dezembro de 2011

ÚLTIMAS NOTÍCIAS ELEKTRÔNICAS

Em função das fortes chuvas a agenda de apresentações do projeto Canto na Escola, divulgada recentemente, sofreu algumas alterações. O concerto com a Banda Sinfônica da Polícia Militar do Espírito Santo, que aconteceria hoje a noite (04/12) foi transferido para o próximo dia 07 de dezembro (quarta-feira) permanecendo inalteradas as demais informações: o concerto será na Praça da Igreja Matriz, Serra Sede, 19 horas.

E como a apresentação com a Banda da Polícia Militar passou para o dia em que aconteceria o concerto de confraternização e encerramento das atividades do Canto na Escola, a festa foi antecipada para o dia 06 de dezembro, no mesmo lugar e horário: Cerimonial Elegância, Avenida Brasil, número 1782. Novo Horizonte, Serra. Dezenove horas com Entrada Franca.

Pedimos desculpas aos nossos colaboradores e participantes, especialmente a patrocinadora ArcelorMittal Tubarão, por estas mudanças e imprevistos, esperamos que as mesmas não causem transtorno e que a chuva passe logo sem que traga mais riscos e prejuízos para as famílias do Espírito Santo. Nos momentos de dificuldade precisamos nos unir e com esse sentimento de solidariedade procurar fazer a nossa parte na construção de um mundo melhor.

***

O livro Da Capo: de Volta às Orígens da Orquestra Filarmônica do Espírito Santo, de autoria de Juca Magalhães, acaba de receber manifestação de apoio da Revista Concerto, a mais tradicional da música clássica no Brasil. Em breve a história de fundação de nosso principal grupo sinfônico estará à venda na loja CLÁSSICOS, da mais tradicional sala de concertos do país e uma das mais prestigiadas do mundo, a Sala São Paulo.

E na próxima segunda-feira (05 de dezembro), à convite da deputada Luzia Toledo, presidente da Comissão de Cultura e Comunicação Social da Assembléia Legislativa do Espírito Santo, Juca Magalhães estará falando do Livro Da Capo, detalhando aspectos de sua pesquisa, da trajetória do grupo e do cenário musical do Espírito Santo dos anos setenta para cá. A reunião acontecerá no Plenário Judith Leão Castelo Ribeiro, às 13 horas e 30 minutos.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

NOTÍCIAS DO CANTO NA ESCOLA

No próximo dia 04 de dezembro (domingo), sete horas da noite, a cidade da Serra abre as comemorações natalinas recebendo um grande concerto estrelado pela Banda Sinfônica da Polícia Militar do Espírito Santo, sob regência do maestro major Volmar Hoffmann e um coral infanto juvenil formado por 160 alunos do Projeto Canto na Escola, uma iniciativa do Instituto Todos os Cantos, coordenação da maestrina Alice Nascimento e patrocínio da empresa ArcelorMittal Tubarão.

A banda da Polícia Militar, fundada em 13 de setembro de 1840, é o grupo musical mais antigo em atividade de que se tem notícia no Estado, comemorando em 2011 176 anos de sucesso. Em 2004, após tantas décadas e apresentações memoráveis, a banda da PM teve sua importância reconhecida oficialmente sendo tombada como patrimônio histórico cultural do Espírito Santo.

O Projeto Canto na Escola está comemorando o seu primeiro ano de atividades musicais em quatro escolas dos bairros Novo Horizonte, Laranjeiras, Barro Branco e Feu Rosa, todos no município da Serra. São mais de trezentos alunos estudando música, participando de banda marcial e canto coral, tendo aulas de violino e balé.  O concerto acontecerá na Praça da Igreja Matriz, na sede do município da Serra.

***

E como parte das atividades educacionais e recreativas do Projeto Canto na Escola, todos os participantes, alunos e professores, vão realizar um passeio até Regência, no litoral de Linhares, para conhecer a base-mãe do Projeto Tamar no Espírito Santo, instalada em 1982. Essas atividades são fundamentais para a integração dos alunos e dos colaboradores do projeto, despertando a curiosidade dos jovens artistas e os conscientizando para a importância da preservação da natureza.

“O Projeto Tamar-ICMBio foi criado em 1980, pelo antigo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal-IBDF, que mais tarde se transformou no Ibama. É reconhecido internacionalmente como uma das mais bem sucedidas experiências de conservação marinha. Só para quem tem curiosidade: o nome Tamar foi criado a partir da combinação das sílabas iniciais das palavras tartaruga marinha, abreviação que se tornou necessária, na prática, por conta do espaço restrito para as inscrições nas pequenas placas de metal utilizadas na identificação das tartarugas marcadas para diversos estudos.” Fonte site do Projeto Tamar.

***

E no próximo dia 07 de dezembro acontece o concerto de encerramento do ano letivo 2011 do projeto Canto na Escola. A apresentação vai reunir os alunos das quatro escolas contempladas, seus familiares, representantes das comunidades beneficiadas e da patrocinadora do projeto a empresa Arcelor Mittal Tubarão. Essa iniciativa, além de promover a integração dos participantes como um todo, oportuniza aos jovens artistas dar mostra de seu talento e criatividade.  O concerto vai acontecer no Cerimonial Elegância. Av. Brasil, número 1782. Novo Horizonte, Serra. 19 horas. Entrada Franca.



quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Convite

Lançamento do livro "Da Capo - de volta às origens da Orquestra Filarmônica do Espírito Santo. Faculdade de Música do Espírito Santo, dia 11/11 (sexta-feira 20h). Os cinquenta primeiros a chegar ganharão um exemplar autografado pelo autor. 

O livro também poderá ser adquirido durante as récitas da Nona Sinfonia de Beethoven apresentada pela Orquestra Filarmônica do Espírito Santo nos dias 12/11 (sábado - 20h) e 13/11 (domingo - 18h) no Theatro Carlos Gomes. Centro. Vitória-ES






segunda-feira, 7 de novembro de 2011

A HISTÓRIA DA MÚSICA CLÁSSICA NO ESPÍRITO SANTO EM DOIS NOVOS LIVROS


No próximo dia 11 de novembro o pesquisador de história da música, Juca Magalhães, lança a segunda edição do livro “Da Capo”, única obra existente sobre a Orquestra Filarmônica do Espírito Santo - OFES. Na verdade o que vem a público agora é um livro sobre uma despretensiosa pesquisa publicada em 2003. Na Mesma ocasião será lançado também um livro inédito sobre a obra para piano do professor Alceu Camargo.

O texto original de “Da Capo” surgiu da necessidade de formatar a apresentação de um projeto para a Associação de Amigos da Orquestra, era bastante sucinto e pragmático, porém, cumpriu na época uma importante função. Hoje parece difícil acreditar, mas em 2002 não era possível encontrar documentos nem depoimentos que demonstrassem com clareza e segurança como e quando fora fundado o principal grupamento sinfônico do Estado.

Com a realização da pesquisa e o lançamento daquela primeira edição vieram palestras divulgando essa parte da história, abordando o universo da música clássica e sua trajetória no Espírito Santo. A prática das palestras levou o autor recentemente a integrar uma turnê nacional por cinco Estados do centro oeste e norte do País dentro do projeto “Música Barroca na Estrada”, mas nessa altura o “Da Capo” já se esgotara.

A iniciativa da segunda edição do Livro da Orquestra foi aprovada pela Lei Rubem Braga, obteve patrocínio da empresa ArcelorMittal Tubarão e ainda contaria com a adesão da Faculdade de Música do Espírito Santo e do Departamento de Imprensa Oficial – DIO. A FAMES tem tudo a ver com essa história, afinal, através do trabalho desenvolvido por seus professores, especialmente o casal Vera e Alceu Camargo, houve o início e o florescimento do trabalho com música sinfônica no Espírito Santo.

O pianista Claudio Thompson pesquisou a vida e a obra completa para piano do professor Alceu Camargo, até hoje inédita, e trará a público na mesma ocasião o resultado de sua dissertação de mestrado em práticas interpretativas – sub área piano - na Universidade de Santa Catarina. O nome do livro é Alceu Camargo, um homem a seu tempo. É um resgate importante da vinda desse paranaense para o Espírito Santo, que seria fundamental para a criação da Orquestra local.

Para essa nova investida na história da OFES foi realizada uma pesquisa bem mais abrangente fornecendo um panorama da situação social e política que fez da música sinfônica uma demanda cultural do capixaba e também uma investigação mais profunda com relação à atuação de algumas personalidades dentro desse processo. Ajuda muito importante nessa nova abordagem do tema veio através do maestro Vítor Marques Diniz, que não fora possível contatar na primeira edição da pesquisa.

O regente lusitano veio para Vitória através de convite de Beatriz Abaurre, então diretora da Fundação Cultural do Espírito Santo, sua chegada teve o efeito de um catalisador que reuniu potenciais musicais dispersos e proporcionou a criação, a partir de 1977, do Coro e Orquestra de Câmara da Fundação Cultural do Espírito Santo. Hoje aposentado o maestro Diniz reside em Campo Grande-MS, mas guarda vívidas lembranças de nossas terras o que valeu um tocante prefácio para a segunda edição do “Da Capo”.

O novo Da Capo contou ainda com a colaboração dos atuais maestros da OFES, Helder Trefzger e Leonardo Davi, na correção de algumas informações, do ex-regente Leonardo Bruno - que aproveitou para enviar uma mensagem aos capixabas - e do maestro Adolfo Alves autor do texto da orelha. Você vai se emocionar com a saga de criação do mais importante grupo sinfônico do Espírito Santo que, após vinte e cinco anos, comprova que o acesso à música clássica nasce de um claro desejo de inserção cultural e é uma conquista de todo povo capixaba.

Recuperando tempo: Da Capo (do italiano “da cabeça) ou D.C. é uma expressão musical que quando surge na partitura remete o intérprete ao início da obra, ou seja: tem o sentido literal da expressão: do início. E é essa a intenção dessas duas obras importantes que agora surgem e dialogam entre si: uma mais abrangente, outra mais específica, porém, ambas fundamentais para o resgate de nossa história musical. 

Reportagem anunciando a estréia da Orquestra e Coro de Câmara da Fames em maio de 1976

“Da Capo” De Volta às Origens da Orquestra Filarmônica do Espírito Santo
Alceu Camargo, Um Homem A Seu Tempo
Lançamento no dia 11 de novembro de 2011. Horário: 20:30 h
Local: Sala de Concertos Alceu Camargo
Faculdade de Música Maurício de Oliveira – FAMES
Entrada Franca – A Sala de Concertos tem capacidade para 160 pessoas.
Endereço: Avenida Princesa Isabel, 610. Centro – Vitória.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

EM HOMENAGEM AO DIA DAS CRIANÇAS


VEM AÍ O II FESTIVAL DE COROS INFANTIS DA SERRA

Pelo segundo ano consecutivo o Instituto Todos os Cantos vai realizar o Festival de Coros voltado para o público infanto-juvenil em comemoração ao dia das crianças.  Desta vez as oficinas e apresentações acontecerão no sítio histórico da Igreja e Residência dos Reis Magos, na cidade de Nova Almeida, na Serra. Espaço de excelente acústica e grande beleza das obras legadas pelos jesuítas ao Brasil, a obra foi completada e inaugurada em 06 de janeiro de 1580.

Nesta nova edição o Festival traz como atração principal a regente Maria José Chevitarese que irá ministrar um workshop de regência coral - abordando regência, afinação e técnicas de ensaio - e também reger ensaios com os coros participantes. Tanto o festival quanto o curso terão vagas limitadas, portanto é bom garantir já a sua inscrição.

Graduada em Regência pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ (1987), Mestre em Música Brasileira pela Universidade do Rio de Janeiro (1996) e Doutora em Psicossociologia de Comunidade e Ecologia Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2007). É professora da UFRJ e atua principalmente nas áreas de Arte e Cultura. Dirige os coralis Infantil da UFRJ e o Coral Brasil Ensemble-UFRJ.

O II Festival de Coros Infantis da Serra acontecerá nos dias 08 e 09 de outubro próximo com uma programação de oficinas de musicalização, história da música e contação de histórias no período da tarde e apresentações dos grupos participantes no início da noite. É uma oportunidade imperdível para os coralistas trocarem informações, mostrarem seu talento e fazerem novas amizades.

As inscrições para o Festival são gratuitas, no final de cada dia haverá a formação de um grande coro com apresentação de duas “canções tema”, cujas partituras serão enviadas após confirmação da participação. A coordenação do Festival é da regente Alice Nascimento e conta com o patrocínio da Prefeitura da Serra, através da Secretaria de Turismo e Cultura - Lei Chico Prego e da empresa ArcelorMittal Tubarão.
  
II Festival de Coros Infantis da Serra
Oficinas a partir de 14 horas - Apresentações a partir de 18 horas.
Igreja dos Reis Magos – Nova Almeida. Serra-ES
Informações: 27 9814 9906 & 3225 0848