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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

IVAN LINS DIZ QUE LUAN SANTANA É GAY!

O que diferencia jovens de pessoas mais maduras são os pequenos detalhes, coisas bobas que se pesca no discurso, no entremeio das conversas. Eu como todo bom sagitariano sem o menor desconfiômetro tenho costume de dar foras com relação a essas coisas da vaidade com os anos que vão se acumulando em perdas e danos que vão se acumulando, enfim. Chamo os amigos, por exemplo, de “velhinho”, não tem nada de mais nisso, porém quando o faço com aqueles que têm mais de setenta rola um incerto desconforto social. Não se pode chamar um amigo desse naipe de “velhinho”. Tem que chamar de “meu garoto”.

Aliás, foi o Dodão quem me contou sobre esse negócio: disse que Luan Santana - que todo mundo hoje adora odiar, o que é uma injustiça com a Suzana Vieira – se apresentou no Criança Esperança e cantou a música “Um Novo Tempo” junto com o próprio “mala” do Ivan Lins. Não! Não me pergunte o que é que o velho Dodas - aquele metaleiro industrial realmente convicto - estava fazendo assistindo esse programa e ainda mais com a dupla supracitada (cujo?)

Mas aí disse que depois de Luan (Meteoro da Paixão) SentaMariaPintaEBorda assassinar aos berros grandiloqüentes mais uma canção brasileira (João Pimenta. Sic.) se desdobrou em elogios prenhes (cujo?) de orgulho por ter se apresentado junto com o “mala” do Ivan Lins. Esse, por sua feita-lho-por-que-quero-quero-tanto, disse – à título de elogio – que o referido cantor não é gay, e sim seria, em suas próprias palavras dele mesmo: “Um menino de ouro”. Dodão estava encafifado com uma pulga atrás dos dreads:

- Ué cara, todo mundo sabe que quando a gente diz que o cara “é um menino de ouro” a gente tá dizendo que ele é gay... Não é possível que Ivan Lins não soubesse.

- Como assim velhinho?

- Gay ué – como se eu tivesse obrigação de saber inclusive que ele assiste o Criança Esperança – menino de ouro é todo aquele que “se derreter dá um anel”. Após as tradicionais gargalhadas, veio a pergunta que não queria mais se calar:

- Será que o Ivan “mala” Lins, falou de propósito? - Isso (nós) nunca saberemos...

Me lembrou também de seu Edvaldo Calmon que eu não sei se era com V ou com W. Um senhorzinho que escrevia no Jornal da Cidade. Eu era criança ou pré-adolescente e lembro do seu Edvaldo dizendo que gostaria de ser jovem de novo, mas com a mesma cabeça que tinha já entrada nos anos. Um dia desses – durante ensaio da Enceradeira Eléktrica para mais um show secreto que será adiado com certeza - peguei meu velho amigo dizendo a mesma coisa. São os sinais dos tempos, entrando no amarelo para nunca mais voltar...

sábado, 6 de agosto de 2011

PASSANDO O FRIO COM UMA BRUSCHETTA QUENTINHA

Fazia um frio danado em Domingos Martins, agora deve estar ainda pior, eu sou um daqueles caras que ficou famoso por agüentar e gostar do calor na mesma medida em que as temperaturas geladas me deixam com tremeliques bate queixo de Aborígenes Lessa. Não é que eu não goste do frio, acho até bom pra variar do tradicional bafo escaldante de Vitória, mas no final tenho que admitir: eu não suporto bem essa parada.

“Coisa de pobre!” Comentou um rapazinho muderno que vestia um longo sobretudo cinza chiquérrimo e um estrondoso tênis amarelo laranjada artificial, cuja (cuja?) cor torna-se interessante quando dita com sotaque de quem usa dentadura: lharanjhada. A mais de cem metros de distância dava pra sentir seu perfume. Nada discreta, a bunita. Não liguei pra provocação, até acho interessante, afinal as pessoas entram para a estória, inclusive esta, da maneira que conseguem, não é verdade?

Chegou uma hora que meus pés começaram a doer em algum lugar lá por dentro dos ossos, talvez também pelo cansaço de ir e vir pra cá e prá lá desde o meio dia e eram já três da manhã. Fora de casa, fora da rotina, sem hora direito pra comer ou dormir a cabeça entrou numas de não desligar mais, daí você não descansa e no dia seguinte tem tudo outra vez, quer dizer, é diferente, mas o tempo e o frio: germânicos que nem nazistas, eles não negociam cara.

A chuva começou a cair no sábado e não nos ajudou em nada, embora os lavradores estivessem achando bom: já reparou que tudo que pode ser ruim também pode beneficiar alguém e vice-versa? Eu nem levara um guarda-chuvas, não pensei que fosse precisar, não conseguia me lembrar de ter visto chuva em Domingos Martins em outra ocasião. E agora estavam lá aquelas nuvens vagas e difusas repousando preguiçosas sobre a mata das montanhas que circundam a cidade.

Fui tomar uma cerveja longe da galera, não queria ser um mau exemplo pra ninguém, nem tampouco passar a madrugada naquela friaca completamente de careta. Comprei um latão de Skol quase fora da muvuca e, apesar de ser o único - fora os seguranças - que vestia terno, duas moças locais puxaram conversa comigo. Logo danaram a reclamar da programação dizendo que não era interessante pros jovens. Daí argumentei: mas o que vocês queriam? O Rest-argh-t? Não souberam me dizer. Ah! O vinho cru das montanhas, a sombra das raparigas em flor...

Na Pousada Azul, onde eu estava muito bem hospedado toda manhã rolava uma “bruschetta”. Pode rir. Quem não acharia o nome desse quitute engraçado? Aliás, a cena inteira era propícia a piadas. No café da manhã, um frio do cacete, vinha Dona Lucinda, aquela mãezona, falar: Juca você quer comer uma bruschetta quentinha? Well Boris, considere que minha mulher tinha ficado lá em casa né? Portanto, como me negar a comer uma bruschetta quentinha na pousada da Dona Lucinda? É como dizia Rita Lee: Ninguém é de ferro, mas meus nervos são de aço...

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

EM DIA DE LUTO PARA O CAPIXABA CHEGA AO FIM A COTAÇÃO DO CAFÉ!


Acaba de explodir como uma bomba a notícia do fim oficial da "cotação do café" nos telejornais capixabas(!) A notícia foi confirmada na tarde de ontem por fontes palacianas - do Palácio do Café - e setores da grande mídia.

“Foi a decisão mais sábia a ser tomada”, afirmou fonte ligada à uma das maiores empresas de telecomunicações do Espírito Santo. O jornalista que não quis se identificar disse que após ser anunciado o fim do humorístico Casseta e Planeta muita coisa deve voltar a fazer sentido na televisão brasileira e que a Cotação do Café já não correspondia aos anseios da família capixaba. “Esperamos ter saído por cima”, afirmou encerrando sua declaração inesperada.

Alguns integrantes dos programas Zorra Total, Balanço Geral e A Praça é Nossa manifestaram solidariedade aos empresários do setor cafeeiro, destacam porém que com o advento da Internet, a cotação pode muito bem ser acompanhada online em qualquer lugar do Estado e que repetir pequenas variações da mesma informação toda semana é coisa impensável para a velocidade das mídias atuais. As entidades de classe ficaram indignadas com a argumentação e polemizaram perguntando se os mesmos não assistiam aos próprios programas.

Os músicos também foram pegos de surpresa com a notícia, alguns comentaram consternados que isso jamais poderia acontecer justamente no ano do centenário de Noel Rosa, poeta magistral que cantou a política do café com leite. Robertinho, Presidente da Mocidade Unida da Glória, lamentou o fato e lembra que o café foi o tema escolhido pela escola em 2006 com o samba enredo: “Quente como o inferno, puro como um anjo, doce como o amor… Quem vai provar? Quem vai querer? Eu sou o café e meu banquete é para você”. Lembrando que esse é apenas o título da canção...

O capixaba ficou passado entre o futuro e o presente, mas a população comenta o caso com bom humor. A estudante de gastrofisioterapia natural, Quimelda Marcos lembra que a “cotação” das sacas de café era o único momento em que seu tio, um pequeno produtor rural, conseguia fazer piada com a própria pobreza. E acrescenta lenha à fogueira das vaidades: primeiro acabaram com as colunas sociais, perdemos até o Wesley! (pausa indignada) Agora é o fim da cotação do café. O que virá depois?

Essa é uma pergunta que só o tempo poderá responder...

Certamente a Cotação teve momentos marcantes na história recente do telejornalismo capixaba, mas será que ela era realmente necessária? Enquanto a pergunta que não quer calar ainda reverbera e causa polêmica, nos despedimos lembrando com carinho da velha narração inesquecível: “cotação do café Arábica tipo 6 bebida dura com até 12% de umidade e do Conilon tipo 7 com até 13% de broca e 10% de umidade, a cento e setenta e três reais a saca.”

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

LIBERDADE PRA DENTRO DA CASSETA


NOS TEMPOS DA CASSETA LÚDICA

Já se disse aqui que a morte de uma pessoa não pode ser motivo de graça para ninguém, maior baixo astral isso. Porém, podemos nos lembrar daqueles que se vão por tudo o que fizeram e até pelo que de engraçado a sua figura nos remete. É o caso do recém falecido Romeu Tumba, alvo freqüente de brincadeiras dos humoristas em sua fase ultra linha duralex quando chefe da temida Polícia Federal.

Ora, em tempos em que se fala cada vez mais em discriminalização da maconha para consumo pessoal fica um pouco difícil imaginar o medo danado que a comunidade doidona tinha antigamente de “bailar com a Federal”, quando corriam os anos de chumbo e a pós-ditadura. O ícone máximo da repressão aos doidarássos era o referido Tumba, tanto que o pessoal da Casseta Popular - revista de uns caras que muito antigamente faziam humor - publicou a propaganda que segue abaixo...

 
NUM FICOU BONITO NÃO, HEIN?

E o humorista Laerte que agora entrou numas de se vestir de mulher? A reportagem tá na página de moda do IG como se fosse assim, uma parada muito normal do dia a dia de qualquer um, tipo qual a dificuldade de se vestir de mulher? Despido completamente de preconceitos a única coisa que tenho a dizer é: a maior dificuldade pro cara deve ser encontrar os amigos e agüentar na boa as crises de riso...



TOPA TUDO POR DINHEIRO

O programa Super Pop é um daqueles raros casos em que é tão ruim que acaba ficando engraçado. Tinha ontem lá garotas que fizeram filmes pornôs e se arrependeram, debatendo com garotas que continuam fazendo e ainda acham a parada bacana. A mediação era feita por um pastor da Assembléia de Deus com, digamos assim, intervenções de um rapaz de camisa rosa. Lá pelas tantas chegaram à conclusão que tudo era prostituição: inclusive vender o corpo (!) Só faltou levantar a lebre de transar com ídolo de rock, engravidar e virar celebridade...


terça-feira, 26 de outubro de 2010

AMNÉSIA ALCOÓLICA


VOCÊ É QUE BEBEU POUCO

Rita Cadillac abriu o coração no programa do Abujamra (publicado no Gazeta Online)

"Resolvi fazer cinema pornô depois dos 50 anos porque a Rita Cadillac não tem mais estrada para percorrer. Aqui no Brasil, o passado não se faz presente, ninguém respeita. Já fiz muita chanchada, sabe? Eu achei que fosse mais ou menos aquilo. Mas quando o diretor falou: 'Rita, agora vamos começar as cenas de sexo', a ficha caiu. Para fazer as cenas eu bebia muito, mandava três ou quatro garrafas de champanhe sozinha."

Imagina quantas garrafas de sabe-se-lá-o-quê os, digamos assim, atores que contracenaram com ela não tiveram que tomar...

MANDOU MAL

No último domingo o programa Pânico, pra variar, mandou pesado no humor negro. Num quadro a “Marília Gabi Herpes” entrevistava o Capitão “No Cimento” e este explicava que o carioca já está acostumado com as balas perdidas no Rio de Janeiro, é coisa que entra por um ouvido e saí pelo outro...

O PASSADO NÃO SE FAZ PRESENTE

Revi ontem Hollywood or Bust, último filme da dupla formada por Jerry Lewis e Dean Martin. A beleza estonteante de Anita Ekberg ajudou bastante a enfeitar o cenário, Anita era linda como uma deusa, tem muitas fotos dela circulando pela Net para nos lembrar que o tempo passa e, contradizendo a filósofa Rita Cadillac um pouco mais acima: As vezes era melhor ficar só no passado mesmo.


sexta-feira, 20 de agosto de 2010

QUINTETO DE VIOLÕES NO SOL DA TERRA!

Essa é uma rapidinha cultural que eu recomendo com força e com vontade a felicidade há de se espalhar por toda eternidade... e límpido! #RadioVanusa. Meu amigo Fabiano Mayer vai tocar hoje (20 de agosto) com seu quinteto de violões no tradicional Restaurante Sol da Terra. Ninguém é obrigado a saber, mas esse espaço refeitórico é especializado em comida natural, dita vegetariana. Isso mesmo: sem frango, nem peixe, nem outras frutas (ui) do mar.

Falando nisso lembrei duma piada que me contaram sobre o doutor Marco Ortiz, proprietário do restaurante, que não sei se é verdade. Essa figuraça do meio podicrer local de vez em quando protagoniza algumas lendas urbanas, a história é a seguinte:

Nessa onda natureba Marcão e a esposa colocaram uma pá de filhos no mundo, hoje os meninos já estão grandes, alguns até trabalham no restaurante. Diz-se então que um dia estava a mulecada toda reunida tocando o zaralho na pequena rua em frente ao Sol da Terra, pontinho maneiro no centro da ilha, pertinho do parque Gruta da Onça. Marcão, curtindo a confusão, se misturou com os meninos e trocou idéia numa bôa, quando não voltou a ser criança: em pouco tempo sentia como se tivesse novamente quinze anos. Lá pelas tantas um dos guris, a fim de elogiar sua desenvoltura - certamente diferente da maioria dos adultos, comentou:

- Pô seu Marcão, o senhor até que é um coroa gente boa hein? - Mal despejado do mundo dos sonhos juvenis e acostumado a apertar o calo dos outros, o célebre mago retrucou à altura, no ponto onde a nóia fala mais alto à essa faixa etária:

- Qualé mermão, quê coroa o quê? Eu tenho idade pra ser teu namorado rapá!


quarta-feira, 28 de julho de 2010

AO INVÉS DA SOUZA-CRUZ: CRUZ E SOUZA!

Minha irmã Milla me escreveu lá do Texas dizendo que “não se clorofórmis" (Saravá Mussum!) com o avantajado da minha calvície, daí lembrei aquela musiquinha do Chacrinha: “Nós, nós os carecas entre as mulheres somos maiorais (...) é dos carecas que elas gostam mais!”


Ninguém precisa de um punhado de cabelos a mais para se realizar na vida, é como os meus óculos e a barriguinha saliente... Eu quero é seguir vivendo desse jeito relaxado e hedonista que escolhi, pois é, preferi ser um mau exemplo.


Aliás, só pra me contradizer, estou para lançar uma campanha anti-tabagista de cunho simbolista. Embora seja um tanto quanto intelectual, acho que pode pegar:


Ao invés de você investir na Souza-Cruz, (fabricante de cigarros)

por que não conhecer o Cruz e Souza? (célebre poeta simbolista) Segue um de seus poemas:


***


Há certas almas vãs, galvanizadas

De emoção, de pureza, de bondade,

Que como toda a azul imensidade

Chegam a ser de súbito estreladas.


E ficam como que transfiguradas

Por momentos, na vaga suavidade

De quem se eleva com serenidade

Às risonhas, celestes madrugadas.


Mas nada às vezes nelas corresponde

Ao sonho e ninguém sabe mais por onde

Anda essa falsa e fugitiva chama...


É que no fundo, na secreta essência,

Essas almas de triste decadência

São lama sempre e sempre serão lama.


***


Eita! Viu só que coisa mais “cena local” no poema do cara? Fala da (Rua da) Lama e da triste decadência, dá até vontade de parar de fumar mesmo, aliás, eu oficialmente nem sou fumante.


Ontem recebi aqui em casa a repórter Déborah Sathler da TVE - Programa Espaço2, e fizemos uma longa entrevista sobre O Livro do Pó. Estou dando início a uma série de palestras de divulgação às quais dei o nome de "Por Dentro do Livro do Pó". Vou fazer a primeira na outra sexta (dia 06 de agosto), 19 horas, na Biblioteca Pública Estadual – Levy Cúrcio da Rocha. É uma boa oportunidade para vocês que querem saber mais sobre o BRock anos 80 e como fiz para trazer esse Livro às prateleiras do mundo.


Já engatando aqui uma segunda: estou aceitando convites de outras instituições públicas ou privadas para levar gratuitamente esta palestra a quantos possa interessar. É só me chamar que eu vou, violãozinho embaixo do braço e um monte de histórias bacanas pra contar. Apesar de toda doideira O Livro do Pó tem um cunho muito pé no chão e pode ser uma boa oportunidade de se discutir, especialmente com os mais jovens, problemas como consumismo, as ilusões do mundo dos famosos, o uso das drogas e por aí vai. Peço aos amigos que me ajudem a divulgar. Não é desconstruindo o mundo que vamos ajudar a o melhorar: é, talvez, falando no assunto:


RESUMO ELEKTRÔNICO:

Por Dentro do Livro do Pó

Dia 06 de agosto de2010 – 19 horas

Biblioteca Pública Estadual Levy Cúrcio da Rocha.

Avenida João Batista Parra, 165 – Praia do Suá – Vitória – ES

Tel.: (27) 3137-9351 / (27) 3137-9349

Juca Magalhães: 27 9942 9087 & 32250848

domingo, 13 de junho de 2010

PARA ENTRAR NOS ANAIS DA HISTÓRIA... NOT!

Daí que eu, que não sou mão boba nem nada, assisto de vez em quando ao Pânico na TV. Acho relaxante aquelas Panicats sorridentes e rebolativas, parece que têm Mal de Parkinson na buzanfa, é o mesmo efeito de ficar olhando para peixinho no aquário. Mas o que eu queria comentar era sobre a vinda aqui nas terras Botocudas do humorista desse programa de gosto assaz duvidoso, o Christian Pior, aquela bicha má! Sabe quanto é o ingresso cidadão? Cinquenta paus! Cinquentinha na promoção, aproveita e leva a patroa junto.

Não dá, né? Eu não pago. Não é nem desmerecendo o trabalho do “artista”, é que eu acho mais importante valorizar o investimento de meu rico dinheirinho. Olha, no início do ano veio aqui o Marcelo Mansfield, um super humorista, o famoso “Seu Merda” da Terça Insana. Sabe quanto era a entrada? Dez Reais. Não bastava esse outro do Pânico ser uma opção “Pior”, tinha que ser cinco vezes mais onerosa? Simplesmente não faz sentido. Só faltava trazer de novo aqueles dois malas pra ficar gritando Antoooonio Nunes na Praia da Costa e dizendo a todo momento que estavam em Vitória. Huauhauhauha!

Bom falando em humoristas, gays e comédias, estreou ou está para estrear o novo filme do Jim Carrey, película que aqui no Brasil ganhou o título de O Golpista do Ano. Curioso porque dois anos atrás (olha a cocofonia) Estava em cartaz um filme semelhante com Richard Gere que tinha o título de O Vigarista do Ano. Não entendi nada, o título original é “Eu Te Amo Phillip Morris”, mas como é uma história gay, pode ser que os tradutores estivessem tentando fazer uma piadinha de mau gosto, ou dando uma forcinha para os produtores de filmes pornôs: O Vigarista do Anus, ou algo que o valha...

É uma comédia de humor negro que em todo momento periga descambar pro drama e fica assim “no vai e vem dos seus quadris”. Tem muitas cu-curiosidades nessa história, mas uma das principais para nossotros patropis fica por conta da presença de Rodrigo Santoro no elenco, dessa vez falando algumas frases inteiras, soltando até palavrão (fuck!). Certamente escalaram o rapaz por sua brilhante (not) participação em Carandiru como um travesti, quem aí não se recorda?

Enfim, estejam avisados. O Golpista do Anus é muito engraçado para quem tem espírito para a coisa... E tire as crianças de perto da televisão... Se bem que, hoje em dia... Se bobear, não é? Panus rápido! Alôka!