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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

SÉRGIO BLANK LANÇA EDIÇÃO DE SUAS OBRAS COMPLETAS!

Olha, desde que o Grilo Falante ficou chateado com um texto meu que ando até com medo de falar mais pessoalmente a respeito dos meus amigos aqui na Letra Elektrônica, mas vou arriscar outra vez. É que o poeta Sérgio Blank vai lançar um livro reunindo toda sua obra e me ligou hoje convidando para comparecer. Na hora me veio a lembrança daquele livro reunindo textos sobre música que abre com uma história ótima de Adolfo Oleare... Já falei com ele para voltar a escrever, mas que nada.

Conheço o escritor Sergio Blank, o popular Nonô, - o apelido eu explico daqui a pouco (será que ele vai ficar chateado?) – desde os píncaros dos anos oitenta, quando Cazuza e Fred Mercury ainda eram vivos e tudo o mais. Ele era amigão de minha irmã mais velha, a hoje cidadã paulistana e doutora psicanalista Fernanda Carlos de Souza, née Magalhães, como diziam antigamente nas colunas sociais.

Sergio era o amigo poeta de Fernanda e freqüentava nossa casa e, conseqüente ou inconsequentemente, os roques amalucados daquela época. Minha irmã tinha uma coluna sobre cultura no Jornal da Cidade que era muito legal e estilosa chamada “Vovó Volúpia”, eram, portanto, confrades nas letras, numa época em que eu era um roqueiro abilolado ávido por fazer trocadilhos com tudo o que fosse.

Lembro que Sérgio Blank tinha dois livros de poemas na época – se tinha outros eu não sei - o “UM,” e o “PUS”, este último logo me dei o direito, tomei a “liberdade poética” digamos assim, de acrescentar os “sinônimos” “botei e coloquei”. Sérgio ficava horrorizado com minhas tiradas bobocas e aí, como geralmente acontece aos patetões, é que eu achava mais engraçado...

Tá legal, o apelido de Nonô era porque nós éramos jovens, moradores de uma ilha de verão escaldante que dura quase o ano inteiro (menos o atual e curioso 2011), com muitas poucas opções de lazer além da praia. E o Sérgio ostentava uma pele mais branca do que a daquele menino do filme Crepúsculo depois de tomar seu coquetel de aguarrás. Além de tudo o rapaz era magro, loiro do cabelo quase branco e gostava de se vestir de preto. Daí alguém, sei lá quem, o apelidou de Nosferatu, que foi abreviado para Nonô, porque pra capixaba um apelido é muito pouco.



Hoje um escritor de responsa, já com muita estrada de militância na literatura, Sérgio Blank vem a público lançar uma edição de suas obras completas sob o sujestivo título de "Os Dias Ímpares". Será na Biblioteca Pública do Espírito Santo, dia 13 de Dezembro às 19:00 (Cacilda! Tô vendo agora que é no mesmo dia do disco da Vera da Mata e acabaram de me convidar para trabalhar em um evento no Rio). Av. João Baptista Parra, nº165, Praia do Suá. Vitória, ES. Maiores informações: 31379349 e 31379351. 

Mas você, agora que acabou o Brasileirão, não deixe de ir não... E um beijo no coração! Tá legal, não tá mais aqui quem falou não. Rima rica, rima pobre, rima classe média alta, petulância, patuscada, patavinas...

VERA DA MATA LANÇA DISCO ENTRE VÉUS E TUSSOR!

Vem aí o lançamento do disco de Vera da Mata, uma cantora fantástica, de voz sensível e repertório pra lá de refinado. Conheci Vera pelos shows e pagodes da vida. Ela nem sabe, mas antes da gente se esbarrar, uma vez eu a vi cantando naquele Deboni’s da Cruz do Papa. Estávamos em seis ou sete pessoas, músicos na maioria, saídos de um concerto e o delicioso som de Vera da Mata deixou todos impressionados, muito ao contrário de incomodados como bem poderia acontecer pela noite. Vera é uma preciosidade, basta ver a simplicidade de seu texto que segue abaixo. 


Desde a mais tenra idade, a música teve grande influência em minha vida. Na minha querida Aimorés (MG) acontecia reuniões e ensaios musicais, visto que meu Tio Lindolfo da Matta tocava em um conjunto musical, da qual além dele, faziam parte o Amilcar, José Barbosa e Altemar Dutra (na época despontando para o início de sua vitoriosa carreira) e eu, só em volta “perturbando”, pois a música me encantava! Na minha adolescência, cantei em bailinhos na cidade de Vitoria (ES) casei,tive 04 (quatro) filhos e 10 netos e, esse sonho adormeceu...

Anos mais tarde voltei a cantar e hoje faço shows como o do Festival de Música de Botequim- Femusquim, onde participo já há 10 anos cantando especialmente Sambas; com o Cantor Ataulpho Alves Junior na Estação Porto em 2007, e em 2009 também com Ataulpho no Femusquim e o Grupo Ilha. Em 13 maio de 2009, tive a honra e o prazer de receber Dona Ivone Lara, no “Projeto Seis e Meia’’no Teatro Carlos Gomes com Lotação Esgotada, num show inesquecível e muito importante na minha vida.

Cantei no Teatro de Vila Velha, num tributo a “Waldecir Lima” meu amigo pessoal,ao lado de Altemar Dutra Jr. Pertenço também ao Grupo apenas de mulheres (Saia no Samba), idealizado por mim, também fizemos no Teatro Vila Velha, show com Dona Ivone Lara. Fiz várias apresentações no Carnaval na Curva da Jurema (Saia no Samba) como convidada do compositor e sambista “Gege do Cavaco”. Participo a quatro anos do espetáculo musical “Maria Maria” e em 2008 fizemos turnê pelo interior do Estado e na “Sala Baden Powel” em Copacabana. Fiz o musical “Convite para ouvir Maysa”, no “Spirito Jazz” e também no Teatro do Sesi (Jardim da Penha, Vitoria) durante o lançamento da 2º Edição do livro sobre a vida de Maysa de José Roberto Santos Neves.

No centenário comemorativo de “Carmen Miranda” cantei no Teatro do Sesi, no espetáculo “Ellas Cantam Carmen” com Dennise Pontes e Karin Hilel, direção de Ava Araújo. Me apresentei em casa de shows na Lapa (RJ) Ernesto (a convite de Lucio Sanfilipo) e Sacrilégio (como convidada especial de Karla da Silva, sambista muito conhecida no circuito Lapa). No dia 06 de julho tive a honra e o prazer de comparecer ao THEATRO MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO, com o GRUPO SAIA NO SAMBA - do qual faço parte - para a finalíssima do PREMIO DA MÚSICA BRASILEIRA, ficamos entre os três melhores grupos de samba do Brasil! Faço parte do projeto de RAIMUNDO DE OLIVEIRA, SAMBA COM GENTILEZA, no TURKZOO, onde fiz show com NOCA DA PORTELA E MARQUINHOS SATHAN. Atualmente participa do Projeto (SAMBA COM GENTILEZA), acompanhada de Cecitônio Coelho (Violão Sete cordas), Glaydson Santos (Cavaco/Banjo), Pequê Santos (Percussão) no Turkzoo. No meu repertório a música brasileira tem sempre prioridade!

E o samba é a minha paixão!!!!!!!

O Lançamento do disco “Entre Véus e Tussor” de Vera da Mata, será no próximo dia 13 de dezembro às 20 horas, no restaurante italiano "Gran Canalli" Rua Luíza Grinalda, 531. Centro Vila Velha. Maiores informações pelo telefone 3229-2231.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

PARTICIPAÇÃO ESPECIAL: KLEBER GALVEAS

A LIÇÃO CARIOCA                                         

Em 1978, com entrevistas e exposição de pinturas na Sede Comunitária da Barra do Jucu, procurei chamar a atenção para a agonizante mata do Jussará, hoje bairro habitado chamado Ilha da Jussara. Esta mata, fixada sobre um conjunto de ilhas em área alagada, ficou preservada de incêndios ao longo dos séculos. Foi nesse ambiente, com árvores e samambaias gigantes, diversos tipos de bromélias, orquídeas e animais, onde conheci tagibebuia, samuma, sumaré e o chupati: o menor marsupial da América.

O Jussará foi loteado. Em pouco tempo as árvores foram cortadas; as samambaias, transformadas em xaxins; a terra vegetal e areia, pirateadas; drenaram e aterraram tudo. Não sobrou vestígio do que era.

Com a morte do Jussará, me interessei por Jacaranema. Com o apoio da Banda de Congo da Barra conseguimos que a Prefeitura de Vila Velha desapropriasse e o Governo do Estado tombasse Jacaranema. Ações confirmadas várias vezes ao longo de 33 anos, pois o governo ainda não cumpriu a sua parte, indenizando o proprietário, como manda a Lei, para que o local seja público de fato.

No princípio da década de 1980, no Conselho Estadual de Cultura, fui escolhido relator do processo de Tombamento da Igreja de Viana. Tentei proteger seu entorno impedindo a ocupação da única Praça da Cidade. Loteamento aprovado pela prefeitura permitia a construção de doze imóveis naquela Praça: um da igreja, um da prefeitura, e os demais particulares.

Na década de 1990, portanto 100 anos após a ocupação de Copacabana, que possui ruas largas e várias praças, tentei influir na ocupação da Praia da Costa expondo pinturas expressionistas e publicando textos. Ela lamentavelmente ficou com paredões a beira mar, sombras extensas na praia, ruas estreitas e sem nenhuma praça.

Na década de 2000, com a instalação artística “Praça é praça, não?” (veja em www.galveas.com/atividades), que se consistiu em panfletagem e pinturas em telas emolduradas e fixadas no tapume da obra, então só iniciada, tentei impedir a ocupação da Praça Principal de Vila Velha, com a construção do prédio “Titanic”.

Na década de 2010, foi a vez do Cais das Artes, apelidado de “Masmorrão”. Tentei mostrar a impropriedade do local escolhido para sua construção, na Praça do Papa, em Vitória. O projeto volumoso do arquiteto que não foi premiado no Espírito Santo, pois aqui não houve concurso, está sendo edificado em área pública semelhante, mas muito menor do que o Aterro do Flamengo.

No Rio, ambiente cultural mais independente e progressista, cariocas expulsaram de sobre as águas da Lagoa Rodrigo de Freitas uma gigantesca aranha de ferro toda amarela, que a artista contemporânea Tomie Ohtake, havia instalado ali.
Aqui na província, enquanto mentalidades tacanhas se impressionam com nomes, títulos alienígenas e aceitam passivamente essas violências na ocupação de espaços públicos; no Rio, Élio Gaspari (A Gazeta, 27/11/2011) denuncia o uso do “aríete Niemeyer para arrombar o Aterro do Flamengo, com a construção de uma casa de espetáculos com três mil lugares”.

Se quisermos preservar traços da nossa identidade e uma razoável qualidade de vida em nossas cidades, precisamos valorizar o bem comum e aprender a reagir, como fazem os cariocas.

Que a minha coleção de fracassos em propostas ambientais seja alerta ao bom senso dos governantes dos três poderes, universidades, sindicatos e associações de classes. Apelo aos capixabas, natos e adotados, para que somem esforços na preservação de nossos valores e na construção de um lugar agradável para vivermos.

Kleber Galvêas, pintor. Tel.: (27) 3244 7115 www.galveas.com

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

MOVIMENTO PELO PERDÃO DO GRILO FALANTE

Pra te falar a verdade eu nunca soube dizer direito onde e quando nasceu a minha implicância com Tom Zé, que, coitado, nem deve saber da minha gloriosa existência, aliás, melhor assim, porque não gosto da música do cara e pronto. Nunca ouvi nada dele que eu gostasse e não tenho a menor esperança que um dia ainda vá ouvir. O meu amigo Danny Boy é radical assim também, só que a implicância dele é muito pior do que a minha: ele odeia Milton Nascimento, tema muito mais robusto pra se arrumar confusão...

Lembrando agora, a minha implicância com o Tom Zé - que me fez ressalvar que ele era bem mais Zé do que Tom - pintou depois que vi o filme “Desconstruindo Tom Zé”, um exercício canhestro para tentar comprovar a genialidade do músico baiano. Fui ver o filme curioso para conhecer “seu trabalho” e contrariando qualquer expectativa óbvia o filme quase não tem música, a não ser uma sucessão de intervenções pseudo-intelectuais. Classifiquei o cara como “Zé” (ponto) e não pensei mais no assunto...    

Quando convidado por Elaine Rowena para participar novamente do projeto Canto Solidário – que este ano homenageou a Tropicália – aceitei com a natural satisfação dos artistas revisitados, nem imaginei que o destino irônico ia justamente me brindar com a missão impossível de interpretar em pleno no Charles Ghomes uma música do “gênio de Irará”. O título era “São, São Paulo”. Pela cidade eu nem achei ruim (Saravá Jura Fernandes!), se eu tivesse que eleger uma segunda cidade no Brasil a terra da garoa seria a minha escolha, mas a música...

Comecei a ouvir e parei pela metade, fulo da vida!  De cara percebi que o refrão baladinha era praticamente idêntico a um trecho da principal canção do musical A Noviça Rebelde (!) e que, para piorar, logo descambava para um ritmo nordestino cujo acento se entranhava em três longas estrofes carregadas de versos intencionalmente intrincados, um porre de se decorar. Joguei a toalha e comuniquei que não ia cantar “aquela porcaria”, mas Elaine e Aguilar me convenceram, alegando que as outras músicas eram tão difíceis quanto (ruins?) e que eu poderia transformar em hardcore (?).


 A sugestão era até engraçada, mas eu sabia que não ia funcionar, entre outras razões, porque a banda de acompanhamento não era o Silence Means Death e eu não sou da família Cavalera. Numa espécie de Síndrome de Estocolmo, aprendi a música para, pelo menos, me preparar psicologicamente pros ensaios e acabei até quase gostando. Compartilhando de meu gosto musical e fãzona de Julie Andrews, aonde eu fosse cantando com o violão por dentro de casa minha mulher vinha atrás fechando as portas para não escutar. Sim, no dia do ensaio desabou um pé d’água medonho e o estúdio do Xuxinha fica pra lá de Itaparica em Vila Velha, região conhecida como “A Veneza Brasileira”. Dessa vez nadei e não morri na praia.

Chegou a hora do Show e eu naquela adrenalina típica, o cantor Marcos William me sacaneou dizendo que eu não precisava ficar tão tenso, mas também não era ele quem ia cantar Tom Zé, enquanto Jace Theodoro, no espírito do canto solidário, disse que quando ele não fica nervoso as coisas não rolam direito. Vinguei a galera do mal invertendo o refrão do Zé Irará para o da Noviça Rebelde, mas suspeito que o público nem percebeu. Ninguém conhecia a música, então só pra complementar o tanque, após os educados aplausos, saí do palco marchando e cantando: dó é pena de alguém, ré quem anda para trás...

Ah sim: e isso tudo fantasiado de Tropicália, tá? Peguei emprestada uma camisa estampada com o Grilo Falante que, aliás, está até agora sem falar comigo por conta de meu desrespeitoso artigo sobre sua incógnita pessoa. Preciso me desculpar, mas nem sei como, não é coisa fácil: a palavra é que nem pedra lançada, não volta. Ajudem amigos e leitores da Lektra, vamos fazer uma corrente positiva para o Grilo Falante me perdoar? Completei o “visual” com um velho chapéu de praia e enormes óculos de plástico azul que as crianças usam pra cantar “O Bom” nas apresentações do Coral.



Só fiquei mais tranqüilo quando, depois do espetáculo, encontrei meu amigo Antonio Ramos Barboza, Secretário de Cultura de Vila Velha, que tinha assistido tudo e ficou surpreso de saber que eu tinha feito parte da apresentação. Se ele não me reconheceu, corre o risco de ter passado batido pro resto do universo também, né? Até agora não vi nada no Youtube, não que eu tenha procurado, obviamente. Resumindo meu povo: quem viu, viu e quem não viu vai poder ver no dia 19 de janeiro quando o espetáculo será repetido. Chora Fender Stratocaster!

domingo, 4 de dezembro de 2011

ÚLTIMAS NOTÍCIAS ELEKTRÔNICAS

Em função das fortes chuvas a agenda de apresentações do projeto Canto na Escola, divulgada recentemente, sofreu algumas alterações. O concerto com a Banda Sinfônica da Polícia Militar do Espírito Santo, que aconteceria hoje a noite (04/12) foi transferido para o próximo dia 07 de dezembro (quarta-feira) permanecendo inalteradas as demais informações: o concerto será na Praça da Igreja Matriz, Serra Sede, 19 horas.

E como a apresentação com a Banda da Polícia Militar passou para o dia em que aconteceria o concerto de confraternização e encerramento das atividades do Canto na Escola, a festa foi antecipada para o dia 06 de dezembro, no mesmo lugar e horário: Cerimonial Elegância, Avenida Brasil, número 1782. Novo Horizonte, Serra. Dezenove horas com Entrada Franca.

Pedimos desculpas aos nossos colaboradores e participantes, especialmente a patrocinadora ArcelorMittal Tubarão, por estas mudanças e imprevistos, esperamos que as mesmas não causem transtorno e que a chuva passe logo sem que traga mais riscos e prejuízos para as famílias do Espírito Santo. Nos momentos de dificuldade precisamos nos unir e com esse sentimento de solidariedade procurar fazer a nossa parte na construção de um mundo melhor.

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O livro Da Capo: de Volta às Orígens da Orquestra Filarmônica do Espírito Santo, de autoria de Juca Magalhães, acaba de receber manifestação de apoio da Revista Concerto, a mais tradicional da música clássica no Brasil. Em breve a história de fundação de nosso principal grupo sinfônico estará à venda na loja CLÁSSICOS, da mais tradicional sala de concertos do país e uma das mais prestigiadas do mundo, a Sala São Paulo.

E na próxima segunda-feira (05 de dezembro), à convite da deputada Luzia Toledo, presidente da Comissão de Cultura e Comunicação Social da Assembléia Legislativa do Espírito Santo, Juca Magalhães estará falando do Livro Da Capo, detalhando aspectos de sua pesquisa, da trajetória do grupo e do cenário musical do Espírito Santo dos anos setenta para cá. A reunião acontecerá no Plenário Judith Leão Castelo Ribeiro, às 13 horas e 30 minutos.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

NOTÍCIAS DO CANTO NA ESCOLA

No próximo dia 04 de dezembro (domingo), sete horas da noite, a cidade da Serra abre as comemorações natalinas recebendo um grande concerto estrelado pela Banda Sinfônica da Polícia Militar do Espírito Santo, sob regência do maestro major Volmar Hoffmann e um coral infanto juvenil formado por 160 alunos do Projeto Canto na Escola, uma iniciativa do Instituto Todos os Cantos, coordenação da maestrina Alice Nascimento e patrocínio da empresa ArcelorMittal Tubarão.

A banda da Polícia Militar, fundada em 13 de setembro de 1840, é o grupo musical mais antigo em atividade de que se tem notícia no Estado, comemorando em 2011 176 anos de sucesso. Em 2004, após tantas décadas e apresentações memoráveis, a banda da PM teve sua importância reconhecida oficialmente sendo tombada como patrimônio histórico cultural do Espírito Santo.

O Projeto Canto na Escola está comemorando o seu primeiro ano de atividades musicais em quatro escolas dos bairros Novo Horizonte, Laranjeiras, Barro Branco e Feu Rosa, todos no município da Serra. São mais de trezentos alunos estudando música, participando de banda marcial e canto coral, tendo aulas de violino e balé.  O concerto acontecerá na Praça da Igreja Matriz, na sede do município da Serra.

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E como parte das atividades educacionais e recreativas do Projeto Canto na Escola, todos os participantes, alunos e professores, vão realizar um passeio até Regência, no litoral de Linhares, para conhecer a base-mãe do Projeto Tamar no Espírito Santo, instalada em 1982. Essas atividades são fundamentais para a integração dos alunos e dos colaboradores do projeto, despertando a curiosidade dos jovens artistas e os conscientizando para a importância da preservação da natureza.

“O Projeto Tamar-ICMBio foi criado em 1980, pelo antigo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal-IBDF, que mais tarde se transformou no Ibama. É reconhecido internacionalmente como uma das mais bem sucedidas experiências de conservação marinha. Só para quem tem curiosidade: o nome Tamar foi criado a partir da combinação das sílabas iniciais das palavras tartaruga marinha, abreviação que se tornou necessária, na prática, por conta do espaço restrito para as inscrições nas pequenas placas de metal utilizadas na identificação das tartarugas marcadas para diversos estudos.” Fonte site do Projeto Tamar.

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E no próximo dia 07 de dezembro acontece o concerto de encerramento do ano letivo 2011 do projeto Canto na Escola. A apresentação vai reunir os alunos das quatro escolas contempladas, seus familiares, representantes das comunidades beneficiadas e da patrocinadora do projeto a empresa Arcelor Mittal Tubarão. Essa iniciativa, além de promover a integração dos participantes como um todo, oportuniza aos jovens artistas dar mostra de seu talento e criatividade.  O concerto vai acontecer no Cerimonial Elegância. Av. Brasil, número 1782. Novo Horizonte, Serra. 19 horas. Entrada Franca.



quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

ESSA NOITE EU VOU CANTAR TOM ZÉ! MANIFESTO MUSICAL AUTÓCTONE N°01

Olha bicho cara, como diria Mark Harris “People on Streets”, dira dirahê! É verdade, aqui se faz aqui se vende. Por falar nisso, lembrei de cobranças antigas dessa minha relação torta com a música, esse casa e separa interminável. Minha mãe deve ter sido a primeira, mesmo porque ela tinha essa prerrogativa. Queria me colocar para tocar em festas e casórios. Putz! Fiquei indignado como o quê. Ela não entendeu e tachou (vejam bem: com ch) minha atitude de preguiça de existência. Talvez fosse, mas a música para mim sempre teve uma finalidade mais, digamos assim: íntima.

Outra que me cobrou disso foi a minha primeira esposa, quando ocupava a privilegiada posição de abordar esse tipo de assunto, o que eu – pardon pelo francês – sempre achei uma merda. Perguntou por que eu não fazia alguma coisa com a música para “ganhar dinheiro”, obviamente não imaginava, supunha ou conjecturava que com isso eu fosse ficar rico, talvez apenas quisesse me ver mais feliz e menos reclamão da vida. Respondi com uma de minhas metáforas favoritas daquelas que geralmente não querem dizer nada, servem só pra desviar a atenção, mas dessa vez tinha a ver:

- Querida você já se imaginou fazendo sexo por grana? Saindo com um cara qualquer, um desconhecido completo e transar com ele, só pra faturar um trocado?

- Claro que não. De onde é que você tirou isso agora?

- É assim que me sinto quando me imagino tocando por tocar sem estar envolvido de uma forma que eu tenha amor... Para mim é exatamente como prostituição.

Acho até que ela nem entendeu muito bem a dimensão da coisa que eu queria colocar, mas percebeu que eu falava sério e nunca mais tocou no assunto, mesmo porque nossas vidas seguiram rumos muito diferentes desde então. Porém, durante muito tempo fui assim, preferi quebrar pedra em mil e um empregos diferentes do que fazer música para agradar um certo público ou puramente com intenção de ganhar uma grana. Não condeno quem o faz, longe disso, eu apenas tentei fazer diferente.

De uns tempos para cá resolvi quebrar esses paradigmas impostos por limitações burguesas em minha criação ou pela caretice conservadora do meio em que cresci que pregava – e muitos ainda acreditam – que trabalhar com música é sinônimo de vagabundagem ou idealismo de gente que não tem medo de enfrentar dificuldades financeiras. Hoje não me nego a tocar com algum grupo ou cantar quando convidado por alguma banda ou artista. É o caso do show “Canto Solidário” em homenagem à Tropicália que acontece hoje à noite (01/12). Segue o flyer do evento. Contribuam com a causa e não gritem histericamente quando minha escribática figura adentrar o palco do Theatro Charles Ghomes...