quarta-feira, 3 de agosto de 2011
RAPIDINHAS CULTURAIS WUNDERBAR
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terça-feira, 2 de agosto de 2011
DEPOIS DO FESTIVAL
No domingo passado terminou o 18° Festival de Inverno de Domingos Martins, ficaram boas historias e algumas constatações ponderadas. O fechamento do Hotel Imperador é praticamente um crime de lesa patrimônio turístico e cultural do Espírito Santo. O amigo Paulo Fonseca da empresa de turismo Etérea, disse de uma pesquisa onde a cidade de Domingos Martins é apontada como o destino número dois de turistas no Espírito Santo, perdendo só pra capital Vitória. Se fosse uma aposta eu teria marcado Guarapari e me cambado, como diria Tom Zé, aliás, mais Zé do que Tom.
Daí que o comércio local resolveu aproveitar para faturar de maneira canhestra. Tô eu vendo uma galera circulando com grandes taças de vinho pra lá e para cá. “Muito chique esse pessoal daqui hein?” Pensei com meus botones, mas no dia seguinte encontro o amigo Eustáquio Palhares que revelou a verdade: a taça era compulsória, a garrafa de vinho custava, vamos dizer uns vinte reais, mas só era vendida com a taça e esta custava mais sete. Por essas e por outras nossa equipe ficou local do boteco Galeto de Prata, um abraço pro Foguinho e pro Guimarães, vulgo Formiga.
Salvo raras exceções não rolou baixaria durante o festival, o que é certamente uma das explicações para a mídia não ter dado tanta importância ao evento. Uma das tais exceções veio inesperadamente do palco principal. Um senhor da prefeitura me contou constrangido que o cantor Emilio Santiago, soltou um tremendo palavrão durante sua apresentação: “Quando a gente ouviu naquelas caixonas de som - “Baralho! (pra não dizer outra coisa) O som tá muito alto!” - minha mulher quase caiu da cadeira... O cantor carioca parece que de suave tem só a voz, sua equipe deu um piti danado e acaba que sua participação foi das mais sem graça da programação.
Já Monarco mostrou porque é conhecido como a realeza do samba, seu show foi uma saraivada das mais lindas canções do gênero “de raiz”. Acompanhado por quatro senhorezinhos da famosa Velha Guarda da Portela, o show do sambista de 77 anos encantou a todos. No final não teria bis, mas acho que convencido por Edilson Barbosa, diretor da Fames, Monarco voltou e atacou seu samba "Coração em Desalinho" que é tema da novela Insensato Coração, não sem antes comentar satisfeito que cada vez que a música toca na Globo, bate um “cascalho” em sua conta.
Convencido a voltar, o difícil depois foi fazer Monarco parar outra vez. Um dos músicos que tocava sete cordas chamou discretamente um dos rapazes da produção e falou: “pede pra ele parar senão a gente não sai daqui hoje.” E lá foi o cara puxar, também discretamente, a barra da calça do velho sambista que já não sabe o que é freio de mão há muito tempo, enquanto isso algumas pessoas do público se indignavam ou achavam engraçado, pensando ser alguma espécie de gafe ou combinação.
A tônica do festival foram as apresentações de qualidade e as gratas surpresas como, por exemplo, o som da empresa Loudness que realizou prodígios. Por exemplo: a orquestra Capella Bydgostiensis (ê nome desgraçado) formada por músicos poloneses, sentou e tocou de pronto. Eu nunca vi nada parecido, eles nem sequer checaram a afinação no palco. Posicionaram-se e sentaram o dedo – sem querer desmerecer ninguém - enquanto grupos muito menores de instrumentistas levaram quase uma hora para ajustar o som... Rapaz e como os polacos tocaram! Me senti uma “vaca profana” cantada por um Caetano em ter que falar alguma coisa depois daquele concerto.
O quinteto Fabiano Mayer fez uma linda homenagem ao violonista Maurício de Oliveira que teria completado 86 anos no último dia 17 de julho, receberam no palco o Tião, filho de Maurício, que aproveitou para mostrar uma música chamada “Cadência” de Juventino Maciel que o maior músico do Espírito Santo, em seus últimos dias, sempre pedia para o filho tocar. Isso tudo aconteceu no sábado, sem dúvida o dia mais emocionante do Festival, embora, musicalmente falando, a disputa se torne difícil de comparar com a noite de abertura que teve nossa orquestra com Wagner Tiso, Leci Brandão e Amaro Lima.
Em 2012 tem mais Festival de Inverno de Domingos Martins, inclusive, o tema do ano que vem dá o que pensar aos mais musicalizados, afinal, homenagear-se-á (Íça!) o compositor francês Claude Debussy, conhecido como impressionista e o nosso “Rei do Baião” Luiz Gonzaga que dispensa apresentações. Em outubro teremos, organizado pelo Instituto Todos os Cantos e com cobertura da Letra Elektrônica, o II Festival de Coros Infantis da Serra com patrocínio da Lei Chico Prego e da empresa ArcelorMittal Tubarão. Maiores informações em breve, quem viver não se arrependerá por esperar.
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terça-feira, 26 de julho de 2011
VOCÊ PENSA QUE EU SOU BURRO OU O QUÊ?
Com a morte de Amy Winehouse rapidamente as mensagens que lamentavam o fato proliferaram nas redes sociais, especialmente Facebook e Twitter. Vi algumas mensagens legais e muitas simplesmente ingênuas e românticas. Nesse meio tempo o jornalista Arnaldo Bloch de O Globo, publicou em seu blog uma opinião bem diferente da tristeza dos fãs da cantora inglesa. É preciso levar em consideração que o cara, além de escrever “bragarái” (saravá Caê Guimarães), foi amigo do Bussunda e teve banda de rock nos anos oitenta, ou seja: cerveja... Segue o que ele escreveu:
“Era uma chata. Não é porque morreu que vai deixar de ser, na minha opinião, claro, que é só uma opinião. Tinha a tal atitude, mas nenhum carisma. Vai comparar aquela cara de nojo por tudo com um sorriso de Joplin, ou uma contração facial de Jimi enquanto solava? Bjork é uma cantora muito mais autêntica, que não fica forjando modelos. Se desprezava o showbiz, se o estrelato demandava dela o que não podia ou não queria dar, que fosse fazer outra coisa da vida, ou tocar em circuitos fechados. Chega de culpar a lógica civilizacional pelo caminho de cada um. Todo mundo é crescidinho e sabe como a banda da vida toca. E outra coisa: esse negócio de dissociar o talento da droga é um equívoco. A droga, o álcool, o vício, eram partes integrantes do que ela era, de sua expressividade, de sua arte mesmo. "Lamentar" que ela tenha se perdido por aí é precário. De alguma forma, ela se achou por aí. E morreu como resultado dessa química que também contribuiu para forjar sua força expressiva.”
Obviamente uma galera ficou indignada com o comentário do cara, enquanto muitos não dão a verdadeira importância a algumas mortes de pessoas da nossa própria cultura - vide o compositor Carlos Cruz - e que vão ficando relegadas ao injusto esquecimento. O pior não é não concordar com o que o Bloch falou, é de repente achar que não tem que expressar uma opinião diferente. Como foi na era do Imperador. É por causa disso que a passagem do Transcol custa R$2,30 e os jovens são apontados como baderneiros. É por isso que querem enfiar sacolas “ecológicas” pela goela de todo mundo e quem questiona é acusado de não ter consciência ecológica, essa coisa tendenciosa tem sido muito nítida nos televisivos. Me diz aí amigo, onde está o outro lado da questão? Quer dizer então que é todo mundo a favor?
Segundo vi nos próprios jornais da televisão, o preço dessas sacolas sempre foi repassado ao consumidor e duvido que vá cair um centavo quando e se essa nova medida realmente entrar em vigor. Ficamos todos assim, defunto sem choro enquanto toda a população é conclamada a ter consiência e, como sempre acontece, tirar do próprio bolso a preservação do meio ambiente. Talvez seja interessante perguntar: se os políticos em geral tivessem algum tipo de consciência será que isso aconteceria assim? Ou seria pensada uma forma de preservar a população que vai mais e mais se escravizando para conseguir sobreviver? É preciso discutirmos mais sobre a manipulação e voltarmos a questionar a alienação das pessoas de um nível melhor de instrução, os chamados formadores de opinião.
Segundo vi nos próprios jornais da televisão, o preço dessas sacolas sempre foi repassado ao consumidor e duvido que vá cair um centavo quando e se essa nova medida realmente entrar em vigor. Ficamos todos assim, defunto sem choro enquanto toda a população é conclamada a ter consiência e, como sempre acontece, tirar do próprio bolso a preservação do meio ambiente. Talvez seja interessante perguntar: se os políticos em geral tivessem algum tipo de consciência será que isso aconteceria assim? Ou seria pensada uma forma de preservar a população que vai mais e mais se escravizando para conseguir sobreviver? É preciso discutirmos mais sobre a manipulação e voltarmos a questionar a alienação das pessoas de um nível melhor de instrução, os chamados formadores de opinião.
Em um post anterior falei mal dos deputados Tiririca e Romário e o Breno Volpini veio defender, mostrando algumas diferenças dos políticos profissionais. Depois pensei: sabe que isso pode mesmo ser verdade? Esses dois tornaram-se pessoas públicas graças ao talento e não à politicagem, de repente, quem sabe, pode até ser que façam alguma coisa boa lá. Afinal, "O Lula mesmo... O Lula? Ele têm diproma?" Quem já assistiu a Sexta Insana vai entender a piada. Hoje fiquei sabendo que o Luis Miranda vem a Vitória fazer duas apresentações justamente quando vou estar lá em cima no Festival de Inverno. É como diria Macunaíma: quando urubú ta de caipora, os jogadores do Brasil perdem quatro pênaltis na sequência...
Descanse em paz Amy Winehouse, galera do Espírito Santo: bora cuidar da nossa praia?
Descanse em paz Amy Winehouse, galera do Espírito Santo: bora cuidar da nossa praia?
segunda-feira, 25 de julho de 2011
ELEVANDO A TEMPERATURA!
O primeiro fim de semana do décimo oitavo festival de Inverno de Música Erudita e Popular de Domingos Martins foi marcado por grandes apresentações, um frio danado - que era esperado e até desejado por muitos - e uma chuvinha insistente. No cacófago da madrugada o termômetro da praça teimava em marcar dezesseis graus, suspeito até que dali ele não passe pra baixo, porque pra mim tava “fazendo”uns cinco.
Enquanto eu reclamava comigo mesmo que deveria ter me preparado melhor pra enfrentar o general inverno, passa um garotão marombado só de camisetinha regata folgadona. Claro que sua intenção era expor seus predicados musculares com o intuito de pegar alguma das inúmeras alemazinhas que se espalhavam pelo público. Convenhamos que pela lógica meteorológica era mais fácil pegar uma pneumonia...
Aconteceram concertos, shows e recitais imperdíveis, não vou contar tudo senão vocês vão até ficar tristes. Mas confesso que a Leci Brandão me surpreendeu. Cheguei em Domingos Martins no final da tarde quando a temperatura era de dezoito graus, quando caiu a noite baixou pra dezesseis e, inexplicavelmente, pouco depois de Leci entrar no palco o termômetro da praça marcava dezenove graus. Leci fez uma apresentação pra cima e tão alto astral que fez até a temperatura subir!
O pianista Marcelo Verzoni fez um recital todo voltado pra música brasileira, tocou uma linda valsa de Ernesto Nazareth chamada “Confidências” que eu não conhecia. Explicou que era a música favorita de Ruy Barbosa, sempre tocada pelo autor de Odeon quando aparecia a célebre figura da “Águia de Haia”. Na mesma balada o violonista Paulo Pedrassoli homenageou Carlos Cruz com uma suíte belíssima chamada Gravuras de Debret.
O grande destaque dessa primeira parte do festival de inverno foi a participação da música instrumental local, a nossa Orquestra, a Banda da PM e os alunos e professores da Faculdade de Música. Teve quarteto de cordas, orquestra de câmara com meninas de seis, sete anos, lindas. Teve banda pop, coral com homenagem aos Beatles, big band de jazz. E todo mundo tocando muito. É visível - e também é um alívio - perceber o quanto isso tudo é fruto de trabalho competente da Fames que ajudou a elevar a Orquestra Filarmônica do Espírito Santo a outro patamar de sonoridade.
Falei que não ia contar tudo, afinal, no próximo fim de semana tem mais: concerto com o pianista Marcelo Bratke, Orquestra Capela Bydgistiensis da Polônia, Emílio Santiago, Monarco da Portela, Fabiano Mayer e seu quinteto, Coro Curumins regido por Paulo Paraguassú. Enfim fiquem de olho no site do festival, agasalhem-se direitinho - ou levem um cobertor de orelha, coisa que não fiz - e cacem o rumo da montanha. Garanto que vocês não vão se arrepender.
MARIA NILCE REPOST
Texto Originalmente publicado no blog Opinião e Cultura de meu amigo Marcus Machado
Maria Nilce

Cerca de um mês atrás o jornal A Gazeta publicou uma crônica de minha autoria em que falo sobre uma pessoa que marcou época pela sua personalidade e jeito de ser. Uma jornalista, empresária, escritora e, já àquela época, midiática. Não sou seu contemporâneo, mas, ainda garoto lembro pessoas que comentavam sobre ela e sobre seus textos e frases cotidianas. Parecia não haver meio termo ou hipocrisia: ela gostava ou não das pessoas e assim vice versa. Maria Nilce não tinha papas na língua. Falava bem dos que gostava e mal dos que não gostava. Isso não era assim pelas costas, aos sussurros junto aos ouvidos. Não. Estava em suas crônicas, sua coluna social e em seus dois livros. Pelo que soube, vestia-se de forma extravagante, muitas vezes até sensual demais, aproveitando sua estatura e corpo bem brasileiro. E provocava burburinho nos salões de festa daquela Vitória provinciana, quintal do Rio de Janeiro.
Há pessoas que são assim mesmo, autoconfiantes, exibidas, polêmicas, amigas, inimigas, sinceras, autenticas e empreendedoras de si mesmas. Maria Nilce chegou a ter uma programa de televisão na TV Vitória, participou do júri do Chacrinha na TV Globo e teve uma coluna social em A Tribuna. A seu modo, redigiu algumas letras da memoria escrita, falada e visualizada do Espirito Santo. Para que se tenha uma ideia, mesmo atacada pelo provincianismo e pela dificuldade em ser diferente e provocante ela conseguiu criar um jornal diário, o Jornal da Cidade. Eu não gostaria de estar na pele daqueles que por algum motivo ou sem motivo aparente algum sofriam o peso de sua voz e de sua mão, literalmente, ou ao escrever. Não devia ser muito agradável. É possível questionar também o tipo de jornalismo que ela fazia e com qual finalidade ela exercia esse jornalismo, que alguns chamavam de imprensa marrom. Mas que ela fez sucesso, isso fez. Que teve admiradores e amigos como Tao Mendes, isso teve.
Em seu segundo livro “Crônica de uma Ilha (Muito) Doida” quem fez a antológica capa foi o Milson Henriques. E como disse o Marcos Alencar na página de apresentação do livro: ela “Era uma pessoa que queria ser, e foi”. Não há como desconsiderar Maria Nilce e tudo que ela fez. Demitida de um jornal, não foi em busca de políticos que a conseguissem um cargo público, pelo que soube. Mas, foi empreendedora ao fundar um jornal. E depois, afundá-lo por falta de receita. Uma vida dura, incandescente, inebriante, intensa e memorável. Não vou comentar sobre o seu lado familiar, o amor pela sua família porque além de não ser contemporâneo eu não me proponho escrever sobre intimidades sentimentais, sobre o âmago de seu papel como esposa e mãe. Isso é deles, da vida deles. Vive na saudade deles.
Quando o artigo que escrevi foi publicado em A Gazeta, muitas pessoas me procuraram pedindo mais informações sobre ela e como encontrar seus escritos e livros. Inclusive um jornalista atual que eu considero muito, o Jace Theodoro. Sugeri que procurassem a Biblioteca Pública Estadual, pois soube que seu filho havia doado todo o material que possuía sobre sua mãe para aquele órgão público que tem por finalidade preservar e expor a memória capixaba. Isso é uma responsabilidade Institucional que justifica sua existência. Além do mais, Maria Nilce foi assassinada, executada quando caminhava ao lado da filha em via pública de Vitória e esse material poderá ser útil na apuração total desse crime, ainda insolúvel. Porém, soube que lá não se encontra nada. Isso seria a segunda morte de Maria Nilce. Vou averiguar isso com mais acuidade e torço para que esses documentos estejam disponíveis ao público interessado em nossa história capixaba. Uma história autêntica e verdadeira.
sexta-feira, 22 de julho de 2011
FESTIVAL DE INVERNO COMEÇA HOJE!
Começa hoje (22 de julho – sexta-feira) o tradicional Festival de Inverno de Domingos Martins, uma iniciativa musical da mais alta qualidade que completa duas décadas no ano que vem. Talvez em função das inúmeras reviravoltas que esse evento já passou - que muitas vezes o descaracterizaram completamente - a mídia local não anda, em nossa humilde opinião, dando muita pelota pra coisa. Na maioria dos grandes sites de notícia capixaba não vi nem uma referência sequer, diferente do passado quando o primeiro festival foi capa do caderno dois de A Gazeta, como se vê na reportagem abaixo.
A noite de abertura vai apresentar um bis do concerto realizado ontem com grande sucesso pela Orquestra Filarmônica do Estado do Espírito Santo tendo o compositor e pianista mineiro Wagner Tiso como convidado especial. O maestro Helder Trefzger até escreveu pra puxar nossa orelha elektrônica, porque anunciamos o concerto na quarta e o mesmo aconteceu na quinta. Depois fez a ressalva que os ingressos haviam se esgotado mesmo no dia anterior, talvez com nossa ajuda, talvez não. É então a oportunidade pra gente se encontrar nas montanhas.
A cerimônia de abertura está marcada para as 19 horas, o concerto acontece logo em seguida. Dez e meia entra no palco a cantora Leci Brandão e encerra a noite o meu querido amigo Amaro Lima. No sábado tem uma extensa programação com destaque para a banda da PM com o maestro Rocha. A programação de domingo começa com a Orquestra Camerata do SESI, sob regência do maestro Leonardo Davi, que, aliás, outro dia foi anunciado como Dêivid pelo locutor da TV Gazeta. Hehehe... É Davi mesmo companheiro... Por essas e por outras que a Letra Elektrônica vai estar por lá.
Para acessar a programação completa do Festival clique no link abaixo e não deixe de participar. Estando por lá, me procure pra gente tomar um vinho tinto e curtir os shows...
http://www.festivaldomingosmartins.com.br/programacao.html
quarta-feira, 20 de julho de 2011
RAPIDINHAS CULTURAIS - ALCOÓLICAS
Daí que hoje de noite tem concerto da nossa querida Orquestra Filarmônica do Espírito Santo, regida por Helder Trefzger e com participação especial do pianista Wagner Tiso, é o chamado “crossover” que mistura música de concerto com popular. Eu particularmente gosto ma non tropo, porque nessas eu já vi a nossa orquestra tocando até com ... Enfim, deixa pra lá.
E tem outra coisa, nem vou indicar esse concerto para os leitores da Letra Elektrônica não porque certamente o Theatro Charles Ghomes não vai comportar mesmo, como tem acontecido ultimamente e daí a gente é obrigado a ficar ali no boteco da esquina tomando uma cerveja, ouvindo Nelson Gonçalves ou Nazareth - ao invés de Van Gogh - e reclamando do atraso cultural da ilha. Espero que o tão esperado Cais das Artes fique pronto logo, um abraço Frei Paulão.
Vou, isso sim, convidar vocês para uma parada muito mais bacana no sentido musicológico da coisa. São algumas palestras gratuitas que acontecerão hoje a noite na Faculdade de Música, uma delas aborda a “interpretação do concerto italiano de Bach por Glenn Gould”. Sou fã de carteirinha desse pianista canadense que foi o mais biruta de todos os tempos, tenho todos os discos do cara - uns oitenta – além de uns três ou quatro filmes. Segue abaixo o convite do pessoal da FAMES.
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