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terça-feira, 24 de julho de 2012

RAPIDINHAS CULTURAIS IMPERDÍVEIS!


Na próxima quinta feira, dia 26 de julho às 19:30h a Cia Capixaba de Ópera e Musicais estará apresentando mais um concerto da série " Concertos na Vila". O evento, de arte integrada, apresenta ao grande público, além de obras dos grandes compositores eruditos e sacros, peças dos mais belos musicais da Broadway.

A participação especial do mês de julho é dos corais da Ufes e o Recordar é Viver, e do talentoso grupo de teatro Geta.

O competente coral da Ufes, um dos mais tradicionais do Espírito Santo, apresentará vasto repertório recheado de peças que vão do erudito ao popular internacional.

O coral Recordar é Viver é uma atração à parte: formado por coralistas essencialmente da terceira idade, tem suas apresentações marcadas pela alegria e descontração, com um repertório leve e marcado pela cênica.

Esta edição especial também trará a cantora lírica Elaine Rowena e o Maestro e contratenor Cláudio Modesto interpretando pérolas do cancioneiro lírico, em diversas concepções estilísticas, de Bach à Puccini. O piano é de Angela Volpato, o violino de  Evandro Marendaz, as coreografias de Lígia Araújo, a apresentação de Maryza Barbosa, a direção musical de Cláudio Modesto, a direção geral de Elaine Rowena e a produção executiva de Hudson Lyra.

 
E continua a Série Concertos Internacionais 2012, no dia 27 de julho às 20:00 horas no Theatro Carlos Gomes; com a apresentação do grupo Vokalzeit, criado por quatro membros do Coro da Rádio de Berlim: Hans-Christian Braun, Joachim Vogt (tenores), Michael Timm e Oliver Gawlik (baixos).

Além do repertório tradicional, como o lied alemão e obras de compositores clássicos – Schumann, Brahms, Mendelssohn e Mozart –, o grupo canta canções folclóricas alemãs e divertidas paródias de músicas clássicas, com arranjos feitos especialmente para o quarteto de vozes masculinas. Assim, o Vokalzeit cruza fronteiras entre o erudito e o popular, passeando por diversos gêneros e épocas.

O grupo tem se apresentado em vários festivais de música na Europa e gravou, em 2006, um CD pelo selo Coviello Classics. Nesta temporada, os quatro são acompanhados pelo pianista Philip Mayers. É a segunda vez que visitam o Brasil.


quarta-feira, 18 de julho de 2012

OMISSÃO DO ESTADO EM AÇÃO


Quando eu trabalhei na prefeitura de Vila Velha havia por lá um debate muito grande com relação à criação de uma guarda municipal ou não para o município, uma das principais razões de ponderações e reticências eram as enormes confusões que estavam acontecendo em Vitória entre cidadãos comuns e os guardas que na época sequer portavam armas. Houve um caso que parou o centro da cidade por conta de uma retreta envolvendo uma placa de sinalização. Era desgaste em cima de desgaste.

No final do ano passado (2011) fui à Igreja Santa Rita na Praia do Canto para devolver um equipamento que pegara emprestado com o pessoal do SECRI e sem conseguir vaga estacionei na parada do ônibus. Fui correndo e voltei voando. Pois não é que, passado um minuto no máximo, já havia uma viatura da Guarda Municipal pronta a me canetar? Cheguei sorridente e esbaforido, pedindo desculpas e dizendo solícito que já estava retirando o carro. De dentro da viatura um rapaz de boné e óculos escuro trovejou enfezado:

- Aí é proibido parar senhor, trate de retirar o seu carro! – Eu quase voltei pra perguntar se ele falava assim com a bandidagem solta pela rua também, mas achei melhor entrar no carro e ir embora. Fiquei só me perguntando indignado da razão de um servidor público tratar um cidadão de bem – pelo menos eu assim me considero – com tanta grosseria gratuita e desnecessária.

Infelizmente, histórias deste tipo todo mundo tem para contar, meu amigo Luiz Giordano Bianchi Lopes mesmo acaba de me enviar a sua. Mais conhecido como Dodas ou Dodão, Giordano é um músico conhecido no Espírito Santo e possuiu um estúdio de gravações encravado no Parque da Gruta da Onça, no centro de Vitória. A casa onde fica seu lugar de trabalho está bem distante da rua e dá acesso – e enfarte também – por uma grande escadaria que leva lá para cima do Forte São João. O pedaço é bacana, mas não é moleza não. Tanto que tem lá na entrada uma guarita com guardas contratados pela Prefeitura para dar segurança aos moradores do entorno, o que nem sempre acontece como vemos a seguir no relato de Dodas que foi enviado para a ouvidoria da prefeitura e para a administradora do parque da gruta da onça:

“Ontem, dia 19 de junho de 2012, por volta de 12:20 horas da manhã, o vigilante da empresa CJF que trabalha na guarita  da entrada do parque, tentou impedir meu amigo de entrar com o carro na rua que da acesso ao meu local de trabalho. Expliquei que precisava carregar o carro com vários equipamentos e ele, mesmo não sendo sua função, teimou em nos impedir. Mandei meu amigo entrar com o carro mesmo assim. Depois de ser ofendido, ainda ouvi ameaças de morte, tendo como testemunha meu amigo Andre. Comuniquei o fato à empresa CJF que me orientou procurar a administração do parque. Por isso estou lhes enviando este e-mail. Falei com meu primo que trabalha na Polícia Civil e fui orientado, por precaução, a pegar o nome deste vigilante para que fosse levantada a ficha do mesmo. Não quero que ele seja demitido, pois todos tem o direito de errar, mas gostaria que ele fosse transferido e que tomassem as devidas providências, pois temo pela minha vida e de meus familiares.”

Resumindo a ópera, como diria meu amigo Marcelo sei-lá-das-quantas, passado já um mês deste lamentável episódio, o tal “segurança” continua trabalhando na mesma guarita, fazendo das suas ameaças objetivas e subjetivas, e a administração do parque sequer deu retorno ou alguma justificativa ao nosso amigo que é cidadão de bem, paga seus impostos e acaba tendo a vida desnecessariamente posta em risco por pura ingerência e irresponsabilidade do poder público. Amigos queridos e isso tudo num ano de eleição hein? Imagina se fora em galho seco. Parece que o PT não quer mesmo eleger sua candidata...

terça-feira, 17 de julho de 2012

RAPIDINHA CULTURAL DA BOA

Voltando à nossa cidade a sensacional orquestra Capella Bydgostiensis, tive o prazer de os apresentar o ano passado durante o Festival de Inverno de Domingos Martins e fiquei de queixo caído com a qualidade musical. O repertório apresentado foi moderno e instigante, ficou na memória especialmente uma peça chamada Orawa do compositor polonês Wojciech Kilar que eu nem conhecia e virei fã.

Lembro que o grupo chegou muito apreensivo com relação à sonorização, afinal iam se apresentar no palco principal de frente para a praça e, geralmente, nessas ocasiões o som fica uma tristeza. Só ficaram mais tranquilos quando eu disse que era a equipe do Loudness e o maestro descobriu que o engenheiro de som era Maurício Trindade, o mesmo da virada cultural de São Paulo onde onde a Orquestra já havia se apresentado. Quem perdeu essa apresentação fantástica no ano passado vai se programando, segue abaixo o convite...


O Capela Bydgostiensis chega de novo na época do Festival de Inverno de Domingos Martins, mais especialmente na noite de abertura. Portanto, não poderei os ver, porque estarei fazendo curso intensivo para picolé elektrônico lá em Campinho, emprestando minha voz pelo segundo ano consecutivo neste evento que é o mais chique e badalado da música de concerto em terras capixabas. 

Vale a pena conferir toda a programação do Festival no link abaixo
http://www.festivaldomingosmartins.com.br/?secao=programacao

sábado, 14 de julho de 2012

CRÔNICA DE DOMINGO: A HORA DE CALAR E A HORA DA VERDADE


Entrevista concedida por Juca Magalhães a Elis Carvalho do jornal A Tribuna.

Achou que a pena de dezenove anos foi justa?

Acho que a pena aplicada ao Narcizo foi justa. Injusto é o tempo que ela levou para ser decretada. O réu tem amplo direito à defesa e todo tipo de recursos para demonstrar sua inocência. Porém, o que teve a vítima Maria Nilce e sua família por parte do Estado Brasileiro e da justiça nesses 23 anos? Qual foi a resposta que tivemos? E a sociedade, o conjunto de pessoas que forma o Estado do Espírito Santo, o que teve? Como será que esse tipo de crime e sua flagrante impunidade repercute para as pessoas de bem e para os criminosos? São questões a se ponderar, não é? Todo esse processo envia mensagens para o povo: noção de ação e reação, crime e castigo. Qual o recado que a justiça tem nos dado desde então? Vendo por esse lado é uma situação socialmente lamentável e pode seguramente ajudar a explicar o atual crescimento da violência.

Durante seu julgamento o acusado Cezar Narciso disse que o crime de Maria Nilce estigmatizou sua vida, que ele passou a ser conhecido em São Mateus – cidade onde reside - como "o matador de Maria Nilce". Pois cabe perguntar, qual foi o estigma da família de Maria Nilce desde então? Quando um crime fica em aberto, sem solução, sem resposta concreta e imediata abre-se campo para todo o tipo de especulações e comentários maldosos que sempre querem desclassificar, curiosamente, a vítima. Por que será que em Vitória Maria Nilce só é lembrada pela mídia como uma pessoa "polêmica", para dizer o mínimo? Ora, ela era mãe, empresária, uma mulher à frente de seu tempo. Era jornalista conhecida nacionalmente por sua beleza e competência, tinha cinco livros publicados e escrevia diariamente a coluna social mais lida do estado no momento em que morreu (5 de julho de 1989). Então ela era só uma pessoa polêmica?

Como avalia a atuação da promotoria?

A Dra. Carla Mendonça que atuou na promotoria do caso demonstrou ser uma profissional firme, determinada e muito aplicada aos estudos. Basta levarmos em consideração que ela teve apenas quinze dias para se inteirar de todo o processo que é, para dizer o mínimo, quilométrico e bastante intrincado. Sua atuação foi clara, direta e sem apelos emotivos ou grandiloquentes. Muito diferente do advogado da defesa que por duas ocasiões disse que não ia “denegrir” a vítima, mas o tempo todo olhava para nosso lado como se pensasse em o fazer, parecia lamentar inibido nossa presença. No pior destes momentos chegou a bater em cima do processo e dizer algo como: se eu for falar o que tem sobre Maria Nilce aqui... Deveria ter se concentrado mais em conseguir provar a inocência de seu cliente que, por essas e outras, acabou condenado. Fico pensando quantas vezes esses advogados “de porta de cadeia”, para encher lingüiça em suas preleções de hora e meia, não ficaram falando bobagens e inventando fofocas sobre Maria Nilce para desviar a atenção do júri e emprestar um verniz de lógica aos crimes injustificáveis de seus clientes.

Narcizo vai continuar solto até a decisão final, pois respondeu todo o processo em liberdade. Você teme uma fuga como ocorreu com Adreatta?

Não entendo como pessoas que já foram claramente tipificadas como "ameaças à sociedade" possam estar soltas livremente por aí. É o caso do mandante condenado José Alayr Andreata e agora do Narcizo. Se formos pensar bem a justiça põe a vida em risco dos jurados do processo, dos familiares da vítima, da promotora. Ou será que não existe o perigo de sofrermos algum tipo de coação, vingança ou represália? É assim que a justiça protege os inocentes? Por outro lado essa condenação é importante, porque ela esclarece e determina uma situação. Mesmo com o recurso, a partir daquele momento a pessoa passa a ser não mais um acusado, mas um condenado. E se empreender a fuga terá que viver uma vida na clandestinidade sem os mesmos direitos de um cidadão de bem.

Hoje temos livre um homem perigoso como o Ex-Delegado Claudio Guerra, que tanto contribuiu para o tumulto das investigações desse caso. A promotora Carla Mendonça relatou que várias peças e páginas do processo do caso Maria Nilce simplesmente desapareceram ao longo desse tempo, inclusive uma fita contendo a gravação e sua respectiva transcrição feita com o pistoleiro José Sasso - morto em 1992 como “queima de arquivo” - na qual ele confessava o crime e a participação de outros acusados como o Andreatta. Essa gravação teria sido feita por um policial civil conhecido como Pêjota que resolvera atuar como informante da polícia Federal e que posteriormente foi também assassinado. Esse é um crime “de repercussão nacional” que deixou um rastro enorme de outros crimes, com um custo muito alto em vidas e reputações. O advogado de defesa afirmou ter feito um cálculo, baseado em declarações de época, de que o montante operacional do assassinato de Maria Nilce teria sido orçado em mais de oito milhões e duzentos mil reais, atualizados os respectivos valores.

Qual a expectativa pelo julgamento do Japonês em novembro?

Ontem durante o julgamento do caso Maria Nilce, o acusado Romualdo Eustáquio, o "Japonês", após conseguir adiar pela enésima vez a sua chance de provar que é inocente, saiu jogando as mãos para o alto e clamando por justiça divina. Eu digo Amém, só que nós da família de Maria Nilce queremos a justiça terrena também! Não posso emitir juízo, quem tem que fazer isso é a justiça no dia 06 de novembro, mas, esse tal "Japonês" parece ser uma daquelas pessoas, que vez por outra vemos até em filmes, que quando jovem se meteu com a "bandidagem" e fez um bocado de coisas erradas; depois deu sorte de sobreviver ao passar dos anos - muitos de sua época não conseguiram - constituiu família, empreendeu um negócio e se estabeleceu como "pessoa de bem" e agora parece pensar não ter mais que responder pelos erros que cometeu no passado. É uma situação triste, sua família estava presente no júri prestando apoio. Agora, o grande culpado de toda essa situação é o sistema judiciário brasileiro - e o próprio acusado com as protelações que conseguiu - porque o tal Japonês deveria ter sido julgado há mais de 20 anos e até hoje isso não aconteceu. Inocente ou culpado? Quem vai determinar é a justiça.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

JULGAMENTO DO CASO MARIA NILCE


O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) informa que o ex-policial civil Romualdo Eustáquio da Luz Faria, o Japonês, e o ex-policial militar Cezar Narciso da Silva serão julgados na terça-feira (10/07). Ambos são acusados do assassinato da colunista Maria Nilce dos Santos Magalhães, morta com quatro tiros na Praia do Canto, em Vitória, em 5 de julho de 1989. O julgamento será realizado no auditório da 1ª Vara Criminal de Vitória, às 8h30.

Nós da família de Maria Nilce Magalhães estaremos presentes em apoio ao trabalho sério da promotoria, contando com o apoio de todos para que esses bandidos recebam uma punição exemplar e o rigor da Lei. O julgamento acontecerá no Fórum Criminal de Vitória, primeira vara criminal, quarto andar. Rua Pedro Palácios (Aquela que vem do palácio Anchieta e vai dar na Catedral), 105. Cidade Alta, Centro, Vitória-ES.

Até quando veremos perecer impunemente tantas Marias? Tantos lares devastados pela violência? Tantos filhos órfãos e vidas simplesmente destruídas? Que venha a justiça e que ela seja exemplar!         

sábado, 7 de julho de 2012

CRÔNICA DE DOMINGO: FALTOU PRESENÇA DE ESPÍRITO

Soube hoje do falecimento de Jadyr Primo e lembrei de um monte de coisas "daqueles tempos" em que Maria Nilce abalava a ilha de Vitória. Lembrei também de um texto que fiz em janeiro de 2009 e que foi um dos mais elogiados até hoje, com a ressalva que é preciso ser BEM capixaba para entender o desfecho. Boa leiktura!

Dia de chuva parece que a gente nem consegue pensar direito, embaça a mente, sei lá. Hoje tive a idéia de responder coisas para pessoas, mas a oportunidade já tinha passado, aquele negócio de depois você pensar: “Poxa eu poderia ter dito tal coisa”.

Estava almoçando no restaurante de Marcos Ortiz, na Gruta da Onça e fui ao banheiro que fica ao lado da porta que dá acesso à cozinha. Antes mesmo de chegar perto uma moça de touquinha branca na cabeça me barrou dizendo que o bicho estava ocupado. Então esperei e logo entendi a razão de sua preocupação...

De dentro do banheiro dos homens me sai uma moça bonita, alta, de cabelos encaracolados que, meio sem graça e divertida, falou: “Você sabia que banheiro de homem é bem mais limpinho que de mulher?” Respondi sua simpática abordagem com um encabulado “é mesmo?”, ou algo assim, enquanto fechava a porta.

Depois pensei com meus botões: “Pode até ser mais limpinho, mas certamente não é tão bem freqüentado”. Afastei as divagações da cabeça como quem espanta pernilongos, me consolei com a idéia de meu status civil não me permitir ficar por aí disparando galanteios baratos como um paquerador de quinta categoria.

Caminhei pelo centro da cidade de marquise em marquise até o Banco do Brasil, na verdade sem muito me importar em ficar encharcado. Precisava sacar algum dinheiro e, antes de voltar pra casa, ainda tinha que achar um lugar pra comprar um novo estojo para minhas lentes de contato.

E a chuva não cedia.

Já saí do banco tentando acessar meu GPS mental na esperança de lembrar qual a ótica mais próxima e o sinal estava fechado. Esquadrinhei o outro lado da rua e vi a antiga fachada para a qual eu nunca havia prestado atenção: Magazine e “Óticas” Primo. Não me recordo de já ter comprado alguma coisa naquele lugar, mas era o mais à mão, então dane-se o gambá!

Fui atendido por um rapaz que me vendeu o estojinho por cinco reais e escreveu o pedido num grande bloco de notas, daqueles de três vias. Eu ri da situação e ele falou constrangido que estava gastando mais papel do que o valor da minha compra, “mentalidade gerencial das antigas”, comentei meio solidário e diplomático.

Para chegarmos ao caixa tivemos que atravessar uns três ambientes diferentes, pude então perceber que a clientela era formada por senhores e senhoras já bem idosos, para quem, provavelmente, aquela era a “loja de departamentos” que a geração deles conheceu...

Depois de pagar, a moça do caixa devolveu minha minúscula compra numa sacola de plástico azul escuro, vinte vezes maior do que o produto, ainda tinha dentro um daqueles calendários demodês. Era rastaquera e engraçado, me preparei para reencarar a chuva com a sensação de ter passeado no túnel do tempo.

Na saída, já passando pela porta, um senhorzinho vestido elegantemente de terno e gravata me jogou essa: “Rapaz bonito não paga”. Me perguntei se ele realmente tinha dito aquilo pra mim, tô pra te dizer que me chamar de “rapaz” foi bem mais elogioso do que de “bonito”, afinal, pode ter velho bonito, enterro bonito, agora rapaz... Me senti renovado, quase uma vítima de pedofilia.

Imagine só a situação: um homem barbado e pançudo que nem eu, do alto de minhas quatro décadas de roquenrous bem administrados, ser abordado por um biba geriátrica, duas da tarde, como se fosse algum fedelho cagão, filho de pai assustado.

Fui parar do outro lado da rua matutando uma resposta à altura, ainda que tardia. Escondido embaixo de uma marquise de madeira da obra de reforma do antigo Cinema Glória, pensei que poderia ter dito com ingenuidade e elegância (termo usado com ironia, por favor): Agora saquei porque é que chamam isso aqui de “O Magazine Alegre da Cidade”... 

Só um P.S.: E não é que o prédio do Glória está em obras até hoje? 

segunda-feira, 2 de julho de 2012

É HOJE! CORAL ARCELORMITTAL TUBARÃO NA CASA DO CONGO DA SERRA

Linda a apresentação do Coral ArcelorMittal Tubarão, ontem à noite (primeiro de julho) para uma Igreja Matriz da Serra pra lá de lotada. Amanhã o coral volta a se apresentar na Casa do Congo Mestre Antonio Rosa, também em Serra Sede-ES.